Ano 2017 - Volume 37, Número 4


Título
Aspectos patológicos e microbiológicos de Psittaciformes de companhia infectados por Escherichia coli e Salmonella Typhimurium, 37(4):379-384
Autores

Resumo
RESUMO.- Siqueira R.A.S., Maciel W.C., Vasconcelos R.H., Bezerra W.G.A., Lopes E.S., Machado D.N., Lucena M.F. & Lucena R.B. 2017. Pathologic and microbiologic aspects of pet psittacine infected by Escherichia coli and Salmonella Typhimurium. [Aspectos patológicos e microbiológicos de Psittaciformes de companhia infectados por Escherichia coli e Salmonella Typhimurium.] Pesquisa Veterinária Brasileira 37(4):379-384. Laboratório de Estudos Ornitológicos, Universidade Estadual do Ceará, Itaperi, Fortaleza, CE 60740-000, Brazil. Email: raul_spfc15@hotmail.com

A participação de Escherichia coli na microbiota saudável de Psicittaciformes e a de Salmonella spp. já indica possível doença. O objetivo deste estudo foi pesquisar a presença de E. coli e Salmonella spp. em psittaciformes de companhia na cidade de Fortaleza/Ceará, traçando os aspectos de patogenicidade destas cepas através das lesões e da sensibilidade antimicrobiana. Foram necropsiados os psittaciformes de companhia encaminhados ao Laboratório de Estudos Ornitológicos da Universidade Estadual do Ceará durante o período de 2014 a 2015. No momento da necropsia foram coletados fragmentos de fígado, rins, intestino, pulmão, coração, baço e encéfalo para posterior processamento microbiológico e histopatológico. As lesões foram graduadas e as cepas isoladas submetidas a antibiograma. Das setenta aves necropsiadas, dezenove foram positivas para E. coli e apenas uma para Salmonella Typhimurium. As lesões de congestão e infiltrado inflamatório linfoplasmocitário variaram de leve a moderado, e foram as principais lesões encontradas. Nas cepas analisadas foi constatada multiresistência a diferentes grupos de antibióticos testados. De acordo com os achados, pode-se concluir que os isolados de E. coli e Salmonella Typhimurium produziram lesões significativas em psittaciformes em Fortaleza, Brasil, e a multirresistência pode dificultar o tratamento com antibióticos usados na clínica de aves de companhia.
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