Ano 2013 - Volume 33, Número 11


Título
Morfologia da glândula mamária do quati (Nasua nasua), 33(11):1371-1378
Autores

Resumo
RESUMO.- Casals J.B., Mançanares C.A., Ambrósio C.E., Miglino M.A., Pieri N.C.G. & Carvalho A.F. 2013. [Morphology of mammary gland of the coati (Nasua nasua).] Morfologia da glândula mamária do quati (Nasua nasua). Pesquisa Veterinária Brasileira 33(11):1371-1378. Departamento de Ciências Morfológicas, Centro Universitário da Fundação de Ensino Octávio Bastos, Av. Doutor Octávio Bastos s/n, Jardim Nova São João, São João da Boa Vista, SP 13874-148, Brazil. E-mail: ceambrosio@usp.br

Nasua nasua é um animal onívoro, encontrado em todo Brasil. A reprodução da espécie ocorre somente uma vez ao ano, na primavera. As fêmeas são matriarcas e amamentam suas crias até os 5 meses de idade, vivem com seus filhotes em bandos de até 30 indivíduos. Para descrição morfológica da glândula mamaria do Nasua nasua foram utilizados seis animais provenientes do Criatório Cientifico (Cecrimpas), Unifeob. Autorizado pelo Ibama (Proc.02027.002322/98-99). Para análise macroscópica um animal foi injetado com látex neoprene, sendo a artéria femoral injetada com látex de cor vermelha e a veia jugular de cor azul. Os demais animais foram fixados em solução aquosa a 10% de formaldeído. Para análise microscópica, fragmentos glandulares foram coletados e submetidos ao processo rotineiro, embebido em parafina e corados com Hematoxilina e Eosina, Picrossírius e Azul de Toluidina. Macroscopicamente foram evidenciados três pares de glândulas mamárias, sendo dois pares posicionados na região abdominal e um par na região inguinal. Microscopicamente, notou-se epitélio de revestimento externo das papilas mamárias, epitélio pavimentoso estratificado queratinizado, o qual seguia por toda glândula de forma irregular. Na entrada do óstio, o epitélio da epiderme era modificado ocorrendo uma transição de epitélio pavimentoso estratificado para um epitélio cúbico no ducto papilar. O parênquima glandular era caracteristicamente túbulo alveolar com células secretoras, evidenciado principalmente no animal lactente. Os resultados macroscópicos e microscópicos assemelham-se aos já descritos nas cadelas (Canis familiaris) e os do Procyon cancrivorus pertencente à mesma família do quati, Família Procyonidae.
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