Ano 2017 - Volume 37, Número 10


Título
Infecção por Mycoplasma hyorhinis em casos precoces de pneumonia micoplásmica em suínos e comparação entre técnicas diagnósticas, 37(10):1057-1063
Autores

Resumo
RESUMO.- Pereira C.E.R., Vannucci F.A., Gabardo M.P., Santos L.F., Mores N. & Guedes R.M.C. 2017. Mycoplasma hyorhinis infection in early cases of mycoplasmal pneumonia in swine and evaluation of diagnostic assays. [Infecção por Mycoplasma hyorhinis em casos precoces de pneumonia micoplásmica em suínos e comparação entre técnicas diagnósticas.] Pesquisa Veterinária Brasileira 37(10):1057-1063. Setor de Patologia Veterinária, Escola de Veterinária, Universidade Federal de Minas Gerais, Av. Antônio Carlos 6627, Pampulha, Belo Horizonte, MG 31270-901, Brazil. E-mail: guedesufmg@gmail.com

A pneumonia micoplásmica causada por bactérias do gênero Mycoplasma é uma enfermidade de grande importância para indústria suinícola, sendo ainda controverso o papel desempenhado por Mycoplasma hyorhinis nessa doença. A confirmação da presença dessas bactérias bem como a identificação de seus papéis em doenças respiratórias continua sendo um grande desafio. Os objetivos desse estudo foram comparar diferentes técnicas, em especial a de hibridização fluorescente in situ (FISH), para diagnóstico de micoplasmoses respiratória em suínos naturalmente infectados e avaliar a presença do M. hyorhinis em casos precoces de pneumonia micoplásmica. Foram utilizadas 90 amostras de tecido pulmonar infectado para cada um ou ambos os agentes (M. hyopneumoniae e M. hyorhinis) determinados pelo mosaico de diagnóstico (sinais clínicos, lesões macroscópicas e microscópicas e pela PCR). No grupo de animais positivos pela PCR apenas para M. hyorhinis (Grupo 2) a média da idade foi de 57,32 dias e no grupo apenas positivo para M. hyopneumoniae (Grupo 1) a média foi de 116,31 dias (P<0,01). Estes achados sugerem que a colonização e o aparecimento de lesões causadas pelo M. hyorhinis seja mais precoce do que aquelas causadas pelo M. hyopneumoniae. As alterações microscópicas foram estatisticamente (P<0,01) mais intensas no grupo 1 do que no grupo 2. Usando o mosaico de diagnóstico como padrão ouro, a sensibilidade e especificidade na FISH para M. hyopneumoniae foi de 75 e 100%, respectivamente, e 40 e 73,3%, na imuno-histoquímica. A sensibilidade e especificidade da FISH para M. hyorhinis foi de 76,7 e 100%. Esses valores demonstram que a FISH pode ser uma ferramenta útil para diagnóstico de micoplasmoses. Foi detectada a presença de agentes virais (PCV2 ou influenza) em 53,3% das amostras do grupo 2 (M. hyorhinis) e em 13,3% das amostras do grupo 1 (M. hyopneumoniae).
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