Resultado da pesquisa (25)

Termo utilizado na pesquisa feline

#1 - Oral lesions and retroviruses in shelter cats

Abstract in English:

Oral lesions are common problems in feline medicine worldwide, and may be associated with different causes, such as infectious agents. There are only a few studies reporting the chief oral diseases and the results for retrovirus tests in shelter cats in Brazil, especially in the South region. This study aimed to identify the main inflammatory oral lesions in shelter cats and verify the test results for feline immunodeficiency virus (FIV) and feline leukemia virus (FeLV) infections. Forty-three felines from private shelters in the central region of Rio Grande do Sul state (RS) that presented clinically evident oral lesions, regardless of age, breed, sex, and neuter status, were used in this survey. Serological tests for FIV and FeLV were performed in all cats, and data regarding the rearing system were collected. Sixteen cats (37.2%) were reared in a free system, whereas 27 (62.8%) were kept under a restrict system. Of the 43 cats with oral lesions, 29 (67.44%) presented only one type of lesion, characterized as periodontitis (n=22, 51.16%), followed by gingivitis (n=6, 13.95%), and stomatitis (n=1, 2.32%). Concomitant stomatitis and periodontitis were found in the 14 remaining cats (100%). With respect to the test results for retrovirus infections, nine (20.93%) of the 43 felines were positive for FIV alone. Co-infection with both viruses was observed in seven cats (16.28%). No cat was seropositive for FeLV valone. None of the six cats that presented gingivitis was positive for FIV and FeLV; one cat with stomatitis was positive for FIV and FeLV; of the 22 cats with periodontitis, six (27.27%) were FIV positive and two (9.09%) were FIV/FeLV positive; and of the 14 cats that presented stomatitis and periodontitis, three (21.43%) were FIV positive and four (28.57%) were FIV/FeLV positive. As for diagnosis, 28 cats (65.1%) presented solely periodontal disease (PD), one cat (2.32%) had feline chronic gingivostomatitis (FCG) alone, and 14 (32.5%) had both PD and FCG. The results obtained show that the main oral lesions found in shelter cats in the central region of RS were gingivitis, stomatitis, and periodontitis. Periodontitis, in association or not with stomatitis, was the most frequently observed oral cavity lesion in FIV- and/or FeLV-positive cats. Other factors may contribute to installation of inflammatory oral diseases in shelter cats because most cats with oral cavity lesions tested negative for retrovirus infections.

Abstract in Portuguese:

As afecções orais são problemas comuns em medicina felina em diferentes locais do mundo e podem estar relacionadas a diferentes causas, como agentes infecciosos. Poucos estudos foram encontrados no Brasil sobre o levantamento das principais doenças orais e dos resultados de testes para retrovírus em gatos de abrigos, principalmente na região Sul. Diante disso, o objetivo deste artigo foi identificar as principais afecções orais inflamatórias em gatos de abrigos e verificar os resultados dos testes para o vírus da imunodeficiência felina (FIV) e o vírus da leucemia felina (FeLV). Foram incluídos 43 felinos provenientes de abrigos privados localizados na região central do Rio Grande do Sul (RS) que apresentavam lesões orais clinicamente evidentes, independente de idade, raça, gênero e estado reprodutivo. Em todos os gatos foram realizados testes sorológicos para FIV e FeLV e obtidas informações referentes ao sistema de criação. Em 16 gatos (37,2%), o sistema de criação era livre, enquanto em 27 (62,8%) era restrito. Dos 43 gatos com lesões orais, em 29 (67,44%) foi verificado somente um tipo de lesão, caracterizado como periodontite (n=22, 51,16%), seguido de gengivite (n=6, 13,95%) e estomatite (n=1, 2,32%). Lesões concomitantes de estomatite e periodontite foram encontradas nos 14 gatos (100%) restantes. Quanto aos resultados dos testes para retrovírus, nove (20,93%) dos 43 felinos testados, foram positivos somente para FIV. Em sete gatos (16,28%) foi observada coinfecção pelos dois vírus. Em nenhum gato foi observado soropositividade somente para FeLV. Dos seis gatos com gengivite, nenhum foi positivo para FIV e FeLV; um gato com estomatite foi positivo para FIV e FeLV; dos 22 gatos com periodontite, seis (27,27%) foram FIV positivos e dois (9,09%) FIV/FeLV positivos; e dos 14 com estomatite e periodontite, três (21,43%) foram FIV positivos e quatro (28,57%) FIV/FeLV positivos. Quanto ao diagnóstico, em 28 gatos (65,1%) foi observada somente doença periodontal (DP), em um (2,32%) somente gengivoestomatite crônica felina (GECF) e em 14 gatos (32,5%) DP e GECF. Diante dos resultados obtidos, pode-se concluir que as principais lesões orais encontradas em gatos de abrigos da região central do RS foram gengivite, estomatite e periodontite; a periodontite associada ou não a estomatite foi a lesão oral mais frequente nos gatos positivos para FIV e/ou FeLV. Acredita-se que outros fatores possam contribuir na instalação de doenças orais em gatos de abrigos, já que houve predomínio de gatos com resultados negativos nos testes para os retrovírus.


#2 - Feline lymphoma in the nervous system: pathological, immunohistochemical, and etiological aspects in 16 cats

Abstract in English:

The pathological, immunohistochemical (IHC), and etiological features of lymphoma involving the nervous system (NS) in cats were analyzed through a retrospective study (2004-2017) in Rio Grande do Sul State, Brazil. The NS involvement was observed in 16 (12.2%) of 125 felines with lymphoma. Young cats were mainly affected, with a median of 24 months old. Most cases were secondary central NS lymphoma, whereas in three cats, the NS involvement was primary. IHC revealed 14 (87.5%) FeLV-positive, six FIV-positive, and one FeLV/FIV-negative cats. Distribution of feline lymphoma in the NS was 8/16 in the spinal cord, 7/16 in the brain, and 1/16 in the paravertebral nerves and ganglia (neurolymphomatosis). The lymphoma pattern in the spinal cord was exclusively extradural, often focal (6/8), and located in the lumbar (3/6), sacral (1/6), thoracic (1/6), and cervical segments (1/6). Brain neuroanatomical patterns were: leptomeningeal lymphomatosis (4/7), lymphomatous choroiditis (2/7), and intradural lymphoma (1/7). The feline with primary neurolymphomatosis presented a marked thickening of paravertebral nerves and ganglia from the sacral region. B-cell lymphoma (75%) was often diagnosed, and diffuse large B-cell lymphoma (DLBCL) (11/16) was the main subtype. T-cell lymphoma (25%) was less commonly observed and was classified as peripheral T-cell lymphoma (PTCL) (3/16) and T-cell lymphoblastic lymphoma (T-LBL) (1/16).

Abstract in Portuguese:

Os aspectos patológicos, imuno-histoquímicos (IHQ) e etiológicos do linfoma envolvendo o sistema nervoso de felinos foram analisados através de um estudo retrospectivo (período de 2004-2017) no Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. O envolvimento do sistema nervoso foi observado em 16 (12,2%) dos 125 felinos com linfoma desse estudo e afetou principalmente, jovens com idade mediana de 24 meses. A grande maioria dos casos o linfoma era secundário no sistema nervoso central e somente em três gatos o linfoma foi primário do sistema nervoso. Na IHQ, 14 (87,5%) casos foram positivos para FeLV, seis (37,5%) para FIV, e um foi negativo para ambos. A distribuição do linfoma no sistema nervoso foi em 8/16 felinos na medula espinhal, 7/16 no encéfalo e em 1/16 em nervos e gânglios paravertebrais (neurolinfomatose). Na medula espinhal, o padrão do linfoma foi exclusivamente extradural e frequentemente focal (6/8), localizadas nos segmentos lombares (3/6), sacrais (1/6), torácicos (1/6) e cervicais (1/6). No encéfalo, os padrões neuroanatômicos observados foram: linfomatose leptomeningeal (4/7), coroidite linfomatosa (2/7), linfoma intradural (1/7). No felino diagnosticado com neurolinfomatose primária, foi observado acentuado espessamento dos nervos e gânglios paravertebrais da região sacral. Os linfomas de células de células B (75%) foram os mais frequentes e o principal tipo foi o linfoma difuso de grandes células B (11/16). Os linfomas de células T (25%), menos observados, foram classificados como linfomas de células T periférico inespecífico (3/16) e linfoma linfoblástico T (1/16).


#3 - Seroepidemiological study of feline coronavirus (FCoV) infection in domiciled cats from Botucatu, São Paulo, Brazil

Abstract in English:

Feline coronavirus (FCoV) is responsible for causing one of the most important infectious diseases of domestic and wild felids, the feline infectious peritonitis (FIP), which is an immune-mediated, systemic, progressive and fatal disease. FCoV is highly contagious, and infection is common in domestic feline populations worldwide. The present study aimed to determine the seropositivity of FCoV infection and its associated epidemiological variables (risk factors) in domiciled cats in Botucatu, São Paulo, Brazil. Whole blood samples (0.5-1mL) were collected from 151 cats, and sera were extracted by centrifugation. These sera were tested by an commercial enzyme-linked immunosorbent assay (ELISA) for the detection of IgG anti-FCoV antibodies. The assessed risk factors were age range, breed, gender, reproductive status, outdoor access and rearing mode (living alone or in a group). The seropositivity was 64.2% (97/151). There was no statistical significance for risk factors related to breed, gender or rearing mode. There were significant differences in seropositivity (p-values ≤0.05) for age range (p=0.0157), reproductive status (p=0.0074) and outdoor access (p=0.0001). This study verified a wide dissemination of FCoV in the studied population, with a higher than expected seropositivity for indoor cats. Among the risk factors, age range, reproductive status and outdoor access presented statistically significant differences, thus helping to establish an epidemiological profile of this population.

Abstract in Portuguese:

O coronavírus felino (FCoV) é responsável por causar uma das mais importantes doenças infecciosas que acometem os felinos domésticos e selvagens, a peritonite infecciosa felina (PIF), que é uma enfermidade imunomediada, sistêmica, progressiva e fatal. O FCoV é altamente contagioso e a infecção é comum nas populações de felinos domésticos por todo o mundo. O presente estudo objetivou determinar a soropositividade da infecção pelo FCoV e correlacionar variáveis epidemiológicas (fatores de risco) de gatos domiciliados de Botucatu, São Paulo, Brasil. Amostras de sangue total (0,5 a 1mL) foram colhidas de 151 gatos e os soros foram obtidos após centrifugação. Estes soros foram testados por um teste commercial de ELISA para detecção de anticorpos IgG anti-FCoV. Os fatores de risco avaliados foram faixa etária, raça, gênero, condição reprodutiva, acesso à rua e modo de criação (viver solitário ou em grupo). Observou-se uma soropositividade de 64,2% (97/151). Não houve significância estatística para os fatores de risco relacionados à raça, gênero e modo de criação. Houve significância estatística quanto a soropositividade (p-values ≤0,05) para os fatores de risco faixa etária (p=0,0157), condição reprodutiva (p=0,0074) e acesso à rua (p=0,0001). Através do presente estudo verificou-se que o FCoV está amplamente disseminado na população estudada, onde a soropositividade encontrada foi maior do que a esperada para gatos domiciliados. Dentre os fatores de risco, faixa etária, condição reprodutiva e acesso à rua apresentaram diferenças estatisticamente significativas, contribuindo assim, para se estabelecer um perfil epidemiológico desta população.


#4 - Sedative and electrocardiographic effects of low dose dexmedetomidine in healthy cats

Abstract in English:

In feline veterinary practice sedation is often needed to perform diagnostic or minimally invasive procedures, minimize stress, and facilitate handling. The mortality rate of cats undergoing sedation is significantly higher than dogs, so it is fundamental that the sedatives provide good cardiovascular stability. Dexmedetomidine (DEX) is an α2-adrenergic receptor agonist utilized in cats to provide sedation and analgesia, although studies have been utilized high doses, and markedly hemodynamic impairments were reported. The aim of this study was to prospectively investigate how the sedative and electrocardiographic effects of a low dose of DEX performing in cats. Eleven healthy cats were recruited; baseline sedative score, systolic arterial pressure, electrocardiography, and vasovagal tonus index (VVTI) were assessed, and repeated after ten minutes of DEX 5µg/kg intramuscularly (IM). A smooth sedation was noticed, and emesis and sialorrhea were common adverse effects, observed on average seven minutes after IM injection. Furthermore, electrocardiographic effects of a low dose of DEX mainly include decreases on heart rate, and increases on T-wave amplitude. The augmentation on VVTI and appearance of respiratory sinus arrhythmia, as well as sinus bradycardia in some cats, suggesting that DEX enhances parasympathetic tonus in healthy cats, and therefore will be best avoid in patients at risk for bradycardia.

Abstract in Portuguese:

Na rotina clínica da medicina veterinária felina a sedação é frequentemente requerida para realização de procedimentos diagnósticos ou minimamente invasivos, para minimizar o estresse e facilitar o manuseio dos pacientes. A taxa de mortalidade de gatos submetidos à sedação é mais elevada do que em cães, por esse motivo, é fundamental que os sedativos confiram estabilidade hemodinâmica. A dexmedetomidina (DEX) é um α2-agonista utilizado em felinos para promover sedação e analgesia, porém os estudos têm utilizado doses elevadas, e com isso prejuízos hemodinâmicos importantes foram relatados. O objetivo desta investigação foi avaliar os efeitos sedativos e eletrocardiográficos da baixa dose de DEX em gatos. Para tal, onze felinos saudáveis foram recrutados, foram obtidos valores basais para escore de sedação, pressão arterial sistólica e eletrocardiografia, além do índice de tônus vaso vagal (ITVV). Após dez minutos da aplicação intramuscular (IM) de DEX 5µg/kg todos os exames foram repetidos. Após a DEX, sedação suave foi detectada, e a êmese e sialorreia foram efeitos adversos comuns, observados em média 7 minutos após a injeção IM. Ademais, os principais efeitos eletrocardiográficos foram redução na frequência cardíaca e aumento na amplitude da onda T. O ITVV mais elevado e surgimento de arritmia sinusal respiratória, bem como bradicardia sinusal em alguns gatos, sugerem que a DEX eleva o tônus parassimpático, e por esse motivo deve ser utilizada com cautela em pacientes com predisposição à bradicardia.


#5 - Outbreak of feline sporotrichosis in the metropolitan area of Recife, 38(9):1767-1771

Abstract in English:

ABSTRACT.- Silva G.M., Howes J.C.F., Leal C.A.S., Mesquita E.P., Pedrosa C.M., Oliveira A.A.F., Silva L.B.G. & Mota R.A. 2018. [Outbreak of feline sporotrichosis in the metropolitan area of Recife.] Surto de esporotricose felina na região metropolitana do Recife. Pesquisa Veterinária Brasileira 38(9):1767-1771. Departamento de Medicina Veterinária, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Rua Dom Manuel de Medeiros s/n, Dois Irmãos, Recife, PE 52171-900, Brazil. E-mail: grasivet@hotmail.com Sporotrichosis is a subcutaneous mycosis caused by a dimorphic fungus from Sporothrix schenckii complex, which affects various species, especially feline, able to cause local, disseminated or systemic impairment. We aimed to report the occurrence of an outbreak of feline sporotrichosis in the Metropolitan Region of Recife. Swabs of skin ulcers in cats treated in the Veterinary Hospital of the Federal Rural University of Pernambuco and in particular veterinary establishments were collected. Diagnosis was made by cytological examination and fungal culture. From 115 suspicious cases, 59 cases were confirmed, unprecedented results in the state of Pernambuco. These registered cases of feline sporotrichosis have demonstrated clinical and epidemiological characteristics similar to those occurring in other regions of the country, characterized as a quick-spreading disease, of difficult treatment, which affects predominantly semi-domiciled young males in reproductive age.

Abstract in Portuguese:

RESUMO.- Silva G.M., Howes J.C.F., Leal C.A.S., Mesquita E.P., Pedrosa C.M., Oliveira A.A.F., Silva L.B.G. & Mota R.A. 2018. [Outbreak of feline sporotrichosis in the metropolitan area of Recife.] Surto de esporotricose felina na região metropolitana do Recife. Pesquisa Veterinária Brasileira 38(9):1767-1771. Departamento de Medicina Veterinária, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Rua Dom Manuel de Medeiros s/n, Dois Irmãos, Recife, PE 52171-900, Brazil. E-mail: grasivet@hotmail.com A esporotricose é uma micose subcutânea, causada por um fungo dimórfico do complexo Sporothrix schenckii que acomete várias espécies, especialmente a felina, causando comprometimento local, disseminado ou sistêmico. Objetivou-se relatar a ocorrência de um surto de esporotricose felina na Região Metropolitana do Recife. Foram coletados suabes de úlceras cutâneas de felinos atendidos no Hospital Veterinário da Universidade Federal Rural de Pernambuco e em Clínicas Veterinárias particulares. O diagnóstico foi realizado por meio de exame citológico e cultura fúngica. Dos 115 casos suspeitos, 59 casos foram confirmados, número nunca registrado anteriormente no estado de Pernambuco. Os casos de esporotricose felina registrados têm demonstrado aspectos clínicos e epidemiológicos semelhantes aos ocorridos em outras regiões do país, caracterizando-se como uma doença predominantemente de machos jovens em idade reprodutiva e semi-domiciliados, de difícil tratamento e de rápida disseminação.


#6 - Myelodysplasia in feline infectious peritonitis: 16 cases (2000-2017), 38(8):1638-1648

Abstract in English:

ABSTRACT.- Luz F.S., Mazaro R.D., Lorensetti D.M., Kommers G.D., Flores M.M. & Fighera R.A. 2018. [Myelodysplasia in feline infectious peritonitis: 16 cases (2000-2017).] Mielodisplasia na peritonite infecciosa felina: 16 casos (2000-2017). Pesquisa Veterinária Brasileira 38(8):1638-1648. Departamento de Patologia, Universidade Federal de Santa Maria, Av. Roraima 1000, Santa Maria, RS 97105-900, Brazil. E-mail: anemiaveterinaria@yahoo.com.br Although the prevalence of feline infectious peritonitis (FIP) is high worldwide, recent anatomopathological studies about this disease are scarce. Information on the microscopic characteristics of the bone marrow in FIP-affected cats are absent in the available literature. Based on this, the purpose of this article is to describe bone marrow lesions seen in spontaneous cases of FIP. The bone marrow collected systematically from the femoral diaphysis of 16 cats necropsied in the Laboratory of Veterinary Pathology (LPV) of the Federal University (UFSM) of Southern Brazil, between January 2000 and June 2017, with a definitive diagnosis of FIP, were evaluated phenotypically (histopathology - hematoxylin and eosin and histochemistry - Perls stain) and immunophenotypically (immunohistochemistry using myeloid - Anti‑MAC387, and lymphocytic - Anti-CD79 αcy and Anti-CD3 markers). Regardless the following was observed the clinicopathological form of the disease (“dry” - noneffusive or “wet” - effusive): 1) myeloid hyperplasia; 2) erythroid hipoplasia; 3) megakaryocytic dysplasia (dismegakaryocytopoiesis); and 4) medullary plasmacytosis. Exclusively in cases of “dry FIP” was bone marrow and hepatic hemosiderosis. These lesions allowed establishing that cats with FIP develop myelodysplasia, a myeloproliferative lesion very similar to that reported in HIV-infected humans. It is suggested that, based on the findings described here, myelodysplasia is considered to be the main cause of hematological abnormalities observed in FIP, especially for non-regenerative anemia and thrombocytopenia, frequently developed by patients.

Abstract in Portuguese:

RESUMO.- Luz F.S., Mazaro R.D., Lorensetti D.M., Kommers G.D., Flores M.M. & Fighera R.A. 2018. [Myelodysplasia in feline infectious peritonitis: 16 cases (2000-2017).] Mielodisplasia na peritonite infecciosa felina: 16 casos (2000-2017). Pesquisa Veterinária Brasileira 38(8):1638-1648. Departamento de Patologia, Universidade Federal de Santa Maria, Av. Roraima 1000, Santa Maria, RS 97105-900, Brazil. E-mail: anemiaveterinaria@yahoo.com.br Apesar da prevalência da peritonite infecciosa felina (PIF) ser alta em praticamente o mundo todo, estudos anatomopatológicos recentes acerca dessa doença são escassos. Não obstante, as características microscópicas da medula óssea de gatos com PIF estão ausentes da literatura consultada. O objetivo deste artigo é descrever alterações medulares ósseas vistas em casos espontâneos de PIF. As medulas ósseas colhidas sistematicamente da região diafisária dos fêmures de 16 gatos necropsiados no Laboratório de Patologia Veterinária (LPV) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Rio Grande do Sul, entre janeiro de 2000 e junho de 2017, e que tiveram diagnóstico definitivo de PIF, foram avaliadas fenotípica (histopatologia - hematoxilina e eosina e histoquímica - reação de Perls) e imunofenotipicamente (utilizando marcadores mieloides (anti-MAC387) e de linfócitos (anti-CD79αcy e anti-CD3). Os resultados permitem afirmar que, independentemente da apresentação clinicopatológica da doença ocorrem as seguintes alterações: 1) hiperplasia mieloide; 2) hipoplasia eritroide, 3) displasia megacariocítica (dismegacariocitopoiese) e 4) plasmocitose medular. Exclusivamente nos casos de PIF seca há hemossiderose medular óssea e hepática. Essas alterações permitem estabelecer que gatos com PIF desenvolvem mielodisplasia, uma lesão mieloproliferativa muito semelhante àquela relatada em humanos infectados pelo HIV. Sugere-se que a partir dos achados aqui descritos, a mielodisplasia seja considerada a principal responsável pelas alterações hematológicas observadas na PIF, especialmente pela anemia e trombocitopenia arregenerativas frequentemente desenvolvidas pelos pacientes com essa doença.


#7 - Sporotrichosis in domestic felines (Felis catus domesticus) in Campos dos Goytacazes/RJ, Brazil, 38(7):1438-1443

Abstract in English:

ABSTRACT.- Almeida A.J., Reis N.F., Lourenço C.S., Costa N.Q., Bernardino M.L.A. & Vieira‑da‑Motta O. 2018. [Sporotrichosis in domestic felines (Felis catus domesticus) in Campos dos Goytacazes/RJ, Brazil.] Esporotricose em felinos domésticos (Felis catus domesticus) em Campos dos Goytacazes, RJ. Pesquisa Veterinária Brasileira 38(7):1438-1443. Laboratório de Clínica e Cirurgia Animal, Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro, Av. Alberto Lamego 2000, Parque Califórnia, Campos dos Goytacazes, RJ 28013-602, Brazil. E-mail: jardim@uenf.br Sporotrichosis is a subcutaneous mycosis of subacute to chronic evolution, caused by the dimorphic and geophilic fungus Sporothrix schenckii. The zoonotic transmission has been highlighted, with domestic cats having an important epidemiological role in the disease. This research aimed to diagnose cases of sporotrichosis in domestic cats treated in the city of Campos dos Goytacazes/RJ, as well as to correlate the positive cases with the clinical signs observed in them, as well as risk factors such as sex, castrated animals or not, among other characteristics. One hundred domestic felines were used, with skin lesions suspected of sporotrichosis, which underwent a thorough clinical evaluation and completion of individual files. The lesions were then selected for material collection in sterile swabs and subsequent laboratory analysis, through cytology and fungal culture. Of the 100 animals analyzed, 66 (66%) were positive for Sporothrix spp., Being 46 (69.6%) uncastrated males, 15 (22.7%) uncastrated females, 4 (6.06%) females castrated and 1 (1.5%) castrated male, 89.3% of whom had access to the street. Concerning the lesion topography and clinical status of the animals, 43 (65.2%) had focal lesions and 23 (34.8%) disseminated lesions, where 21 (31.8%) died or were submitted to euthanasia at the option of tutor. With the results of the exams, it was possible to adequately prescribe the therapeutic protocol and follow up of 40 animals (60.6%), and in the cases of the cats referred (7.5%), the respective veterinarian was informed of the respective diagnosis so that this To choose their therapeutic behavior.

Abstract in Portuguese:

RESUMO.- Almeida A.J., Reis N.F., Lourenço C.S., Costa N.Q., Bernardino M.L.A. & Vieira‑da‑Motta O. 2018. [Sporotrichosis in domestic felines (Felis catus domesticus) in Campos dos Goytacazes/RJ, Brazil.] Esporotricose em felinos domésticos (Felis catus domesticus) em Campos dos Goytacazes, RJ. Pesquisa Veterinária Brasileira 38(7):1438-1443. Laboratório de Clínica e Cirurgia Animal, Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro, Av. Alberto Lamego 2000, Parque Califórnia, Campos dos Goytacazes, RJ 28013-602, Brazil. E-mail: jardim@uenf.br A esporotricose é uma micose subcutânea de evolução subaguda a crônica, causada pelo fungo dimórfico e geofílico Sporothrix schenckii. A transmissão zoonótica vem recebendo destaque, tendo os felinos domésticos um importante papel epidemiológico na doença. Este trabalho pesquisa teve como objetivo diagnosticar casos de esporotricose em felinos domésticos atendidos no município de Campos dos Goytacazes/RJ, bem como correlacionar os casos positivos com os sinais clínicos observados nos mesmos, assim como fatores de risco tais quais sexo, animais castrados ou não, dentre outras características. Foram utilizados 100 felinos domésticos, portadores de lesões cutâneas suspeitas de esporotricose, os quais passaram por avaliação clínica minuciosa e preenchimento de fichas individuais. As lesões foram então selecionadas para coleta de material em suabes estéreis e posterior análise laboratorial, através da citologia e cultura fúngica. Dos 100 animais analisados, 66 (66%) foram positivos para Sporothrix spp., sendo 46 (69,6%) machos não castrados, 15 (22,7%) fêmeas não castradas, 4 (6,06%) fêmeas castradas e 1 (1,5%) macho castrado, os quais 89,3% tinham acesso à rua. Quanto à topografia lesional e estado clínico dos animais, 43 (65,2%) apresentavam lesões focais e 23 (34,8%) lesões disseminadas, onde 21 (31,8%) vieram à óbito ou foram submetidos a eutanásia por opção do tutor. Com os resultados dos exames foi possível a adequada prescrição do protocolo terapêutico e acompanhamento de 40 animais (60,6%), e nos casos dos felinos encaminhados (7,5%), foi reportado ao médico veterinário responsável o respectivo diagnóstico para que este escolhesse sua conduta terapêutica.


#8 - Anatomopathological aspects and determination of infectious agents in 32 cats with cholangiohepatitis

Abstract in English:

Cholangiohepatitis is considered a frequent cause of liver failure in cats, and are classified as neutrophilic, lymphocytic and sclerosing. The aims of this study was to determine the frequency of cholangiohepatitis in cats diagnosed in the metropolitan region of Porto Alegre, to describe the anatomopathological aspects and to establish an association with Escherichia coli, feline immunodeficiency virus (FIV) and feline leukemia virus (FeLV). From January 2000 to July 2016, the Department of Veterinary Pathology of the Universidade Federal do Rio Grande do Sul performed 1915 cat necropsies, of which 32 were diagnosed with cholangiohepatitis, representing 1.7% of the cases. Of these, lymphocytic cholangiohepatitis (LCH) was diagnosed in 68.7% (22/32), neutrophilic (NCH) in 21.9% (7/v) and sclerosing cholangiohepatitis (SCH) with 9.4% (3/32) of the cases. In general, age ranged from four months to 16 years, with the median age of six years, and predominantly affected cats with mixed breed. Only in NCH demonstrated male predisposition, verified in 85.7% (6/7) of this cases. Enteritis and pancreatitis were identified concomitantly with cholangiohepatitis in 56.2% (18/32) cases, each, and triad formation was identified in 46.9% (15/32) of cats. In the immunohistochemistry, we observed that 68.2% (15/22) of the cats with LCH were positive for FIV, 40.9% (9/22) for FeLV, and 31.8% (7/22) positive for both retroviruses. In NCH, 85.7% (6/7) was positive for FIV, 57.1% (4/7) for FeLV, and 42.8% (3/7) immunoreactions for the two retroviruses. In SCH, 100% (3/3) of the cases presented FeLV marking, 33.3% (1/3) for FIV and 33.3% (1/3) for both. Immunostaining for E. coli was observed in 27.3% (6/22) of LCH, 28.6% (2/7) of NCH, and 33.3% (1/3) of SCH. E. coli, Enterococcus sp. and Klebsiella pneumoniae were the most frequently microorganisms isolated in the bacteriological examination. The visualization of E. coli by the immunohistochemistry in the hepatobiliary system of cats diagnosed with cholangiohepatitis suggests that the disease developed secondary to ascending bacterial infection.

Abstract in Portuguese:

A colângio-hepatite é considerada uma causa frequente de insuficiência hepática em gatos e é classificada em neutrofílica, linfocítica e esclerosante. Os objetivos deste estudo foram determinar a frequência de colângio-hepatite em gatos diagnosticados na Região Metropolitana de Porto Alegre, descrever seus aspectos anatomopatológicos e estabelecer uma associação com as infecções por Escherichia coli, vírus da imunodeficiência felina (FIV) e vírus da leucemia felina (FeLV). No período de janeiro de 2000 a julho de 2016 o Setor de Patologia Veterinária da Universidade Federal do Rio Grande do Sul realizou 1915 necropsias de gatos, destes, 32 foram diagnosticados com colângio-hepatite, representando 1,7% dos casos. Destes, a colângio-hepatite linfocítica (CHL) foi diagnosticada em 68,7% (22/32), a neutrofílica (CHN) em 21,9% (7/32) e a esclerosante (CHE) com 9,4% (3/32). A idade variou de quatro meses a 16 anos, com a mediana de seis anos, acometendo predominantemente gatos sem raça definida. Somente na CHN observou-se predisposição por machos, verificado em 85,7% (6/7) dos casos. Enterite e pancreatite foram identificadas concomitantemente com a colângio‑hepatite em 56,2% (18/32) dos casos, cada, e a formação de tríade foi identificada em 46,9% (15/32) dos gatos. Através da imuno-histoquímica, 68,2% (15/22) dos gatos com CHL, foram positivos para FIV, 40,9% (9/22) para FeLV e 31,8% (7/22) marcação para ambos os retrovírus. Na CHN, 85,7% (6/7) positivos para FIV, 57,1% (4/7) para FeLV e 42,8% (3/7) imunorreação para os dois retrovírus. Na CHE, 100% (3/3) dos casos apresentaram marcação para FeLV, 33,3% (1/3) para FIV e 33,3% (1/3) para ambos. Imunomarcação para E. coli foi observada em 27,3% (6/22) dos casos da CHL, 28,6% (2/7) da CHN e em 33,3% (1/3) da CHE. E. coli, Enterococcus sp. e Klebsiella pneumoniae foram os micro-organismos mais frequentes isolados no exame bacteriológico. A visualização da E. coli, através da IHQ no sistema hepatobiliar de gatos diagnosticados com colângio‑hepatite associados à inflamação, sugere que a doença se desenvolveu secundariamente à infecção bacteriana ascendente.


#9 - Neurological diseases in cats: 155 cases

Abstract in English:

A retrospective epidemiological study on neurological disease of cats was performed using data from cats admitted to a Veterinary Teaching Hospital from 2001 to 2014. The aim the study was to determine the age, sex race, and type of neurological disease affecting cats and identify these diseases according to the anatomical region and disease classes, specified under the acronym DINAMIT-V. One hundred and fifty five cats with neurological disease were observed during 13 years; the diagnosis was confirmed in 112 (72.2%) and was presumptive in 43 (27.8%). Mixed breed cats (77.9%) were the most commonly affected, followed by Persian and Siamese cats. The most affected anatomic sites were segments T3-L3 of the spinal cord (28.4%) and thalamic-cortical area (24.5%). Most cats (43.9%), were diagnosed with trauma, mainly spinal cord trauma, followed by inflammatory/infectious disease (33.5%). It is concluded that the neurological disorders in cats have higher prevalence in the spinal cord and thalamic-cortical areas and that the most frequent class of disease is trauma. Data obtained may assist future studies regarding neurological diseases in cats.

Abstract in Portuguese:

Foi realizado um estudo epidemiológico retrospectivo de gatos com doenças neurológicas atendidos em um Hospital Veterinário Universitário entre 2001 e 2014. O objetivo foi identificar e caracterizar a idade, o sexo, a raça, as doenças neurológicas e classificá-las de acordo com a região anatômica e o acrônimo DINAMIT-V. Foram observados 155 gatos com doenças neurológicas em 13 anos, sendo o diagnóstico confirmado em 112 gatos (72,2%) e presuntivo em 43 (27,8%). Gatos sem raça definida (77,9%) foram os mais comuns, seguido de gatos da raça persa e siamesa. Os locais mais afetados foram medula espinhal entre T3-L3 (28,4%) e tálamo-córtex (24,5%). A maioria dos gatos (43,9%) foi diagnosticada com doença traumática, principalmente trauma de medula espinhal, seguida de doença inflamatória/infecciosa (33,5%). Pode se concluir que a maior prevalência das doenças neurológicas de gatos envolve a medula espinhal e o tálamo-córtex, sendo as traumáticas as mais frequentes. Os dados obtidos podem auxiliar em futuros estudos sobre a frequência e a distribuição das principais doenças neurológicas em gatos.


#10 - Hematological findings and factors associated with feline leukemia virus (FeLV) and feline immunodeficiency virus (FIV) positivity in cats from southern Brazil, 37(12):1531-1536

Abstract in English:

ABSTRACT.- Costa F.V.A., Valle S.F., Machado G., Corbellini L.G., Coelho E.M., Rosa R.B. & González F.H.D. 2017. Hematological findings and factors associated with feline leukemia virus (FeLV) and feline immunodeficiency virus (FIV) positivity in cats from southern Brazil. Pesquisa Veterinária Brasileira 37(12):1531-1536. Laboratório de Análises Clínicas Veterinárias, Faculdade de Veterinária, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Av. Bento Gonçalves 9090, Porto Alegre, RS 91540-000, Brazil. E-mail: stella.valle@ufrgs.br Using a retrospective study, 493 cats tested for FeLV and FIV were selected for analysis of the association between hematologic findings and positivity at immunoassay test. Individual and hematologic variables were assessed considering the influence of results using univariate and multivariate logistic regression analysis. Out 153 of the 493 cats were positive for FeLV (31%), 50 were positive for FIV (10.1%) and 22 were positive for both FIV and FeLV (4.4%). Multivariate analysis detected significant associations between FeLV infection and age below 1 year (p=0.01), age from 1 to 10 years (p=0.03), and crossbreed (p=0.04). Male cats were more likely to be FIV-positive (p=0.002). Regarding hematological changes, FeLV-positive cats have higher odds to anemia, leukopenia and lymphopenia than FeLV-negative cats. FIV-positive cats are more likely to have anemia than negative. Identification of associated factors related to animal status and correlation of hematological disorders with infection by retroviruses in cats could be useful for detecting these retroviral diseases in cats.

Abstract in Portuguese:

RESUMO.- Costa F.V.A., Valle S.F., Machado G., Corbellini L.G., Coelho E.M., Rosa R.B. & González F.H.D. 2017. Hematological findings and factors associated with feline leukemia virus (FeLV) and feline immunodeficiency virus (FIV) positivity in cats from southern Brazil. [Achados hematológicos e fatores associados a positividade pelo vírus da leucemia felina (felv) e vírus da imunodeficiência felina em gatos do sul do Brasil.] Pesquisa Veterinária Brasileira 37(12):1531-1536. Laboratório de Análises Clínicas Veterinárias, Faculdade de Veterinária, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Av. Bento Gonçalves 9090, Porto Alegre, RS 91540-000, Brazil. E-mail: stella.valle@ufrgs.br Através de um estudo retrospectivo, 493 gatos testados para FeLV e FIV foram selecionados para análise da associação entre as alterações hematológicas e a positividade no teste imunoenzimático. Variáveis individuais e hematológicas foram consideradas para verificar a influência dos resultados utilizando análise de regressão logística univariada e multivariada. Um total de 153 de 493 gatos avaliados foram positivos para o FeLV (31%), 50 foram positivos para o FIV (10,1%) e 22 foram positivos para FIV e FeLV (4,4%). Análise multivariada detectou uma associação significativa entre a infecção pelo FeLV e a idade abaixo de 1 ano (P=0,01), idade entre 1 a 10 anos (P=0,03) e raça mista (P=0,04). Gatos machos foram mais predispostos a serem positivos para FIV (P=0,002). Com base nas alterações hematológicas, gatos positivos para o FeLV tem maior odds para apresentar anemia, leucopenia e linfopenia que os negativos. Gatos positivos para FIV possuem maiores chances de apresentarem anemia que os gatos negativos. A identificação dos fatores associados à infecção relacionados ao perfil do animal e a correlação com os distúrbios hematológicos com a infecção, pode ser útil para detecção das doenças retrovirais em gatos.


Colégio Brasileiro de Patologia Animal SciELO Brasil CAPES CNPQ UNB UFRRJ CFMV