Resultado da pesquisa (3)

Termo utilizado na pesquisa Mesquita L.R

#1 - Evaluation of hip joint laxity in crab-eating foxes (Cerdocyon thous)

Abstract in English:

Like canids, crab-eating foxes may probably be predisposed to similar orthopedic diseases of domestic dogs, such as hip dysplasia. However, for the adequate hip dysplasia diagnosis in wild animals, the normality characteristics of each species must be determined. This study aimed to estimate radiographic and computed tomographic (CT) values of hip joint laxity in healthy crab-eating foxes. Fifteen intact crab-eating foxes, eight males and seven females, ages 1 to 5 and mean body mass of 6.66kg were used. Norberg angle (NA) was calculated from ventrodorsal hip-extended radiographs. To calculate the dorsolateral subluxation (DLS) score, the center distance (CD) index, the lateral center edge angle (LCEA), and the dorsal acetabular rim angle (DARA), measurements obtained from transverse CT images were used. No statistically significant differences were observed between the right and left sides in the radiographic and tomographic parameters. The mean NA was 107.57°. The mean DLS score, the CD index, the LCEA, and the DARA were 60.79%, 0.16, 98.25° and 13.47°, respectively. The data obtained are helpful in characterizing mean values of the hip joint in healthy crab-eating foxes, and can contribute to the knowledge of the species.

Abstract in Portuguese:

Como canídeos, os cachorros-do-mato podem estar predispostos a doenças ortopédicas semelhantes aquelas de cães domésticos, tais como a displasia coxofemoral. No entanto, para o diagnóstico adequado da displasia coxofemoral em animais selvagens, os padrões de normalidade de cada espécie precisam ser determinados. Sendo assim, o presente estudo teve como objetivo estimar os valores radiográficos e tomográficos (TC) da lassitude da articulação coxofemoral em cachorros-do-mato hígidos. Foram utilizados quinze cachorros-do-mato não castrados, oito machos e sete fêmeas, com idades entre 1 e 5 anos e massa corporal média de 6,66kg. O ângulo de Norberg (NA) foi calculado a partir de radiografias na projeção ventrodorsal com os membros estendidos. Para calcular o escore de subluxação dorsolateral (DLS), o índice de distância central (CD), o ângulo da margem central lateral (LCEA) e o ângulo da borda dorsal acetabular (DARA), foram utilizadas as mensurações obtidas a partir de imagens transversais da TC. Não foram observadas diferenças estatísticas entre os lados direito e esquerdo nos parâmetros radiográficos e tomográficos. A média do NA foi de 107,57°. As médias do escore do DLS, do índice de CD, e dos ângulos LCEA e DARA foram, respectivamente, 60,79%, 0,16, 98,25° e 13,47°. Os dados obtidos são úteis para a caracterização dos valores médios referentes à articulação coxofemoral de cachorros-do-mato e podem contribuir para o conhecimento da espécie.


#2 - Radiographic assessment of the proximal tibial angles in dogs and cats with and without cranial cruciate ligament rupture

Abstract in English:

The influence of the proximal tibial angles in the cranial cruciate ligament (CCL) rupture in dogs is still controversial, and little is known regarding this topic in cats. The aim of this study was to evaluate and compare the angles of the proximal portion of the tibia in dogs and cats with and without CCL rupture. Retrospective and prospective radiographs of the stifle joints were obtained and divided into four groups. Group 1 was composed of 70 stifle joint images of dogs without orthopedic disorders (healthy dogs), group 2 had 70 stifle joint images of dogs with CCL rupture, group 3 had 50 stifle joint images of cats without orthopedic disorders (healthy cats) and group 4 had 25 stifle joint images of cats with CCL rupture. Radiographs were taken with the stifle joint in the mediolateral projection, positioned at the angle of hind limb support. Between the two groups of dogs evaluated, the dogs with CCL rupture had statistically greater tibial plateau angle (TPA) compared with healthy dogs. No difference was shown in relation to the TPA between healthy cats and cats with CCL rupture. In relation to the patellar ligament angle by tibial plateau method the values for the healthy dogs were significantly higher than those for the CCL ruptured dogs. Similarly, healthy cats had significantly higher mean values than cats with CCL rupture. In the patellar ligament angle by common tangent method there was no significantly difference between the two groups of dogs. Between the two groups of cats, animals with CCL rupture had statistically higher mean values than healthy cats. In general, the groups of dogs showed higher mean values than the groups of cats. For the patellar ligament insertion angle (PLIA) healthy dogs showed a significantly higher mean than dogs with CCL rupture. There was no significant difference between the groups of cats. In conclusion, the TPA and the PLIA possibly influence the etiology of CCL rupture in dogs but not in cats. The low patellar ligament angle measured by common tangent method may favorably influence the reduced incidence of CCL rupture in cats.

Abstract in Portuguese:

A influência dos ângulos da parte proximal da tíbia sobre a ruptura do ligamento cruzado cranial (LCC) em cães é ainda controversa, e pouco é descrito sobre este tópico em gatos. O objetivo deste estudo foi avaliar e comparar os ângulos da tíbia proximal em cães e gatos, ambas as espécies com e sem ruptura do LCC. Foram obtidos exames radiográficos retrospectivos e prospectivos das articulações do joelho e divididos em quatro grupos: no grupo 1 foram incluídas 70 imagens radiográficas da articulação do joelho de cães sem distúrbios ortopédicos (cães saudáveis), no grupo 2 foram 70 imagens radiográficas articulação do joelho de cães com ruptura do LCC, no grupo 3 foram 50 imagens radiográficas da articulação do joelho de gatos sem distúrbios ortopédicos (gatos saudáveis), e no grupo 4 foram 25 imagens radiográficas articulação do joelho de gatos com ruptura do LCC. As imagens radiográficas da articulação do joelho foram obtidas na projeção mediolateral, mantendo-se a articulação posicionada na angulação de apoio do membro pélvico. Em relação ao ângulo do platô tibial (APT), os cães com ruptura do LCC tiveram estatisticamente maiores valores médios do APT quando comparados aos cães saudáveis. Não foi observada diferença significativa em relação ao APT entre os gatos saudáveis e os gatos com ruptura do LCC. Em relação ao ângulo do ligamento patelar mensurado pelo método do platô tibial, os valores médios observados para os cães saudáveis foram significativamente mais elevados do que os valores encontrados para os cães com ruptura do LCC. De forma semelhante, os gatos saudáveis também apresentaram valores médios mais elevados do que os gatos com ruptura do LCC. Para o ângulo do ligamento patelar mensurado pelo método da tangente comum, não foram observadas diferenças significativas entre os dois grupos de cães. No entanto, entre os dois grupos de gatos, os animais com ruptura do LCC apresentaram valores médios significativamente mais elevados do que os gatos saudáveis. Em geral, os grupos de cães demonstraram valores médios mais elevados quando comparados aos grupos de gatos. Em relação ao ângulo de inserção do ligamento patelar (AILP), os cães saudáveis apresentaram valores médios significativamente mais elevados do que os cães com ruptura do LCC. No entanto, não foi observada diferença significativa entre os dois grupos de gatos. Em conclusão, o APT e o AILP possivelmente exercem influência na etiologia da ruptura do LCC em cães, mas não influenciam nos gatos. Em gatos, os reduzidos ângulos do ligamento patelar observados pelo método da tangente comum podem influenciar favoravelmente na baixa incidência da ruptura do LCC nessa espécie.


#3 - Development and mechanical properties of a locking T-plate, 37(5):495-501

Abstract in English:

ABSTRACT.- Mesquita L.R., Rahal S.C., Mesquita Neto C., Kano W.T., Beato A.C., Faria L.G. & Castilho M.S. 2017. Development and mechanical properties of a locking T-plate. Pesquisa Veterinária Brasileira 37(5):495-501. Department of Veterinary Surgery and Anesthesiology, School of Veterinary Medicine and Animal Science, Universidade Estadual Paulista, Cx. Postal 560, Rubião Júnior s/n, Botucatu, SP 18618-000, Brazil. E-mail: sheilacr@fmvz.unesp.br This study aimed to develop a locking T-plate and to evaluate its mechanical properties in synthetic models. A titanium 2.7mm T-plate was designed with a shaft containing three locked screw holes and one dynamic compression hole, and a head with two locked screw holes. Forty T-shaped polyurethane blocks, and 20 T-plates were used for mechanical testing. Six bone-plate constructs were tested to failure, three in axial compression and three in cantilever bending. Fourteen bone-plate constructs were tested for failure in fatigue, seven in axial compression and seven in cantilever bending. In static testing higher values of axial compression test than cantilever bending test were observed for all variables. In axial compression fatigue testing all bone-plate constructs withstood 1,000,000 cycles. Four bone-plate constructs failure occurred before 1,000,000 cycles in cantilever bending fatigue testing. In conclusion, the locking T-plate tested has mechanical properties that offer greatest resistance to fracture under axial loading than bending forces.

Abstract in Portuguese:

RESUMO.- Mesquita L.R., Rahal S.C., Mesquita Neto C., Kano W.T., Beato A.C., Faria L.G. & Castilho M.S. 2017. Development and mechanical properties of a locking T-plate. [Desenvolvimento e as propriedades mecânicas de uma placa bloqueada em formato de T.] Pesquisa Veterinária Brasileira 37(5):495-501. Department of Veterinary Surgery and Anesthesiology, School of Veterinary Medicine and Animal Science, Universidade Estadual Paulista, Cx. Postal 560, Rubião Júnior s/n, Botucatu, SP 18618-000, Brazil. E-mail: sheilacr@fmvz.unesp.br O objetivo deste estudo foi desenvolver uma placa bloqueada em formato de T e avaliar as propriedades mecânicas em um modelo sintético. Uma placa-T em liga de titânio 2,7mm foi desenhada com uma haste contendo três orifícios para parafusos bloqueados e um orifício para realização de compressão dinâmica. 40 blocos de poliuretano em formato de T e 20 placas-T foram utilizados para os ensaios mecânicos. Seis montagens osso-placa foram testados até a falha, sendo três em força de compressão axial e três em flexão engastada. 14 montagens osso-placa foram testadas até a falha em fatiga, sendo 7 em força de compressão axial e 7 em flexão engastada. No teste estático, os valores mais altos foram observados em todas as variáveis no teste de compressão axial quando comparado à flexão engastada. Já nos testes de fadiga na força de compressão axial, todas as montagens osso-placa resistiram à 1000000 de ciclos. No teste de fadiga em flexão engastada, quatro montagens osso-placa falharam antes de alcançarem 1000000 de ciclos. Em conclusão, a placa-T estudada apresenta propriedades mecânicas que oferecem uma melhor resistência em estabilizar as fraturas na atuação das forças de compressão axial que nas forças de flexão.


Colégio Brasileiro de Patologia Animal SciELO Brasil CAPES CNPQ UNB UFRRJ CFMV