Ano 2013 - Volume 33, Número 1001


Título
Características anatômicas e histológicas dos dentes na cutia (Dasyprocta prymnolopha Wagler, 1831), 33(Supl.1):51-57
Autores

Resumo
RESUMO.- Silva D.C.B., Fagundes N.C.F., Teixeira F.B., Penha N.E.A., Santana L.N.S., Oliveira A.C.M. & Lima R.R. 2013. Anatomical and histological characteristics of teeth in agouti (Dasyprocta prymnolopha Wagler, 1831). [Características anatômicas e histológicas dos dentes na cutia (Dasyprocta prymnolopha Wagler, 1831).] Pesquisa Veterinária Brasileira 33(Supl.1):51-57. Laboratório de Biologia Estrutural e Funcional, Instituto de Ciências Biológicas, Universidade Federal do Pará, Rua Augusto Correa 1, Guamá, Belém, PA 66075-900, Brazil. E-mail: rafalima@ufpa.br

A cutia espécie Dasyprocta prymnolopha (D. prymnolopha) é um roedor de tamanho médio, diurno e característico do Nordeste do Brasil, sul da Amazônia. Vários estudos têm sido feitos sobre estes roedores. No entanto, há uma carência de estudos do sistema estomatognático, em particular, a morfologia dos dentes. Assim, esta pesquisa procura descrever aspectos anatômicos e histológicos dos dentes cutia. Para isto, nós utilizamos cutias adultas, em que as mensurações e as descrições dos dentes e dos tecidos dentais foram feitas. Observou-se que a arcada dentária de D. prymnolopha é composta por vinte dentes, distribuídas uniformemente no arco superior e inferior, sendo os dentes inferiores, maiores do que os seus correspondentes superiores. Os incisivos são maiores, e entre os pré-molares e molares posteriores, existe um aumento gradual no comprimento do arco anterior-posterior. No exame microscópico, uma forma prismática foi observada o que consiste de prismas de esmalte dispostos em diferentes direções, atrás do esmalte e dentina com túbulos dentinários com padrão tubular de diâmetro variável e distantes entre si, mostrando também um caminho sinuoso a partir da parte interna da junção com o esmalte mais superficial. A análise morfológica dos tecidos dentários mostrou um esmalte com a organização estrutural adaptada para o ato de mastigar e dentina de alto impacto compatível com a função do padrão tubular de resiliência e amortecimento mecânico de forças mastigatórias, como encontrado em animais maiores, confirmando o entendimento de hábitos alimentares que definem muito das suas funções ecológicas dentro do ecossistema em que vivem.
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