Ano 2015 - Volume 35, Número 4


Título
Estudo histopatológico, imuno-histoquímico e molecular da infecção por BHV-5 no sistema nervoso central de bovinos experimentalmente infectados, 35(4):337-343
Autores

Resumo
RESUMO.- Cagnini D.Q., Cunha P.H.J., Pantoja J.C.F., Badial P.R., Oliveira-Filho J.P., Araújo-Junior J.P., Alfieri A.A. & Borges A.S. 2015. Histopathological, immunohistochemical, and molecular study of BHV-5 infection in the central nervous system of experimentally infected calves. [Estudo histopatológico, imuno-histoquímico e molecular da infecção por BHV-5 no sistema nervoso central de bovinos experimentalmente infectados.] Pesquisa Veterinária Brasileira 35(4):337-343. Departamento de Clínica Veterinária, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Unesp-Botucatu, Distrito de Rubião Júnior s/n, Botucatu, SP 18618-970, Brazil. E-mail: asborges@fmvz.unesp.br

A meningoencefalite bovina causada pelo BHV-5, um vírus DNA fita dupla envelopado que pertence à família Herpesviridae e subfamília Alphaherpesvirinae, é um importante diagnóstico diferencial das doenças do sistema nervoso central. O objetivo deste estudo foi descrever as alterações histológicas no sistema nervoso central de bovinos experimentalmente infectados com BHV-5 e comparar estas alterações com os resultados de imunoistoquímica (IHQ) e PCR. Amostras do sistema nervoso central de bezerros previamente inoculados com BHV-5 foram microscopicamente avaliadas e submetidas à IHQ e PCR. Todos os animais apresentaram meningoencefalite não-supurativa. Das 18 áreas avaliadas de cada bezerro, 32,41% e 35,13% foram positivas na IHQ e PCR, respectivamente. O telencéfalo apresentou lesões mais acentuadas e foi mais positivo na PCR do que as demais áreas encefálicas e se apresentou como a melhor área para coleta de material para o diagnóstico. As áreas positivas na IHQ e na PCR apresentaram lesões mais acentuadas do que as áreas negativas para as mesmas técnicas. O animal com sinais neurológicos apresentou mais áreas positivas para PCR e IHQ do que os demais animais.
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