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Small Animal Diseases
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Erythrocyte phenotyping for feline AB system in domestic cats from the Ilhéus-Itabuna microregion, Bahia, Brazil

Abstract in English:

This study aimed to determine the erythrocyte phenotypes of the feline AB system and to check the presence of antigens other than those present in the feline AB system in domestic cats from Ilhéus-Itabuna microregion, Bahia, Brazil. Three-hundred feline blood samples were collected at the Veterinary Hospital of the “Universidade Estadual de Santa Cruz” (UESC) and in home visits to perform blood phenotyping using the tube-method testing. The reverse phenotyping was made between cats that tested phenotype B with blood samples of cats that tested phenotype A to confirm the blood phenotype B. The cross-tested among cats with phenotype A was made in order to verify the presence of different antigens of AB system in this blood phenotype. The results underwent macroscopic and microscopic analyses. Among the 300 animals tested, regarding breed, 290 were mixed-breed cats and among the remaining ten, five were Persians, four Siamese, and one Angora. 297 (99%) presented with phenotype A (including all the breeding cats) and three (1%) with phenotype B, and all this cats were mixed-breed cats. None (0%) of the cats showed the phenotype AB. All phenotype B bloods reacted to reverse phenotyping with phenotype A, confirming the phenotype B of these cats. All phenotype A bloods were compatible among each other, so no further erythrocyte antigens were detected through this test. The mother of one of the phenotype B cats was identified and had phenotype A, demonstrating phenotype A parents with phenotype B offspring. This finding indicates heterozygosis in the studied population. This data enable to conclude that the studied population presented different erythrocyte phenotypes, subsequently highlighting the importance of conducting phenotype analyses in these animals before performing blood transfusion to avoid serious hemolytic complications associated with incompatibility.

Abstract in Portuguese:

O objetivo deste estudo foi determinar a frequência dos fenótipos eritrocitários do sistema AB felino e verificar a presença de outros antígenos, não pertencentes ao sistema AB felino, em gatos domésticos das cidades de Ilhéus e Itabuna, Bahia, Brasil. Amostras de sangue de 300 gatos foram coletadas no Hospital Veterinário da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e em visitas domiciliares para realizar a fenotipagem sanguínea usando o método de tubo. A fenotipagem reversa foi realizada em gatos que testaram o fenótipo B com amostras que testaram o fenótipo A, para confirmação do fenótipo sanguíneo. O teste cruzado foi realizado entre gatos do fenótipo A, para pesquisar a presença de diferentes antígenos do sistema AB dentro desse fenótipo sanguíneo. Os resultados foram submetidos a análises macroscópicas e microscópicas. Dos 300 animais testados, 110 eram machos e 190 fêmeas, e suas idades variaram de cinco meses à 15 anos. Sobre as raças, 290 eram gatos sem raça definida e dos 10 restantes, cinco eram Persas, quatro eram Siameses e um Angorá. 297 (99%) apresentaram fenótipo A (incluindo todos os gatos de raça) e três (1%) tiveram fenótipo B, sendo todos esses gatos sem raça definida. Nenhum (0%) dos gatos apresentou fenótipo AB. Todos os sangues com fenótipo B reagiram na fenotipagem reversa com o fenótipo A, confirmando o fenótipo B desses gatos. Todos os sangues com fenótipo A foram compatíveis entre si, portanto nenhum antígeno eritrocitário adicional foi detectado através deste teste. A genitora de um dos gatos com fenótipo B, foi encontrada e a mesma possuía fenótipo A, demonstrando pais com fenótipo A e cria com fenótipo B. Esse achado indica heterozigose na população estudada. Esses dados levam à conclusão de que diferentes fenótipos eritrocitários estão presentes na população estudada e destacam a importância da realização de testes fenotípicos nesses animais antes dos procedimentos de transfusão, a fim de evitar complicações hemolíticas graves decorrentes do envolvimento de animais incompatíveis.


Oxidative stress in female dogs with mammary neoplasms

Abstract in English:

The result of the reaction of free radicals with biomolecules is the formation of substances with the potential of inducing oxidative damage, a condition known as oxidative stress. There are voluminous literature data reporting the association, both as a cause and as a consequence, between different diseases and oxidative stress. In this study, 144 female dogs with mammary neoplasia were analyzed. The animals were submitted to clinical evaluation for disease staging, hematological evaluation, serum biochemistry (renal and hepatic function tests), and dosage of the oxidative damage biomarker, malondialdehyde (MDA), at the time of its approach and 30 days after treatment. A control group of 100 healthy animals was also submitted to determination of serum MDA levels. The mean age of the animals affected by mammary neoplasms was 9.88±2.95 (4 to 14) years, while in healthy animals it was 2.31±1.90 years (1 to 6). Of the 144 animals, 113 (78.9%) had malignant neoplasms, and 15, 21, 46, 17 and 14 animals were in clinical stage I, II, III, IV and V respectively and the carcinoma in a mixed tumor was the most frequent histological pattern in this group (26%). Thirty-one animals were diagnosed with benign neoplasms and mammary adenoma was the most frequent histological pattern in 15 animals (51.61%). Hematological changes in the preoperative period were observed in 44 (38.9%) and 12 (38.7%) animals with malignant and benign neoplasias, respectively, and there was a positive correlation between anemia and higher levels of MDA (P=0.0008) for animals with malignant tumors. Regarding serum biochemical parameters, the most frequent alterations in animals with malignant neoplasms were elevated ALT levels in 12 animals (10.6%), creatinine in 10 animals (8.84%) and urea in eight animals (7.07%). Females with benign neoplasms presented less occurrence of changes in these parameters. In the group of healthy animals (control), the mean serum MDA values were 12.08±4.18, whereas in the pre-treatment group, mean MDA was 24.80±5.74 for bitches with benign neoplasms and 32.27±10.24 for bitches with malignant tumors. A significant increase (P<0.001) in MDA levels was observed in animals with malignant mammary neoplasms when compared to healthy animals and with benign tumors. In addition, a significant reduction (P<0.001) was observed 30 days after treatment in MDA levels (27.37±7.86) in animals with malignant tumors. In conclusion, our results indicate an association between MDA seric levels and mammary neoplasms in dogs. The results suggest that this factor can be used as a biomarker of oxidative stress with a potential impact in the prognostic of mammary tumors, since significantly higher levels of MDA were detected especially in dogs carrying malignant tumors and presenting anemia.

Abstract in Portuguese:

O resultado da reação de radicais livres com biomoléculas é a formação de substâncias que podem ser utilizadas como marcadores de dano oxidativo, condição mais conhecida como estresse oxidativo. Evidências científicas comprovam a relação, quer como causa, quer como consequência, entre muitas doenças e o estresse oxidativo. Neste estudo, 144 cadelas portadoras de neoplasia de mama, foram submetidas à avaliação clínica para estadiamento da doença, avaliação hematológica, testes de função renal e hepática e dosagem do biomarcador de dano oxidativo, malondialdeído (MDA), no momento de sua abordagem e 30 dias após realização de tratamento. Um grupo controle de 100 cadelas saudáveis foi submetido também à determinação dos níveis séricos de MDA. A idade média dos animais acometidos por neoplasias mamárias foi de 9,88±2,95 (4 a 14) anos, enquanto que nos animais saudáveis foi de 2,31±1,90 anos (1 a 6). Dos 144 animais, 113 (78, 9%) apresentavam neoplasias malignas, sendo que 15, 21, 46, 17 e 14 animais encontravam-se em estadiamento clínico I, II, III, IV e V respectivamente, e o carcinoma em tumor misto foi o padrão histológico mais frequente neste grupo (26%). Trinta e um animais tiveram diagnóstico de neoplasias benignas, sendo que 7 estavam no estádio I, 16 no estádio II e 8 no estádio III e o adenoma mamário foi o padrão histológico mais frequente em 15 animais (51,61%). Alterações hematológicas no período pré-operatório foram observadas em 44 (38,9%) e 12 (38,7%) animais portadores de neoplasias malignas e benignas, respectivamente, sendo que houve correlação positiva entre anemia e níveis mais elevados de MDA (P=0,0008), para os animais com tumores malignos. Em relação aos parâmetros bioquímicos séricos, as alterações mais frequentes nos animais com neoplasias malignas foram a elevação dos níveis de ALT em 12 animais (10,6%), de creatinina em 10 animais (8,84%) e de ureia em oito animais (7,07%) Cadelas portadoras de neoplasias benignas apresentaram menor ocorrência de alterações nesses parâmetros. No grupo controle, a média dos valores séricos de MDA foi 12,08±4,18, enquanto que no grupo pré-tratamento, a média de MDA foi de 24,80±5,74 para as cadelas com neoplasia benigna e 32,27±10,24 para as neoplasias malignas. Verificou-se aumento significativo do valor sérico de MDA em cadelas portadoras de neoplasias malignas em comparação com os animais hígidos ou com neoplasias benignas (P<0,001). Ainda, 30 dias após o tratamento observou-se uma diminuição significativa (P<0,001) no valor médio de MDA (27,37±7,86) nos animais com neoplasias malignas. Em conclusão, os resultados deste estudo evidenciam uma associação entre níveis séricos aumentados de MDA e presença de neoplasias mamárias em cadelas. Os resultados sugerem que este fator pode ser utilizado como biomarcador de estresse oxidativo em cães, com provável impacto no prognóstico dos tumores mamários, uma vez que níveis significativamente mais altos de MDA foram detectados especialmente nas cadelas portadoras de tumores malignos e apresentando anemia.


Accuracy of B-mode ultrasonography for detecting malignancy in canine cutaneous neoplasms: preliminary results

Abstract in English:

The aim of this study was to verify the applicability and accuracy of B-mode ultrasonography in detecting malignancy in dog cutaneous neoplasms. Forty-two neoplasms (12 benign and 30 malignant) of mesenchymal, round cells, epithelial and melanocytic origins from 24 dogs of different breeds and ages were included. The ultrasound evaluation was performed with a linear multi-frequency transducer (7.0 to 12MHz), with frequency dependent on the mass dimension. Ultrasonographic characteristics of echogenicity (hypo/hyperechogenic), echotexture (homogeneous/heterogeneous), regularity, invasiveness in adjacent tissues were classified. Dimensions were also measured to calculate the depth/width ratio. Neoplasms were classified as malignant or benign after cytological and/or histopathological analysis and the results were associated with ultrasound characteristics. There was a significant association (P<0.05) between malignancy and echogenicity, echotexture and invasiveness in adjacent tissues, so that 84.6% of hypoechogenic neoplasms, 76.9% of heterogeneous masses and 88.2% of invasive neoplasms were classified as malignant. However, for all these associations, moderate predictive values were obtained, which may be due to the small experimental number included in this study. Therefore, although it has been observed that hypoechogenic, heterogeneous and invasive neoplasms were more prone to malignancy, these findings should be used with caution until new studies are developed with a greater number and variety of cutaneous neoplasms in dogs.

Abstract in Portuguese:

O objetivo deste estudo foi verificar a aplicabilidade e acurácia da ultrassonografia modo-B na detecção de malignidade em neoplasmas cutâneos de cães. Foram incluídos 42 neoplasmas (12 benignos e 30 malignos) de origens mesenquimal, células redondas, epitelial e melanocítica provenientes de 24 cães de diferentes raças e idades. O exame ultrassonográfico foi realizado com transdutor linear multifrequencial (7.0 a 12MHz), com frequência dependente da dimensão da massa. Foram classificadas características ultrassonográficas de ecogenicidade (hipo/hiperecogênicos), ecotextura (homogêneos/heterogêneos), regularidade, invasividade em tecidos adjacentes. As dimensões foram mensuradas para cálculo da razão profundidade/largura. Os neoplasmas foram classificados como malignos ou benignos após análise cito e/ou histopatológica e os resultados foram associados com as características ultrassonográficas. Verificou-se associação significativa (P<0.05) entre malignidade e ecogenicidade, ecotextura e invasividade em tecidos adjacentes, de forma que 84.6% dos neoplasmas hipoecogênicos, 76.9% das massas heterogêneas e 88.2% dos neoplasmas invasivos foram classificados como malignos. Entretanto, para todas essas associações, foram obtidos valores preditivos moderados, que podem ser decorrentes do baixo número experimental incluso neste estudo. Sendo assim, embora tenha sido observado que os neoplasmas hipoecogênicos, heterogêneos e invasivos tiveram maior propensão à malignidade, esses achados devem ser utilizados com cautela até novos trabalhos sejam desenvolvidos com maior número e variedade de neoplasmas cutâneos de cães.


Prevalence of canine atopic dermatitis at the Veterinary Hospital of the “Universidade Federal Rural da Amazônia” in Belém/Pará, Brazil

Abstract in English:

Canine atopic dermatitis (CAD) is a pruritic, chronic inflammatory disease, recurrent and genetically predisposed, which is the second most frequent allergic skin disorder, and ranks second among all the causes of pruritus in dogs worldwide. Given the absence of data on the occurrence of CAD in the northern region of Brazil, the aim of the current study was to conduct a survey to define the prevalence of canine atopic dermatitis attended at the Dermatology Department of the Mário Dias Teixeira Veterinary Hospital of the “Universidade Federal Rural da Amazônia” (HOVET-UFRA). To determine the prevalence of CAD, a retrospective survey was carried out of clinical records and results of dermatological examinations conducted at the Dermatology Department of HOVET-UFRA Belém, Pará from October 2018 to October 2019. During this period, 456 dogs were examined, of which 25.65% (117) were diagnosed with atopic dermatitis. Among the animals diagnosed, 62.4% (73) were females and 51.7% (29) were of the Shih-tzu breed. This level of atopic dermatitis is considered high. There are still no exact data on the incidence and prevalence of this dermatopathy, with described occurrence ranging from 3 to 15% of the canine population, a geographical relationship may be present. Although a sex-related predisposition has not been proven, a higher incidence of atopy in females is described, which indicated this may be the case. The most commonly diagnosed dogs in this study were the Shih-tzu breed. It is suspected that the regional popularity of some breeds, or the different genetic backgrounds in different geographical areas, may affect the predominance of CAD in some breeds. The results of the present study demonstrate the need for more research on the prevalence of canine atopic dermatitis, and better means of characterizing the population of atopic dogs in the region, so that it is possible to obtain a reliable epidemiological profile.

Abstract in Portuguese:

A dermatite atópica canina (DAC) é uma doença inflamatória crônica e pruriginosa recorrente e geneticamente predisposta, que se destaca como o segundo transtorno cutâneo alérgico mais frequente e ocupa o segundo lugar entre todas as causas de prurido em cães. Diante da ausência de dados da ocorrência de DAC na região Norte do Brasil, objetivou-se realizar um levantamento de dados para definir a prevalência de dermatite atópica canina atendida no Serviço de Dermatologia do Hospital Veterinário Mário Dias Teixeira da Universidade Federal Rural da Amazônia (HOVET-UFRA). Foi realizado um levantamento retrospectivo através dos registros clínicos e dos resultados de exames dermatológicos com base nos atendimentos dermatológicos no setor de Dermatologia do HOVET-UFRA Belém/Pará, de outubro de 2018 a outubro de 2019 para determinar a prevalência de DAC. Nesse período, foram atendidos 456 cães e destes, 25,65% (117) foram diagnosticados com dermatite atópica. Dentre os animais diagnosticados, 62,4% (73) eram fêmeas e 51,7% (29) eram da raça Shih-tzu. Neste estudo houve uma alta prevalência de cães com Dermatite atópica. Ainda não existem dados exatos sobre a incidência e a prevalência desta dermatopatia, com ocorrência descrita variando de 3 a 15% da população canina, podendo ter relação geográfica. Embora a predisposição sexual não tenha sido comprovada, descreve-se maior incidência de atopia em fêmeas, concordando com esta pesquisa. Os cães mais acometidos neste estudo foram da raça Shih-tzu. Suspeita-se que a popularidade regional de algumas raças ou os diferentes antecedentes genéticos em diferentes áreas geográficas afetam a predominância de algumas raças. Estes resultados mostraram que a prevalência de DAC em cães é a mais frequentemente diagnosticada no setor de Dermatologia do HOVET-UFRA, sendo mais prevalente em fêmeas e na raça Shih-tzu, podendo refletir um aspecto regional desta dermatopatia. Os resultados do presente estudo contribuíram para demonstrar a importância de mais pesquisas sobre a prevalência da Dermatite atópica canina e melhor caracterizar a população de cães atópicos na região, para que seja possível obter um perfil epidemiológico confiável.


Colégio Brasileiro de Patologia Animal SciELO Brasil CAPES CNPQ UNB UFRRJ CFMV