Abstract in English:
The enzootic bovine leukosis (EBL) virus is the etiological agent of a permanent and incurable infection in cattle. The virus integrates into the host’s DNA and replicates continuously, primarily infecting B lymphocytes and negatively affecting the immune response of infected cattle. With oncogenic potential, the virus is responsible for the development of lymphomas in adult cattle; however, neoplasia is uncommon, occurring in approximately 2–5% of infected animals. Most seropositive cattle remain subclinical, which may lead to decreased immunity, particularly when associated with other diseases. This study aimed to estimate herd-level and within-herd seroprevalence of antibodies against EBL in confined dairy cow herds in the northern region of Rio Grande do Sul, Brazil. Four commercial farms using Free Stall or Compost Barn systems were selected by convenience, and all cows older than six months of age were sampled, totaling 750 animals. Serum samples were tested using a commercial blocking enzyme-linked immunosorbent assay (ELISA) for detection of antibodies against EBL virus. Descriptive statistics were used to calculate herd-level and within-herd seroprevalences and their 95% confidence intervals (95% CI). All herds had at least one seropositive animal (herd-level prevalence: 100%). Within-herd seroprevalence varied across the four herds, ranging from 51% in the São Luiz Gonzaga herd to 65.2% in the Salvador das Missões herd, and the overall seroprevalence among all sampled cows was 55.1% (95% CI: 51.2–58.9). These results demonstrate a high level of EBL seropositivity among dairy cows in the four confined herds evaluated in this study in the northern region of Rio Grande do Sul and indicate similarities in management practices and seroprevalence across these farms.
Abstract in Portuguese:
O vírus da leucose enzoótica bovina (LEB) é o agente etiológico de uma infeção permanente e incurável nos bovinos. O vírus integra-se no DNA do hospedeiro e replica-se continuamente, infectando principalmente os linfócitos B e afetando negativamente a resposta imunitária dos animais infectados. Com potencial oncogênico, o vírus é responsável pelo desenvolvimento de linfomas em bovinos adultos; no entanto, a neoplasia é pouco frequente, ocorrendo em aproximadamente 2–5% dos animais infectados. A maioria dos bovinos soropositivos mantém-se assintomática, o que pode levar a uma diminuição da imunidade, sobretudo quando associada a outras doenças. Este estudo teve como objetivo estimar a soroprevalência de anticorpos contra o vírus da LEB em rebanhos leiteiros confinados na região norte do Rio Grande do Sul, Brasil, tanto a nível de rebanho como dentro de cada rebanho. Foram selecionadas quatro fazendas comerciais que utilizam sistemas de confinamento em “Free Stall” ou em “Compost Barn”, por conveniência, e foram amostrados todos os bovinos com mais de seis meses de idade, totalizando 750 animais. As amostras de soro foram testadas através de um ensaio de imunoabsorção enzimática (ELISA) de bloqueio comercial para detecção de anticorpos contra o vírus da LEB. Foram utilizadas estatísticas descritivas para calcular a soroprevalência ao nível do rebanho e dentro de cada rebanho, bem como os seus respetivos intervalos de confiança a 95% (IC 95%). Todos os rebanhos apresentaram pelo menos um animal soropositivo (prevalência ao nível do rebanho: 100%). A soroprevalência dentro de cada rebanho variou entre 51% no rebanho de São Luiz Gonzaga e 65,2% no rebanho de Salvador das Missões, e a soroprevalência global entre todas as vacas amostradas foi de 55,1% (IC 95%: 51,2–58,9). Estes resultados demonstram um elevado nível de soropositividade para o vírus da LEB entre vacas leiteiras nos quatro rebanhos confinados avaliados na região norte do Rio Grande do Sul e indicam similaridade de manejo e de soroprevalência entre as fazendas.
Abstract in English:
The aim of this study was to describe the normal values for maternal, fetal and neonatal heart rate (HR) and heart rate variability (HRV) indexes in the time domain (standard deviation of beat-to-beat interval - SDNN; root mean square of successive beat-to-beat differences - RMSSD) and the frequency domain (low frequency - LF; high frequency - HF; relationship between low and high frequency - LF/HF) in 23 Holstein cows, 23 fetuses and 18 neonates during the perinatal period. HR and HRV were calculated by fetomaternal electrocardiography (ECG). Fetomaternal measurements were taken six times prepartum (between days 234 and 279 of pregnancy) and measurements were taken in neonates six times after calving (after birth and five times weekly). HR, time and frequency domain were analyzed. No significant changes in maternal, fetal beat-to-beat interval (RR interval) or HR were found. In maternal variables, SDNN decreased significantly from 38.08±2.6ms (day 14 before calving) to 23.7±2.5ms (day 1 after calving) (p<0.05), but the RMSSD did not change significantly. HR and RR interval of calf differed statistically from the day before delivery (163±7.5bpm; 381±24.2ms) to the day after calving (131±5bpm; 472±16.2ms). Time variables (SDNN and RMSSD) and the frequency-domain variables (LF and HF) were significantly different (p<0.05) between fetal and neonatal stages. Reductions in the values of SDNN and RMSSD can reflect a sympathetic dominance. After calving, the increase in HF and decrease in LF variables can indicate activation of the vagal nerve followed by heart and respiratory modulation.
Abstract in Portuguese:
O objetivo deste estudo foi descrever os valores normais para os índices de frequência cardíaca (FC) materna, fetal e neonatal e de variabilidade da frequência cardíaca (VFC) no domínio do tempo (desvio padrão do intervalo batimento a batimento, SDNN; raiz quadrada média de sucessivas diferenças de batimento a batimento, RMSSD) e do domínio da frequência (baixa frequência, LF; alta frequência, HF; relação entre baixa e alta frequência, LF/HF) em 23 vacas Holandesas, 23 fetos e 18 neonatos durante o período perinatal. A FC e a VFC foram calculadas por eletrocardiografia materno-fetal. As medidas materno‑fetais foram realizadas seis vezes antes do parto (entre os dias 234 e 279 de gestação) as medidas neonatais foram realizadas seis vezes após o parto (um dia após nascimento e semanalmente, durante cinco semanas). FC, e variáveis no domínio do tempo e de frequência foram analisadas. Não foram encontradas alterações significativas na FC e no intervalo de batimento para batimento (intervalo RR) materno e fetal. Nas variáveis maternas, o SDNN diminuiu significativamente de 38,08±2,6ms (dia 14 antes do parto) para 23,7±2,5ms (dia 1 após o parto) (p<0,05), mas o RMSSD não alterou significativamente. A FC e o intervalo e RR do bezerro diferiram estatisticamente a partir de um dia antes do parto (163±7,5bpm, 381±24,2ms) até o dia seguinte ao parto (131±5bpm, 472±16,2ms). As variáveis de tempo (SDNN e RMSSD) e as variáveis de domínio de frequência (LF e HF) foram significativamente diferentes (p<0,05) entre os momentos fetal e neonatal. As reduções nos valores de SDNN e RMSSD podem refletir domínio simpático. Após o parto, o aumento da HF e a diminuição das variáveis LF podem indicar a ativação do nervo vagal seguido de modulação cardíaca e respiratória.