Ano 2014 - Volume 34, Número 1001


Título
Parâmetros clínicos, hematológicos, de proteína plasmática total e fibrinogênio em pinguins-de-magalhães (Spheniscus magellanicus) pré e pós-reabilitação, 34(Supl.1):43-48
Autores

Resumo
RESUMO.- Coraiola A.M., Kolesnikovas C.K.M., Krul R., Mangini P.R. & Locatelli-Dittrich R. 2014. Clinical, hematological, total plasma protein and fibrinogen parameters of magellanic penguins (Spheniscus magellanicus) pre- and post-rehabilitation. [Parâmetros clínicos, hematológicos, de proteína plasmática total e fibrinogênio em pinguins-de-magalhães (Spheniscus magellanicus) pré e pós-reabilitação.] Pesquisa Veterinária Brasileira 34(Supl.1):43-48. Laboratório de Patologia Clínica Veterinária, Departamento de Medicina Veterinária, Universidade Federal do Paraná, Rua dos Funcionários 1540, Curitiba, PR 80035-050, Brazil. E-mail: angela.coraiola@gmail.com

Pinguins-de-magalhães (Spheniscus magellanicus) geralmente chegam debilitados às praias do Brasil durante o inverno. A hematologia fornece informações valiosas sobre estado clínico e imunidade dos animais. Os objetivos do presente estudo foram determinar o perfil hematológico, de proteína plasmática total (PPT) e fibrinogênio de pinguins-de-magalhães jovens e adultos no PROAMAR e no CETAS-SC, relacionando esses resultados com o estado de saúde e possibilidade de sobrevivência dos animais. Foram avaliados no Paraná 14 animais na pré e oito na pós-reabilitação e 29 animais em Santa Catarina após a reabilitação. Antes da reabilitação, todos os animais apresentavam debilidade. Nos exames hematológicos desses animais, observou-se que a anemia estava presente em 83% dos pinguins que foram a óbito e em 50% dos que sobreviveram. A relação heterófilos/linfócitos (H/L) foi de 3,87±0,57 nos animais que foram a óbito, significativamente maior que a média de 2,20±0,30 dos animais que sobreviveram. Esses dois parâmetros são úteis na avaliação da possibilidade de sobrevivência dos animais à reabilitação. O escore corporal apresentou correlação positiva com hematócrito e PPT, e correlação negativa com relação H/L. Após a reabilitação os valores foram semelhantes aos de outros animais da família Spheniscidae, com médias variando de 1,64 a 1,90 x106 eritrócitos/µL; 43,38 a 48,80% de hematócrito; 12,45 a 13,52g/dL de hemoglobina; 8.684 a 14.011 leucócitos/µL; 4.767 a 8.041 heterófilos/µL; 3.215 a 4.951 linfócitos/µL; 95 a 655 eosinófilos/µL; 179,8 a 277,9 monócitos/µL; 141 a 184,9 basófilos/µL; e 1,26 a 1,74 de relação H/L. Esses parâmetros, portanto, podem ser utilizados como valores de referência e parâmetros para soltura para pinguins-de-magalhães jovens e adultos em cativeiro nos centros de reabilitação.
Download / Visualização