Resultado da pesquisa (4)

Termo utilizado na pesquisa Dasyprocta leporina

#1 - Ultrastructural and morphometric description of the ear skin and cartilage of two South American wild histricognate rodents (Dasyprocta leporina and Galea spixii)

Abstract in English:

Skin and cartilage have been the main source for the recovery of somatic cells to be used in conservation strategies in wild mammals. In this sense, an important step for the cryopreservation of these samples is to recognize the properties of the skin and cartilage. Thus, knowing that the skin may differ among species and aiming to contribute to the establishment of cryobanks, the study examined the differences in the ear skin and cartilage of wild rodents from South America, agouti (Dasyprocta leporina) and spix’s yellow-toothed cavy (Galea spixii). Ultrastructural and quantitative methods were used to measure skin and cartilage thickness, density of collagen and elastic fibers, cell type number and distribution, and proliferative activity. Although ultrastructural analysis revealed a similar pattern between species, morphometric analysis of the skin and cartilage showed differences between agoutis and cavies regarding thickness of epidermis layers (corneum: 5.3±2.5µm vs. 3.9±0.6µm; intermediate: 16.4±6.2µm vs. 23.4±8.1µm; basal: 9.9±2.1µm vs. 4.8±0.5µm), dermis (183.1±44.0µm vs. 258.2±22.9µm), total skin (211.8±46.0µm vs. 290.3±23.7µm) and perichondrium (27.6±6.1µm vs. 10.5±1.8µm). A greater number of epidermal cells (61.7±15.2 vs. 24.8±7.6) and chondrocytes (32.7±9.0 vs. 27.5±4.7) were observed in agouti, while the cavy presented a greater number of melanocytes (12.6±4.7 vs. 29.9±6.2), keratinocytes (14.7±4.2 vs. 29.8±7.6), and fibroblasts (103.6±24.7 vs. 112.2±11.3). Moreover, a higher percentage of collagen fibers and proliferative activity was observed in the skin of cavies, when compared to the skin of agoutis. Therefore, there are differences between agouti and cavy for ear skin and cartilage, requiring the establishment of species-specific cryopreservation protocols.

Abstract in Portuguese:

A pele e cartilagem têm sido uma importante fonte de recuperação de células somáticas a serem utilizadas em estratégias de conservação em mamíferos silvestres. Nesse contexto, uma importante etapa para criopreservação é conhecer, inicialmente, as propriedades que compõem a pele e cartilagem. Sabendo, então, que a pele pode diferir-se entre espécies e com o objetivo de contribuir para o estabelecimento de criobancos, o estudo evidenciou as diferenças da pele e da cartilagem do pavilhão auricular apical de cutias (Dasyprocta leporina) e preás (Galea spixii) que são roedores silvestres presentes na América do Sul. Para tanto, métodos ultraestruturais e quantitativos foram utilizados para mensurar a espessura da pele e da cartilagem, densidade de fibras colágenas e elásticas, número e distribuição dos tipos celulares e atividade proliferativa. Embora as propriedades ultraestruturais em cutias e preás tenham se mostrado semelhantes, avaliações acerca da morfometria da pele e da cartilagem demonstrou diferenças, especialmente nas camadas epidérmicas (córnea: 5,3±2,5µm vs. 3,9±0,6µm; espinhosa: 16,4±6,2µm vs. 23,4±8,1µm; basal: 9,9±2,1µm vs. 4,8±0,5µm), derme (183,1±44,0µm vs. 258,2±22,9µm), pele total (211,8±46,0µm vs. 290,3±23,7µm) e pericôndrio (27,6±6,1µm vs. 10,5±1,8µm). Além disso, um número maior de células epidérmicas (61,7±15,2 vs. 24,8±7,6) e condrócitos (32,7±9,0 vs. 27,5±4,7) foram observados em cutias, enquanto em preás um maior número de melanócitos (12,6±4,7 vs. 29,9±6,2), queratinócitos (14,7±4,2 vs. 29,8±7,6) e fibroblastos (103,6±24,7 vs. 112,2±11,3) foram evidenciados. Ainda, em preás, uma maior porcentagem de fibras colágenas e da atividade proliferativa foram observadas quando comparadas a pele de cutias. Portanto, existem diferenças entre cutias e preás para pele e cartilagem do pavilhão auricular, exigindo desta forma um estabelecimento de protocolos de criopreservação específica para cada uma destas espécies.


#2 - Estimation, morphometry and ultrastructure of ovarian preantral follicle population in agouti (Dasyprocta leporina)

Abstract in English:

The aim of this study was to characterize the preantral ovarian follicular population in agoutis (D. leporina) by estimating the number of follicles at each developmental category, and also describe the morphometry and the specific features of the follicle and the oocyte by using light and transmission electron microscopy. The length of each ovary was measured using a caliper rule, longitudinally sectioned into two halves and both were immediately fixed to perform the estimation of follicular population and ultrastructural analysis. The mean (±S.E.M.) population of follicular per pair of ovary was estimated at 4419.8±532.26 and 5397.52±574.91 for right and left ovaries, respectively, but no differences were observed between them. The diameters for follicles, oocyte and nuclei were: 18.62±3.40μm, 12.28±2.37μm and 6.10±0.93μm for primordial, 23.75±5.70μm, 14.22±3.00μm and 6.70±1.24μm for primary and 88.55±17.61μm, 52.85±17.56μm and 22.33±17.61μm for secondary follicles, respectively. The most of the follicles found belonged to the primordial category (86.63%), followed by primary (13.01%) and secondary (0.35%) one. Additionally, polyovular follicles were observed in all the animals and they represented 7.51% of the total follicles counted. The ultrastructural analysis showed that the oocyte presented a central and regular nuclei, displaying a homogenous mass. Among the organelles, the mitochondria were the most abundant and the oocyte Golgi apparatus was rarely observed. In conclusion, this work shows for the first time the characterization of the population of preantral follicles in the ovary of Dasyprocta leporina. Those information will be useful for further development and adaptation of biotechniques such as germplasm cryopreservation and in vitro gametes manipulation.

Abstract in Portuguese:

O objetivo deste trabalho foi caracterizar a população folicular ovariana pré-antral em cutias (D. leporina) estimando o número de folículos em cada categoria de desenvolvimento, e também descrever a morfometria e as características específicas do folículo e oócito usando microscopia de luz e eletrônica de transmissão. O comprimento de cada ovário foi medido utilizando um paquímetro, seccionados longitudinalmente em duas metades e ambos foram imediatamente fixados para realizar a estimativa da população folicular e análise ultraestrutural. A média (±S.E.M.) da população folicular por par de ovário foi estimada em 4419,8±532,26 e 5397,52±574,91 nos ovários direito e esquerdo, respectivamente, mas não foram observadas diferenças entre eles. Os diâmetros dos folículos, oócito e núcleos, respectivamente, foram: 18,62±3,40μm, 12,28±2.37μm e 6,10±0,93μm para primordial, 23,75±5,70μm, 14,22±3,00μm e 6,70±1,24μm para primário e 88,55±17,61μm, 52,85±17,56μm e 22,33±17,61μm de folículos secundários. A maioria dos folículos encontrados pertencia à categoria primordial (86,63%), seguido pelo primário (13,01%) e um secundário (0,35%). Adicionalmente, os folículos poliovulares foram observados em todos os animais e representavam 7,51% do total de folículos contados. A análise ultra-estrutural mostrou que o oócito apresentou núcleos centrais e regulares, exibindo uma massa homogênea. Dentre as organelas, as mitocôndrias foram as mais abundantes e o aparelho de Golgi do oócito foi raramente observado. Em conclusão, este trabalho mostra pela primeira vez a caracterização da população de folículos pré-antrais do ovário da Dasyprocta leporina. Essas informações serão úteis para o desenvolvimento e adaptação de biotécnicas, como a criopreservação de germoplasma e manipulação de gametas in vitro.


#3 - Morphology of the larger salivar glands of red-rumped agouti (Dasyprocta leporina Linnaeus, 1766, 36(3):227-236

Abstract in English:

ABSTRACT.- Oliveira Júnior C.M., Bezerra F.V.F., Câmara F.V., Vale A.M., Oliveira G.B., Silva A.R., Ambrosio C.E. & Oliveira M.F. 2016. [Morphology of the larger salivar glands of red-rumped agouti (Dasyprocta leporina Linnaeus, 1766.] Morfologia das glândulas salivares maiores em cutias (Dasyprocta leporina Linnaeus, 1766). Pesquisa Veterinária Brasileira 36(3):227-236. Departamento de Ciências Animais, Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Avenida Francisco Mota 572, Costa e Silva, Mossoró, RN 59625-900, Brazil. E-mail: moacir@ufersa.edu.br Studies on wild animal morphology serve as theoretical basis for the management and conservation of different species, because they provide necessary information for measures to keep these animals in captivity, in their natural habitat or even to reintroduce them into their original habitat. Studies about the morphology of the red-rumped agouti, Dasyprocta leporina, approach the various organic systems, but not a single study refers to topography and structure arrangement of their salivary glands. Thus, this paper aimed to gross and microscopic description of the larger salivary glands of red-rumped agouti. Ten adult D. leporina were used to study the macroscopic aspect of the glands, as well as the microscopic aspects with light microscopy, scanning and transmission electronic microscopy. Four larger salivary glands were identified: parotid glands, mandibular glands, zygomatic glands and sublingual glands. The tubuloacinar glands contained in their parenchyma ducts of extremely varied sizes. With exception of the strictly serous parotid glands, the others were mixed, and only the mandibular glands had granulous ducts. The red-rumped agouti with four pairs of larger salivary glands may be a model for studies concerning the anatomical changes in rodents for adaptation to various habitats.

Abstract in Portuguese:

RESUMO.- Oliveira Júnior C.M., Bezerra F.V.F., Câmara F.V., Vale A.M., Oliveira G.B., Silva A.R., Ambrosio C.E. & Oliveira M.F. 2016. [Morphology of the larger salivar glands of red-rumped agouti (Dasyprocta leporina Linnaeus, 1766.] Morfologia das glândulas salivares maiores em cutias (Dasyprocta leporina Linnaeus, 1766). Pesquisa Veterinária Brasileira 36(3):227-236. Departamento de Ciências Animais, Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Avenida Francisco Mota 572, Costa e Silva, Mossoró, RN 59625-900, Brazil. E-mail: moacir@ufersa.edu.br Estudos acerca da morfologia de animais silvestres servem de subsídio para trabalhos de manejo e preservação de diferentes espécies, pois fornecem informações para a tomada de medidas que auxiliem na manutenção destes em cativeiro, na preservação em habitat natural ou mesmo para ações voltadas a reintrodução ao habitat de origem. Estudos referentes à morfologia de cutias abordam os diversos sistemas, mas nenhum faz referência à arquitetura ou estrutura de suas glândulas salivares. Assim este trabalho objetivou descrever macro e microscopicamente as glândulas salivares maiores de cutias. Foram utilizados dez animais adultos para o desenvolvimento de metodologias relativas à macroscopia propriamente dita das glândulas, microscopia de luz, microscopia eletrônica de transmissão e microscopia eletrônica de varredura. Foram identificadas quatro glândulas salivares maiores nos animais estudados, denominadas parótida, mandibular, zigomática e sublingual. As glândulas apresentaram-se como sendo do tipo tubuloacinares e contendo em seu parênquima ductos dos mais variados tamanhos. Com exceção da glândula parótida, que era estritamente serosa, as demais eram mistas. Da mesma forma, apenas a glândula mandibular foi identificada a presença de ducto do tipo granuloso. Apresentando as cutias os quatro pares de glândulas salivares maiores, estes animais podem servir de modelo para os estudos acerca das mudanças anatômicas sofridas pelos roedores para se adaptar aos diversos habitat do planeta.


#4 - Monitoring of the estrous cycle of agoutis (Dasyprocta leporina Lichtenstein, 1823) by vaginal exfoliative cytology and ultrasonography, 35(2):188-192

Abstract in English:

ABSTRACT.- Campos L.B., Peixoto G.C.X., Lima G.L., Castelo T.S., Souza A.L.P., Oliveira M.F. & Silva A.R. 2015. [Monitoring of the estrous cycle of agoutis (Dasyprocta leporina Lichtenstein, 1823) by vaginal exfoliative cytology and ultrasonography.] Monitoramento do ciclo estral de cutias (Dasyprocta leporina Lichtenstein, 1823) através de citologia esfoliativa vaginal e ultrassonografia. Pesquisa Veterinária Brasileira 35(2):188-192. Laboratório de Conservação de Germoplasma, Universidade Federal Rural do Semi-Árido, BR-110 Km 47, Costa e Silva, Mossoró, RN 59625-900, Brazil. E-mail: legio2000@yahoo.com The objective of the study was to monitor the estrous cycle in agoutis (Dasyprocta leporina) bred in captivity in Brazilian semiarid. During 70 days, five agoutis were daily subjected to vaginal exfoliative cytology, and the ovarian ultrasound monitoring was conducted every three days. A total of 8 estrous cycles were completely monitored, lasting 28.2±0.7 days, ranging from 24 to 31 days. By vaginal exfoliative cytology, there was predominance of superficial cells at proestrus and estrus phases (P<0.05), followed by the predominance of intermediate cells in the metestrus (P<0.05) and parabasal cells in diestrus (P<0.05). By ultrasound, there were no differences in ovarian morphology during the different phases of the estrous cycle (P>0.05). Follicles during the estrogenic phases (proestrus and estrus) were identified, with an average diameter of 1±0.5mm. In only 12.5% of luteal phases, corpora lutea measuring 1.4±0.9mm were identified. We conclude that the association of vaginal cytology and ovarian ultrasonography is a useful alternative for monitoring the estrous cycle and identifying the estrogenic phases in Dasyprocta leporina.

Abstract in Portuguese:

RESUMO.- Campos L.B., Peixoto G.C.X., Lima G.L., Castelo T.S., Souza A.L.P., Oliveira M.F. & Silva A.R. 2015. [Monitoring of the estrous cycle of agoutis (Dasyprocta leporina Lichtenstein, 1823) by vaginal exfoliative cytology and ultrasonography.] Monitoramento do ciclo estral de cutias (Dasyprocta leporina Lichtenstein, 1823) através de citologia esfoliativa vaginal e ultrassonografia. Pesquisa Veterinária Brasileira 35(2):188-192. Laboratório de Conservação de Germoplasma, Universidade Federal Rural do Semi-Árido, BR-110 Km 47, Costa e Silva, Mossoró, RN 59625-900, Brazil. E-mail: legio2000@yahoo.com O objetivo deste estudo foi monitorar o ciclo estral em cutias (Dasyprocta leporina) criadas em cativeiro no semiárido brasileiro. Durante 70 dias, cinco cutias foram diariamente submetidas a citologia esfoliativa vaginal, e o monitoramento ultrassonográfico ovariano foi realizado a cada três dias. Um total de 8 ciclos estrais foi completamente monitorado, com duração de 28,2±0,7 dias, variando de 24 a 31 dias. Pela citologia esfoliativa vaginal, houve uma predominância de células superficiais nas fases de proestro e estro (P<0,05), seguida da predominância de células intermediárias no metaestro (P<0,05) e de células parabasais no diestro (P<0,05). Por ultrassonografia, não houve diferenças na morfologia ovariana durante as diferentes fases do ciclo estral (P>0,05). Os folículos foram identificados durante as fases estrogênicas (proestro e estro), com diâmetro médio de 1±0,5mm. Em apenas 12,5% das fases luteais, corpos lúteos medindo 1,4±0,9mm foram identificados. Conclui-se que a associação da citologia vaginal e da ultrassonografia ovariana constitui uma alternativa viável para o monitoramento de ciclos estrais e identificação das fases estrogênicas em cutias da espécie Dasyprocta leporina.


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