Resultado da pesquisa (8)

Termo utilizado na pesquisa Lima F.C

#1 - Vascularization of the Alouatta belzebul brain base

Abstract in English:

We studied the arterial circle in the brain of five specimens of the Alouatta belzebul primate. The material had the arterial system perfused (water at 40°C), injected with stained latex (Neoprene 650), fixed in aqueous formaldehyde solution (10%) and dissected for vessel verification. The arterial circle of this primate is composed of two vascular systems: the vertebra-basilar and the carotid ones, which anastomose to close the arterial circuit. In the caudal portion of the arterial circle, there are the vertebral arteries and their branches: the rostral spinal artery and the caudal inferior cerebellar artery. The anastomosis of the vertebral arteries gives rise to the basilar artery. It presented an anatomical variation at the beginning of its path, forming a double basilar artery, called arterial island. In its course, it emitted branches giving rise to the rostral inferior cerebellar artery, the pontine arteries, the rostral cerebellar arteries, the satellite rostral cerebellar arteries and its terminal branch, the caudal cerebral artery, which presented itself in two segments: the pre-communicating one and post-communicating, joining the internal carotid artery and originating the caudal communicating artery. This group of arteries and anastomoses enclose the caudal portion of the arterial circle. From the right and left internal carotid arteries begins the rostral portion of the arterial circle, which consists of the right and left rostral cerebral arteries and the right and left middle cerebral arteries. The rostral cerebral arteries anastomose into a single trunk, giving rise to the interhemispheric artery, and in A. belzebul and Sapajus libidinosus, the rostral communicating artery is absent. The interhemispheric artery goes to the midbrain region and the corpus callosum knee divides into pericalous artery and callosarginal artery, which will supply the pre and post-central regions of the cerebral hemispheres of this species, as well as other non-human and human primates. It is noted that in the first part of the left rostral cerebral artery, there is a direct inosculation between the recurrent branch of the rostral cerebral artery and left middle cerebral artery to supply the entorhinal region. This fact also occurs in Pongo spp. The middle cerebral artery travels along the lateral sulcus where it emits several superficial branches to irrigate the superior and inferior lateral cortical regions of the frontal, parietal and temporal lobes. It is not part of the arterial circle but is the terminal branch of the internal carotid artery. A. belzebul can be considered to depend on two sources of supply to the brain: the vertebra-basilar and carotid systems, contributing to the intervention of veterinarians during clinical and surgical procedures in other primates, as well as the preservation of wild animals.

Abstract in Portuguese:

Estudamos o círculo arterial no encéfalo de cinco espécimes do primata Alouatta belzebul. O material teve o sistema arterial perfundido (água a 40°C), injetado com látex corado (Neoprene 650), fixado em solução aquosa de formaldeído (10%) e dissecado para verificação dos vasos. O círculo arterial deste primata é composto por dois sistemas vasculares: vértebro-basilar e o sistema carotídeo, que se anastomosam para fechar o circuito arterial. Na porção caudal do círculo arterial encontra-se as artérias vertebrais e seus ramos: artéria espinal rostral e a cerebelar inferior caudal. A anastomose das artérias vertebrais dá origem a artéria basilar. Esta apresentou uma variação anatômica no início do seu trajeto, formando uma dupla artéria basilar, denominada ilha arterial. Em seu trajeto emitiu ramos dando origem a artéria cerebelar inferior rostral, as artérias pontinas, as artérias cerebelares rostrais, as artérias cerebelares rostrais satélites e o seu ramo terminal, a artéria cerebral caudal, que apresentou-se em dois segmentos: o pré-comunicante e pós-comunicante, unindo-se a artéria carótida interna e originando a artéria comunicante caudal. Este grupo de artérias e anastomoses encerram a porção caudal do círculo arterial. Das artérias carótidas internas direita e esquerda, inicia-se a porção rostral do círculo arterial, ao qual é constituído pelas artérias cerebrais rostrais direita e esquerda e as artérias cerebrais médias direita e esquerda. As artérias cerebrais rostrais se anastomosam em um tronco único dando origem a artéria inter-hemisférica e em A. belzebul e Sapajus libidinosus, a artéria comunicante rostral se encontra ausente. A artéria inter-hemisférica segue para região média do encéfalo e no joelho do corpo caloso se divide em artéria pericalosa e artéria calosomarginal, que vão suprir as regiões pré e pós-central dos hemisférios cerebrais desta espécie, assim como outros primatas não humanos e humano. Nota-se que na primeira parte da artéria cerebral rostral esquerda, ocorre uma inosculação direta entre o ramo recorrente da artéria cerebral rostral e artéria cerebral média esquerda para suprir a região entorrinal, esse fato também ocorre em Pongo spp. A artéria cerebral média segue seu trajeto pelo sulco lateral onde emite vários ramos superficiais para irrigar as regiões corticais supero e ínfero lateral do lobo frontal, parietal e temporal, esta não faz parte do círculo arterial mas é o ramo terminal da artéria carótida interna. Pode-se considerar que A. belzebul depende de duas fontes de suprimento para o encéfalo: os sistemas vértebro-basilar e carotídeo, contribuindo na intervenção de médicos veterinários durante os procedimentos clínicos e cirúrgicos em outros primatas, assim como na preservação de animais silvestres.


#2 - Comparative anatomy of the gluteal muscles of Sapajus libidinosus, 36(11):1127-1131

Abstract in English:

ABSTRACT.- Soares N.P., Vieira V.S., Pereira D.K.S., Lima F.C., Araújo E.G. & Pereira K.F. 2016 Comparative anatomy of the gluteal muscles of Sapajus libidinosus. Pesquisa Veterinária Brasileira 36(11):1127-1131. Laboratório de Anatomia Humana e Comparativa, Curso de Ciências Biológicas, Universidade Federal de Goiás, Regional Jataí, BR-364 Km 192, Setor Parque Industrial, Jataí, GO 75800-000, Brazil. E-mail: kpereiraufg@gmail.com New World primates Sapajus sp. unexpectedly display cognitive aspects, tool use, social behavior, memory and anatomical aspects similar to Old World primates, such as chimpanzees and baboons. Convergent evolutionary aspects must have occurred between Sapajus and Old World primates and should be verified not only in terms of behavior analysis, but also of anatomical structure. The pelvic region can provide data for evolutionary verification trends, since taking standing position is one of the characteristics associated to the use of tools by early humans and pongids. We used eight specimens of Sapajus libidinosus to describe the deep muscular structure of the pelvis. Unlike humans, the gluteus medius muscle in S. libidinosus is completely covered by the gluteus maximus and elongated as compared to humans and chimpanzees, putatively by the elongated pelvis of S. libidinosus. Considering origin and insertion, the gluteus maximus muscle resembles more its counterpart in baboons than in humans and chimpanzees, since this muscle in baboons is associated to semibiped posture and to the tail. Gluteus minimum, piriformis, superior gemellus, internal shutter, gemellus and lower square muscles are positioned in this order in relation to the cranial-caudal axis, with all of its tendons converging for a common insertion in the greater trochanter. The muscles of the gluteal region of S. libidinosus are similar to the baboon, especially regarding the gluteus maximus, which points to the evolutionary kinship of these animals.

Abstract in Portuguese:

RESUMO.- Soares N.P., Vieira V.S., Pereira D.K.S., Lima F.C., Araújo E.G. & Pereira K.F. 2016 Comparative anatomy of the gluteal muscles of Sapajus libidinosus. [Anatomia comparativa dos músculos da região glútea de Sapajus libidinosus.] Pesquisa Veterinária Brasileira 36(11):1127-1131. Laboratório de Anatomia Humana e Comparativa, Curso de Ciências Biológicas, Universidade Federal de Goiás, Regional Jataí, BR-364 Km 192, Setor Parque Industrial, Jataí, GO 75800-000, Brazil. E-mail: kpereiraufg@gmail.com Os Sapajus sp. apresentam aspectos cognitivos, uso de ferramentas, comportamento social e memória, além de aspectos anatômicos, similares à primatas do Velho Mundo, como chimpanzés e babuínos, fatos inesperados para estes animais, que são primatas do Novo Mundo. Aspectos evolutivos convergentes devem ter ocorrido entre Sapajus e primatas do Velho Mundo que devem ser verificados não somente em termos de análise do comportamento, mas da estrutura anatômica. A região pélvica pode fornecer dados para a verificação de tendências evolucionárias, pois assumir a posição bípede é uma das características associadas ao uso de ferramentas pelos humanos primitivos e pongídeos. Para descrever a estrutura muscular profunda da pelve, foram utilizados oito espécimes de Sapajus libidinosus. O músculo glúteo médio em S. libidinosus, diferente de humanos, é totalmente recoberto pelo glúteo máximo, é alongado em relação aos humanos e chimpanzés, putativamente pela pelve alongada dos S. libidinosus. O músculo glúteo máximo se assemelha, considerando origem e inserção mais aos babuínos do que em humanos e chimpanzés, uma vez que em babuínos esse músculo está associado à postura semibípede e à cauda. Os músculos glúteo mínimo, piriforme, gêmeo superior, obturador interno, gêmeo inferior e quadrado estão posicionados nesta ordem em relação ao eixo crânio-caudal com todos seus tendões convergindo para uma inserção comum no trocânter maior. Os músculos da região glútea de S. libidinosus são semelhantes ao babuíno principalmente no que se refere ao músculo glúteo máximo, o que reflete o parentesco evolutivo desses animais.


#3 - Osteology of Melanosuchus niger (Crocodylia: Alligatoridae) and the evolutionary evidence, 36(10):1025-1044

Abstract in English:

ABSTRACT.- Vieira L.G., Santos A.L.Q., Lima F.C., Mendonça S.H.S.T., Menezes L.T. & Sebben A. 2016. [Osteology of Melanosuchus niger (Crocodylia: Alligatoridae) and the evolutionary evidence.] Osteologia de Melanosuchus niger (Crocodylia: Alligatoridae) e a evidência evolutiva. Pesquisa Veterinária Brasileira 36(10):1025-1044. Laboratório de Ensino e Pesquisa em Animais Silvestres, Universidade Federal de Uberlândia, Rua Piauí s/n, Umuarama, Uberlândia, MG 38400-902, Brazil. E-mail: luceliabio@yahoo.com.br The objective was an anatomical description of the skeleton of Melanosuchus niger, in order to contribute with evolutionary information about the species. Three adult specimens of M. niger with an average length of 2.40m were used, originating from the biologic collection of Lapas-UFU. In the forelimb, the scapula is bigger than the coracoid. Regarding the hindlimbs, the pubic does not participate in the formation of the acetabulum; the contact with the ilium is made by ligaments, and its articulation with the rump allows dorsal-ventral movements. Regarding the forelimbs, the humerus is a stylopodium element, and the ulna and radius a zeugopodium element. The carpus exibits the ulnar-radial+intermedium fusion, fusion of the distal carpals 3+4+5, and the pisiform. It has five metacarpals, numbered lateromedially as metacarpal 1, 2, 3, 4, and 5. The phalangeal formula is 2:3:4:3:2. Regarding the pelvic limbs, the stylopodium is formed by the femur, and the zeugopodium by tibia and fibula. In tarsus has four bones: fusion of the intermedium+centrale, fibulare, distal tarsal 3, and distal tarsal 4. It has four long metatarsals I, II, III and IV, with metatarsal II and III being relatively longer than the others. Metatarsal V is a very small bone; the feet have the phalangeal formula 2:3:4:4. At the skull, the nasal opening is only the palatine bones, vomer, pterygoid, premaxilla and maxilla forming the bone structure of the secondary palate; the parietal bone is the only element on the cranial roof. In the pos- axial skeleton ist distinct pairs of ribs which articulate with the cervical, dorsal, lumbar, sacral and caudal vertebrae. The gastralia consists of seven rows of fine bone located between the pubic bone and caudal part of the sternum.

Abstract in Portuguese:

RESUMO.- Vieira L.G., Santos A.L.Q., Lima F.C., Mendonça S.H.S.T., Menezes L.T. & Sebben A. 2016. [Osteology of Melanosuchus niger (Crocodylia: Alligatoridae) and the evolutionary evidence.] Osteologia de Melanosuchus niger (Crocodylia: Alligatoridae) e a evidência evolutiva. Pesquisa Veterinária Brasileira 36(10):1025-1044. Laboratório de Ensino e Pesquisa em Animais Silvestres, Universidade Federal de Uberlândia, Rua Piauí s/n, Umuarama, Uberlândia, MG 38400-902, Brazil. E-mail: luceliabio@yahoo.com.br O objetivo foi realizar a descrição anatômica do esqueleto de Melanosuchus niger, com o intuito de contribuir com informações evolutivas sobre a espécie. Utilizaram-se três espécimes adultos de M. niger, com comprimento médio de 2,40m, provenientes da coleção biológica do Lapas-UFU. Na cintura peitoral, a escápula é maior do que o coracóide. Já nos elementos da cintura pelvina, o púbis não participa da formação do acetábulo, o contato com o ilío, ocorre por ligamentos, e sua articulação com o ísquio, permite movimentos dorso-ventrais. Nos membros torácicos, o úmero figura como elemento do estilopódio, a ulna e rádio como elementos do zeugopódio. No carpo há o ulnar do carpo, fusão do radial+intermédio, fusão dos distais do carpo 3+4+5 e o pisiforme; possui cinco metacarpos, numerados lateromedialmente e a fórmula falângica 2:3:4:3:2. Nos membros pelvinos, o estilopódio é formado pelo fêmur e o zeugopódio pela tíbia e fíbula. No tarso há a fusão do intermédio+central, fibular do tarso, distal do tarso 3, distal do tarso 4; possui quatro metatarsos longos I, II, III e IV, sendo os metatarsos II e III maiores que os demais. O metatarso V é um osso bastante reduzido e o pé possui a fórmula falângica 2:3:4:4. No crânio, a abertura nasal é única, o palatino, vômer, pterigóide, pré-maxila e maxila formam a estrutura óssea do palato secundário; o osso parietal é o único elemento no teto craniano. No esqueleto pós- axial em pares de costelas distintas que se articulam com as vértebras cervicais, dorsais, lombares, sacrais e caudais. A gastrália é formada por sete fileiras de ossos finos localizados entre o púbis e a região caudal do esterno.


#4 - Morphology, development and heterochrony of the carapace of Giant Amazon River Turtle, Podocnemis expansa (Testudines, Podocnemidae), 36(5):436-446

Abstract in English:

ABSTRACT.- Vieira L.G., Santos A.L.Q., Moura L.R., Orpinelli S.R.T., Pereira K.F. & Lima F.C. 2016. Morphology, development and heterochrony of the carapace of Giant Amazon River Turtle, Podocnemis expansa (Testudines, Podocnemidae). Pesquisa Veterinária Brasileira 36(5):436-446. Laboratório de Ensino e Pesquisa em Animais Silvestres, Faculdade de Medicina Veterinária, Universidade Federal de Uberlândia, Av. Amazonas 2245, Jardim Umuarama, Uberlândia, MG 38405-302, Brazil. E-mail: luceliabio@yahoo.com.br With aim to report the ontogeny of the osseous elements of the carapace in Peurodiras, 62 embryos and 43 nestlings of Podocnemis expansa were collected and submitted to the clearing and staining technique of bones and cartilages and study of serial histological slices. The carapace has mixed osseous structure of endo and exoskeleton, formed by 8 pairs of costal bones associated with ribs, 7 neural bones associated with neural arches, 11 pairs of peripheral bones, 1 nuchal, 1 pygal and 1 suprapygal. This structure begins its formation in the beginning of stage 16 with the ossification of the periosteal collar of the ribs. With exception of the peripheral bones, the other ones begin their ossification during the embrionary period. In histologic investigation it was found that the costal bones and neural bones have a close relation to the endoskeleton components, originating themselves as intramembranous expansions of the periosteal collar of the ribs and neural arches, respectively. The condensation of the mesenchyme adjacent to the periosteal collar induces the formation of spikes that grow in trabeculae permeated by fibroblasts below the dermis. The nuchal bone also ossifies in an intramembranous way, but does not show direct relation to the endoskeleton. Such information confirms those related to the other Pleurodira, mainly with Podocnemis unifilis, sometimes with conspicuous variations in the chronology of the ossification events. The formation of dermal plates in the carapace of Pleurodira and Criptodira follow the same pattern.

Abstract in Portuguese:

RESUMO.- Vieira L.G., Santos A.L.Q., Moura L.R., Orpinelli S.R.T., Pereira K.F. & Lima F.C. 2016. Morphology, development and heterochrony of the carapace of Giant Amazon River Turtle, Podocnemis expansa (Testudines, Podocnemidae). [Morfologia, desenvolvimento e heterocronia da carapaça da Tartagura da Amazônia, Podocnemis expansa (Testudines, Podocnemidae).] Pesquisa Veterinária Brasileira 36(5):436-446. Laboratório de Ensino e Pesquisa em Animais Silvestres, Faculdade de Medicina Veterinária, Universidade Federal de Uberlândia, Av. Amazonas 2245, Jardim Umuarama, Uberlândia, MG 38405-302, Brazil. E-mail: luceliabio@yahoo.com.br Com objetivo de relatar a ontogenia dos elementos ósseos da carapaça em Pleurodiras, coletaram-se 62 embriões e 43 filhotes de Podocnemis expansa que foram submetidos à técnica de clareamento e coloração dos ossos e cartilagens e pelo estudo cortes histológicos seriados. A carapaça possui estrutura óssea mista de endo e exoesqueleto, sendo formada por 8 pares de ossos costais associados às costelas, 7 ossos neurais associados aos arcos vertebrais, 11 pares de ossos periféricos, 1 nucal, 1 pigal e 1 supra-pigal. Esta estrutura começa sua formação no início do estágio 16 com a ossificação do colar periostal das costelas. Com exceção dos ossos periféricos, os demais iniciam sua ossificação durante o período embrionário. A investigação histológica explicitou que os ossos costais e neurais possuem uma estreita relação com componentes do endoesqueleto, originando-se como expansões intramembranosas do colar periostal das costelas e dos arcos neurais, respectivamente. A condensação do mesenquima adjacente ao colar periostal induz a formação de espiculas que crescem em trabéculas permeadas por fibroblastos abaixo da derme. O osso nucal, também se ossifica de maneira intramembranosa mas não apresenta relação direta com o endoesqueleto. Tais informações corroboram àquelas relatadas para os demais Pleurodiras, principalmente com Podocnemis unifilis, outrora com variações conspícuas na cronologia dos eventos de ossificação. A formação das placas dérmicas da carapaça em Pleurodira e Criptodira seguem um mesmo padrão.


#5 - Comparative characterization of the intestine of species from the Xenarthra Order, 34(Supl.1):49-56

Abstract in English:

ABSTRACT.- Carvalho M.M., Pieri N.C.G., Pereira K.F., Lima F.C., Carniatto C.H.O., Miglino M.A., Ricci R.E. & Martins D.S. 2014. [Comparative characterization of the intestine of species from the Xenarthra Order.] Caracterização comparativa do intestino das espécies da Ordem Xenarthra. Pesquisa Veterinária Brasileira 34(Supl.1):49-56. Departamento de Cirurgia, Setor de Anatomia dos Animais Domésticos e Silvestres, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade de São Paulo, Av. Prof. Dr. Orlando Marques de Paiva 87, São Paulo, SP 05508 270, Brazil. E-mail: daniele@usp.br Morphometric parameters of the digestive tract are required for an understanding of the digestive processes of the food in the animal organism, besides indicating the feeding preference of specie. This study aimed to describe morphologically the small and large intestines, organs of the digestive system of representatives of Xenarthra order to provide data for the evaluation of diet and conduct clinical procedures in these animals, whether free-living or captive. At this research, were used in total 7 specimens from three-toed sloths (Bradypus torquatus), nine-banded armadillo (Dasypus novemcinctus) and giant anteater (Myrmecophaga tridactyla). The intestines of B. torquatus were short and simple, but at the specimens of D. novemcintus and M. tridactyla the intestines were long and had some peculiarities. We notice the presence of Brunner’s glands and structures to increase the surface absorption at the duodenum of all specimens. Only in B. torquatus, we notice that the mesentery remains the jejune attached to the dorsal wall of the abdominal cavity. The ileum represented the lower portion of the intestines in all studied specimens except in M.tridactyla. The cecum in D. novemcinctus and M. tridactyla showed considerable size, glands at the mucosa and was full of food debris, indicating that it was functional. In the mucosa of the colon of all specimens had crypts of Lieberkühn, being more numerous in D. novemcinctus and M. tridactyla. Only in B. torquatus, the rectum showed greater diameter and stiffness compared to the colon. In all species studied, we notice a large glandular surface and lots of goblet cells that produce mucus to facilitate defecation. Our results demonstrate that the conformation and structure of the digestive system reflects more the kind of diet and digestive needs of the animal, than to the family he belongs.

Abstract in Portuguese:

RESUMO.- Carvalho M.M., Pieri N.C.G., Pereira K.F., Lima F.C., Carniatto C.H.O., Miglino M.A., Ricci R.E. & Martins D.S. 2014. [Comparative characterization of the intestine of species from the Xenarthra Order.] Caracterização comparativa do intestino das espécies da Ordem Xenarthra. Pesquisa Veterinária Brasileira 34(Supl.1):49-56. Departamento de Cirurgia, Setor de Anatomia dos Animais Domésticos e Silvestres, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade de São Paulo, Av. Prof. Dr. Orlando Marques de Paiva 87, São Paulo, SP 05508 270, Brazil. E-mail: daniele@usp.br O sucesso na manutenção de uma espécie depende de vários fatores entre eles a eficiência digestiva, sendo assim parâmetros morfométricos do tubo digestório são necessários para o conhecimento dos processos digestivos dos alimentos no organismo animal além de indicar a preferência alimentar de uma espécie. Este trabalho visou descrever morfologicamente os intestinos delgado e grosso, órgãos do sistema digestório de representantes da ordem Xenarthra a fim de fornecer subsídios para a avaliação da dieta e realização de procedimentos clínicos nestes animais, sejam eles de vida livre ou de cativeiro. Foram utilizados 7 espécimes entre preguiças-de-coleira (Bradypus torquatus), tatu-verdadeiro (Dasypus novemcinctus) e tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla). Todos as amostras foram processadas seguindo procedimentos de rotina efetuados nos laboratórios de Anatomia Animal e Histologia da FZEA/USP. Os intestinos de B. torquatus se apresentaram curtos e simples, enquanto que nos exemplares de D. novemcintus e M. tridactyla o intestino era longo e com algumas peculiaridades. No duodeno de todos os espécimes notamos a presença das glândulas de Brünner e estruturas para aumentar a superfície de absorção. Apenas em preguiças, o mesentério mantém o jejuno preso à parede dorsal da cavidade abdominal. O íleo representou a menor porção nas preguiças e tatus, exceto em tamanduá, que apresentava o íleo como a maior parte depois do jejuno. O ceco em tatus e tamanduás apresentavam tamanho considerável e a presença de glândulas na mucosa, nestas espécies destacamos a funcionalidade do ceco, uma vez que este se apresentou repleto de restos alimentares. Na mucosa do cólon de todos os espécimes, haviam criptas de Lieberkühn, sendo mais numerosas em D. novemcinctus e M. tridactyla. Apenas em B. torquatus, o reto apresentou maior diâmetro e rigidez em relação ao cólon. No reto de todas as espécies estudadas, a superfície glandular era numerosa e com grande quantidade de células caliciformes, que produzem muco, para facilitar a defecação. Nossos resultados demonstram que a conformação e estruturas do sistema digestório reflete mais o tipo de alimentação e necessidades digestórias do animal do que à família que ele pertence.


#6 - Neurocranium osteology of Iguana iguana iguana (Squamata: Iguanidae), 34(Supl.1):69-73

Abstract in English:

ABSTRACT.- Lima F.C., Pereira K.F., Abe A.S. & Sebben A. 2014. [Neurocranium osteology of Iguana iguana iguana (Squamata: Iguanidae).] Osteologia do neurocrânio de Iguana iguana iguana (Squamata: Iguanidae). Pesquisa Veterinária Brasileira 34(Supl.1):69-73. Laboratório de Anatomia Humana e Comparativa, Curso de Ciências Biológicas, Universidade Federal de Goiás, Regional Jataí, Cidade Universitária, BR-364 Km 192, Setor Parque Industrial, Jataí, GO 75801-615, Brazil. E-mail: fabianocl21@hotmail.com Skull represents the segment with conspicuous adaptations that, in lizards, may be conservative or promoted by selective pressures. The aim of assisting the morphological knowledge of reptiles, we provide a detailed description of the neurocranium of Iguana iguana iguana based on analysis of three dried adult skeletons. The skull of this species has basal characteristics in lizards without closure of cranial openings and general triangular shape. Bony structures that form the caudal base have many fusions, especially on the floor. In the caudal face the exoccipital and the opisthotic are fused and form the otooccipital, which contributes to the formation of the lateral part of the condyle. The central part is formed by the condyle supraocciopital. Fusions and skeletal structures in Iguana are similar to other lizards. There are no autopomorphies in the neurocranium for this species.

Abstract in Portuguese:

RESUMO.- Lima F.C., Pereira K.F., Abe A.S. & Sebben A. 2014. [Neurocranium osteology of Iguana iguana iguana (Squamata: Iguanidae).] Osteologia do neurocrânio de Iguana iguana iguana (Squamata: Iguanidae). Pesquisa Veterinária Brasileira 34(Supl.1):69-73. Laboratório de Anatomia Humana e Comparativa, Curso de Ciências Biológicas, Universidade Federal de Goiás, Regional Jataí, Cidade Universitária, BR-364 Km 192, Setor Parque Industrial, Jataí, GO 75801-615, Brazil. E-mail: fabianocl21@hotmail.com O crânio representa o segmento com conspícuas adaptações que, nos lagartos, podem ser conservativas ou impulsionadas por pressões seletivas. Objetivando subsidiar o conhecimento morfológico dos répteis, fornecemos uma descrição detalhada dos ossos que formam o neurocrânio de Iguana iguana iguana com base na análise de três esqueletos secos de espécimes adultos. O crânio da referia espécie possui características basais entre os lagartos sem o fechamento das aberturas cranianas e formato geral triangular. As estruturas ósseas que formam a base craniana apresentam muitas fusões, principalmente no assoalho. Na face caudal o exoccipital e o opistótico estão fundidos e formam o otoccipital, que contribui para a formação dos terços laterais do côndilo occipital. A parte central do côndilo é formada pelo supraoccipital. Fusões e estruturas esqueléticas presentes em Iguana são similares aos demais lagartos. Não foram descritas autapomorfias no neurocrânio para esta espécie.


#7 - Distribution of lobar bronchi of the lungs of brown brocket deer Mazama gouazoubira, 34(5):473-476

Abstract in English:

ABSTRACT.- Martins T.M.M., Pereira K.F., Lima F.C., Fontana C.A.P., Santos A.L.Q. & Malysz T. 2014. [Distribution of lobar bronchi of the lungs of brown brocket deer Mazama gouazoubira.] Distribuição dos brônquios lobares dos pulmões do veado-catingueiro Mazama gouazoubira. Pesquisa Veterinária Brasileira 34(5):473-476. Laboratório de Anatomia Humana e Comparativa, Curso de Ciências Biológicas, Universidade Federal de Goiás, Campus Jataí, BR-364 Km 192, Setor Parque Industrial, Jataí, GO 75800-000, Brazil. E-mail: taismalysz@yahoo.com.br The study aimed to describe the lung lobation of the brown brocket deer, Mazama gouazoubira. Two animal of the species, obtained postmortem by trampling on the highway, were used for the study, according to criteria of the Governing Law (1.153/95). The skin was completely removed and the animals were fixed in 10% formaldehyde. The viscera were removed and the lungs were dissected by a section of the block in the thoracic trachea and other structures of the pulmonary hilum. The lungs and bronchial tree were dissected, photographed and the images were recorded with a digital camera (Sony a200 Camera, 10.2mpx). The lungs showed themselves united by structures that penetrate the region of the pulmonary hilum, the right lung was found to be composed of the cranial lobes (segment cranial and caudal segment), middle, caudal and accessory. The left lung showed only cranial lobe (segmented into the cranial and caudal part) and caudal lobe. The bronchial tree begins emerges to the right lung one tracheal bronchus above the bifurcation of the trachea that are sequentially named right and left main bronchi, which at the level of the pulmonary hilum penetrate the left and right lungs respectively. The lungs and bronchial tree of M. gouazoubira showed the same anatomical description of other ruminants, like buffaloes, sheep and cattle.

Abstract in Portuguese:

RESUMO.- Martins T.M.M., Pereira K.F., Lima F.C., Fontana C.A.P., Santos A.L.Q. & Malysz T. 2014. [Distribution of lobar bronchi of the lungs of brown brocket deer Mazama gouazoubira.] Distribuição dos brônquios lobares dos pulmões do veado-catingueiro Mazama gouazoubira. Pesquisa Veterinária Brasileira 34(5):473-476. Laboratório de Anatomia Humana e Comparativa, Curso de Ciências Biológicas, Universidade Federal de Goiás, Campus Jataí, BR-364 Km 192, Setor Parque Industrial, Jataí, GO 75800-000, Brazil. E-mail: taismalysz@yahoo.com.br Este estudo teve como objetivo descrever a lobação do pulmão do veado-catingueiro Mazama gouazoubira. Dois animais da espécie, obtidos post mortem por atropelamento em rodovia, foram utilizados para o estudo, obedecendo aos critérios da Lei Vigente (Lei 1.153/95). Através da dissecação, a pele foi completamente removida e os animais foram fixados em solução de formaldeído a 10%. Através de um acesso ventral, o bloco de vísceras foi removido e posteriormente os pulmões foram dissecados do bloco por uma secção na região torácica da traqueia e de outras estruturas do hilo pulmonar. Os pulmões e a árvore brônquica foram dissecados, fotografados, as imagens foram registradas com câmera fotográfica digital (Câmera Sony a200, 10.2mpx). Os pulmões apresentaram-se unidos pelas estruturas que penetravam a região do hilo pulmonar, o pulmão direito do veado-catingueiro mostrou ser composto pelos lobos cranial (segmento cranial e segmento caudal), médio, caudal e acessório. O pulmão esquerdo apresentou apenas lobo cranial (segmentado em parte cranial e parte caudal) e lobo caudal. A árvore brônquica se inicia emergindo para o pulmão direito um brônquio traqueal acima da bifurcação da traqueia que sequencialmente serão denominados de brônquios principais direito e esquerdo, os quais no nível do hilo pulmonar penetram nos pulmões direito e esquerdo respectivamente. Os pulmões e árvore brônquica de M. gouazoubira apresentaram a mesma descrição anatômica de outros ruminantes, como bubalinos, ovinos e bovinos.


#8 - Origin and distribution of the sciatic nerve in catingueiro-deer (Mazama gouazoubira), 33(2):273-278

Abstract in English:

ABSTRACT.- Martins T.M.M., Pereira K.F., Lima F.C., Santos A.L.Q. & Malysz T. 2013. [Origin and distribution of the sciatic nerve in catingueiro-deer (Mazama gouazoubira).] Origem e distribuição do nervo isquiático no veado-catingueiro (Mazama gouazoubira). Pesquisa Veterinária Brasileira 33(2):273-278. Laboratório de Anatomia Humana e Comparativa, Curso de Ciências Biológicas, Universidade Federal de Goiás, Campus Jataí, BR364 Km192, Setor Parque Industrial, Jataí, GO 75800-000, Brazil. E-mail: taismalysz@yahoo.com.br This study aimed to describe the origin and distribution of the sciatic nerve in catingueiro-deer (Mazama gouazoubira). Two animals of the species, obtained post mortem by trampling on the highway, were used for the study meeting the requirements of the Governing Law (1.153/95). By dissection the skin was completely removed and the animals were fixed in aqueous 10% formaldehyde solution. Through dorsolateral access, superficial gluteal muscle, biceps femoris muscle and gluteus medius muscle were cut at their insertion and folded, to view the origin and distribution of the sciatic nerve on both sides of the animals. Images were recorded with a digital camera (Sony a200 Camera, 10.2mpx) and results were described based on Veterinary Anatomical Nomina. The source data of the sciatic nerve in both specimens showed that the nerve originates from the ventral branches of S1 and L6, and could have contribution from S2. After its emergence through the greater sciatic foramen on both the sides, the sciatic nerve supplies branches to gluteus medius muscle, gluteus deep muscle, superficial gluteal muscle, gluteobiceps muscle, biceps femoris muscle, semimembranosus muscle, semitendinosus muscle and gastrocnemius muscle. Near the mid-thigh the sciatic nerve divides into the tibial nerve and common peroneal nerve which innervate the muscles of the distal hind limb. Moreover, the cutaneous nerve flow can cause the common peroneal nerve or tibial nerve. In conclusion, in Mazama gouazoubira specimens studied, the sciatic nerve originated from the ventral branch of spinal L6 and S1, which may or may not have the contribution from S2. In its distribution stem originate the gluteal nerve, the caudal femoral cutaneous nerve and muscular branches, which together innervate the muscles gluteus medius, gluteus deep, superficial gluteal, gluteobiceps, biceps femoris, semitendinosus, semimembranosus, adductor and gastrocnemius. Distally the sciatic nerve bifurcates into the common peroneal and tibial nerve, which innervates the distal hind limb.

Abstract in Portuguese:

RESUMO.- Martins T.M.M., Pereira K.F., Lima F.C., Santos A.L.Q. & Malysz T. 2013. [Origin and distribution of the sciatic nerve in catingueiro-deer (Mazama gouazoubira).] Origem e distribuição do nervo isquiático no veado-catingueiro (Mazama gouazoubira). Pesquisa Veterinária Brasileira 33(2):273-278. Laboratório de Anatomia Humana e Comparativa, Curso de Ciências Biológicas, Universidade Federal de Goiás, Campus Jataí, BR364 Km192, Setor Parque Industrial, Jataí, GO 75800-000, Brazil. E-mail: taismalysz@yahoo.com.br Este estudo teve como objetivo descrever a origem e a distribuição do nervo isquiático no veado-catingueiro (Mazama gouazoubira). Dois animais da espécie, obtidos post mortem por atropelamento em rodovia, foram utilizados para o estudo, obedecendo aos critérios da Lei Vigente (Lei 1.153/95). Através da dissecação, a pele foi completamente removida e os animais foram fixados em solução aquosa de formaldeído a 10%. Através de um acesso dorso-lateral, os músculos glúteo superficial, bíceps femoral e glúteo médio foram seccionados no seu local de inserção e rebatidos. Desta forma foi possível visualizar a origem e a distribuição do nervo isquiático, em ambos os antímeros dos animais. As imagens foram registradas com câmera fotográfica digital (Câmera Sony a200, 10.2mpx) e os resultados foram descritos com base na Nomina Anatômica Veterinária. Os dados da origem do nervo isquiático nos dois espécimes estudados mostraram que esta ocorre a partir dos ramos ventrais de L6 e S1, podendo ter contribuição de S2. Após a sua emergência pelo forame isquiático maior, em ambos os antímeros, o nervo isquiático fornece ramos para suprir os músculos glúteo médio, glúteo profundo, glúteo superficial, gluteobíceps, bíceps da coxa, semimembranoso, semitendinoso e gastrocnêmio. Próximo ao meio da coxa o nervo isquiático divide-se em nervo tibial e nervo fibular comum os quais inervam os músculos da região distal do membro pélvico. Além disso, o nervo cutâneo caudal da sura pode se originar dos nervos fibular comum ou do nervo tibial. Em conclusão, nos espécimes de Mazama gouazoubira estudados, o nervo isquiático teve sua origem a partir dos ramos ventrais espinais de L6 e S1, podendo ou não ter a contribuição de S2. Na sua distribuição originam-se o nervo glúteo caudal, o nervo cutâneo femoral caudal e ramos musculares, que, conjuntamente inervam os músculos glúteo médio, glúteo profundo, glúteo superficial, gluteobíceps, bíceps da coxa, semitendinoso, semimembranoso, adutor e gastrocnêmio. Distalmente o nervo isquiático bifurca-se em nervo tibial e fibular comum, os quais inervam a porção distal do membro pélvico.


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