Ano 2015 - Volume 35, Número 1001


Título
O aspecto tomográfico do encéfalo de felinos altera com o avanço da idade?, 35(Supl.1):33-38
Autores

Resumo
RESUMO.- Babicsak V.R., Cardoso G.S., Tsunemi M.H. & Vulcano L.C. 2015. Computed tomographic features of the feline brain change with advancing age? [O aspecto tomográfico do encéfalo de felinos altera com o avanço da idade?] Pesquisa Veterinária Brasileira 35(Supl.1):33-38. Departamento de Reprodução Animal e Radiologia Veterinária, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Campus de Botucatu, Distrito de Rubião Júnior s/n, Botucatu, SP 18618-970, Brazil. E-mail: viviam.babicsak@gmail.com

Uma melhor compreensão das alterações encefálicas normais ou esperadas com o aumento da idade em gatos é necessária no presente momento, uma vez que tem havido um número crescente desses animais nas clínicas veterinárias, e dados de imagem referentes às alterações normais associadas à idade são extremamente escassos na literatura. O objetivo deste estudo foi a identificação de alterações relacionadas à idade no encéfalo de gatos através da tomografia computadorizada. Quinze gatos saudáveis ​​não braquicefálicos com idade entre 1 e 6 anos (grupo adulto) e mais de 12 anos (grupo geriátrico) foram submetidos à tomografia encefálica. Diferenças estatísticas significativas foram encontradas entre os grupos para a identificação do ventrículo lateral esquerdo e calcificação da foice cerebral, ambos visualizados em um número maior de gatos do grupo geriátrico. A média de largura do terceiro ventrículo também foi significativamente maior nos animais geriátricos. Não foram encontradas diferenças estatísticas significativas entre a mensuração dos ventrículos laterais e a atenuação do parênquima encefálico nas fases tomográficas pré e pós-contraste. Os resultados do presente estudo demonstram aumento da incidência de calcificação da foice cerebral e dilatação do terceiro ventrículo de acordo com o avanço da idade em gatos. Pesquisas futuras utilizando ressonância magnética e uma maior quantidade de gatos são necessárias a fim de se identificar alterações complementares relacionadas à idade.
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