Resultado da pesquisa (2)

Termo utilizado na pesquisa esôfago

#1 - Isolation and characterization of the aerobic bacterial microbiota of the esophagus and its probable association with obstructive caseous lesions in green turtles (Chelonia mydas)

Abstract in English:

Caseous lesions in the esophagus of green turtles (Chelonia mydas) from the coast of Brazil have been described as obstructive lesions and can lead to the death of these animals. However, their etiology remains unclear. The aim of this study was to isolate and characterize the aerobic bacterial microbiota of the esophagus of green turtles (C. mydas) from the Brazilian coast and to verify its possible participation in the etiology of caseous lesions. For this, 42 animals were used, 33 alive and healthy and 9 naturally dead that had esophageal lesions confirmed by necropsy, from Anchieta and Piúma beaches, Espírito Santo. Microbiological tests and morphological evaluation of the esophagus were performed. We isolated 14 different bacterial agents from healthy animal samples, with the prevalence of Pseudomonas aeruginosa being (36.36%), Staphylococcus aureus (33.33%), Aeromonas hydrophila (27.27%), and Vibrio alginolyticus (24.24%). In dead animals, only three distinct agents were isolated: S. aureus (50.00%), A. hydrophila (25.00%), and V. alginolyticus (25.00%). Morphological evaluation revealed a predominance of the lesions at the gastroesophageal junction, with multifocal-to-coalescent distribution, discrete intensity, and absence of obstruction. Ulcerations and caseous exudates, inflammatory infiltrates, parasitic eggs, and giant foreign body cells were also observed as well as bacterial lumps and glandular alterations, such as necrosis, adenitis, and fragments of adult parasites. There was a positive correlation between bacterial lumps and microbiological culture and a negative correlation between bacterial lumps and microbiological culture with parasites. Thus, it was noted that the esophageal aerobic microbiota of C. mydas was predominantly composed of Gram-negative bacteria such as P. aeruginosa, A. hydrophila, and V. alginolyticus, in addition to several enterobacteria and Gram-positive bacteria, such as S. aureus. These agents are opportunists and may be involved in the etiology of caseous esophagitis in association with other pathogens as co-factors working in association or, even in a secondary way.

Abstract in Portuguese:

A ocorrência de lesão caseosa no esôfago de tartarugas-verdes (Chelonia mydas) da costa do Brasil tem sido descrita como de caráter obstrutivo e pode causar a morte dos animais. No entanto, sua etiologia permanece pouco esclarecida. Objetivou-se isolar e caracterizar a microbiota aeróbica esofágica das tartarugas-verdes (C. mydas) da costa brasileira e verificar sua possível participação na etiologia das lesões caseosas. Foram utilizados 42 animais, 33 vivos e hígidos e nove mortos naturalmente que apresentavam lesão esofágica confirmada pela necropsia, provenientes de Anchieta e Piúma, Espírito Santo, nos quais foram feitos testes microbiológicos e avaliação morfológica do esôfago. Foram isolados 14 agentes bacterianos diferentes nas amostras de animais saudáveis, com prevalência de Pseudomonas aeruginosa (36,36%), Staphylococcus aureus (33,33%), Aeromonas hydrophila (27,27%) e Vibrio alginolyticus (24,24%). Nos animais mortos, foram isolados apenas três agentes distintos: S. aureus (50,00%), A. hydrophila (25,00%) e V. alginolyticus (25,00%). A avaliação morfológica revelou predominância da lesão em junção gastroesofágica, com distribuição multifocal a coalescente, intensidade discreta e ausência de obstrução. Observou-se ainda ulceração e exsudato caseoso, infiltrado inflamatório, ovos de parasitos e células gigantes do tipo corpo estranho, além de grumos bacterianos e de alterações glandulares, como necrose, adenite e fragmentos de parasitos adultos. Houve correlação positiva dos grumos bacterianos com cultivo microbiológico e negativa dos grumos bacterianos e cultivo microbiológico com parasitos. Assim, nota-se que a microbiota esofágica aeróbica de C. mydas é constituída predominantemente por bactérias Gram-negativas como P. aeruginosa, A. hydrophila e V. alginolyticus, além de diversas enterobatérias e por Gram-positivas, como S. aureus. Esses agentes são oportunistas e podem estar envolvidos na etiologia da esofagite caseosa em associação a outros patógenos como co-fatores agindo em associação, ou mesmo, por via de infecção secundária.


#2 - Atypical mycobacteria isolated from intestinal lesions of Bovine Oesophagostomosis

Abstract in English:

It was found that 90% of 1 to 9 year old cattle from southwestem Brazil had nodular intestinal lesions of Oesophagostomosis in the final portion of the ileum and in the cecum. The number of nodules varied from 1 to 53 and their diameter from l to 19 mm. The cut surface of the larger nodules showed a dry yellowish caseous material, and some times fragments of Oesophagostomum radiatum larvae could be observed. Bacteriological examination of 400 samples taken from the intestinal wall with and without lesions resulted in isolation of 42 (5,2%) cultures of atypical mycobateria. Thirty cultures originated (71,4%) from nodular material and 12 (28,6%) from the portion without lesion. Twenty three (54,8%) cultures belonged to the Runyon group IV and 19 (45,2%) to group II and III. There were 4 cultures of Mycobacterium scrofulaceum, 1 of the M. terrae-complex and 8 of M. intracellulare. Fifteen (78,9%) of these cultures were isolated from the nodular lesions and only 4 (21,0%) from the part without nodules. The present results suggest that the nodular lesion caused by Oesophagostomun radiatum larvae is a predisposing factor for the penetration and multiplication of atypical mycobateria in the intestinal wall. Consequently inespecific allergic reactions to tuberculinization may develop.

Abstract in Portuguese:

Na região sudeste do Brasil foram encontrados nódulos de esofagostomose na mucosa intestinal da porção final do íleo e do ceco em 90% dos bovinos, variando a faixa etária de 1 a 9 anos de idade. O número de nódulos variou de 1 a 53, e o tamanho destes de 1 a 19 mm de diâmetro, tendo a maioria de 2 a 3 mm. Ao corte, os nódulos maiores continham massa caseosa, ressecada de coloração branco-amarelada, às vezes esverdeada. Em alguns foi observada a presença de larva de Oesophagostomum radiatum. A cultura de 400 materiais com nódulos e outros 400 sem, permitiram o isolamento de 42 (5,2%) culturas de micobactérias, sendo 30 (71,4%) oriundas de materiais com nódulos e 12 (28,6%) dos materiais sem nódulos. A identificação das culturas revelou que 23 (54,8%) pertenciam ao grupo IV de Runyon, consideradas saprófitas e 19 (45,2%) se enquadraram nos grupos II e III, consideradas facultativamente patogênicos, sendo 4 culturas Mycobacterium scrofulaceum, 1 do complexo M. terrae e 8 de M. intracellulare. Destas 19 culturas, 15 (78,9%) foram isoladas da porção da mucosa com nódulos e apenas 4 (21,0%) da mucosa sem nódulo. O presente resultado sugere que as larvas de O. radiatum predispõem a penetração e multiplicação de micobactérias atípicas nos nódulos da esofagostomose e, consequentemente, estas provocam sensibilização alérgica inespecífica observada na tuberculização.


Colégio Brasileiro de Patologia Animal SciELO Brasil CAPES CNPQ UNB UFRRJ CFMV