Resultado da pesquisa (2)

Termo utilizado na pesquisa sobrepeso

#1 - Insulin dysregulation in horses with induced obesity

Abstract in English:

Insulin deregulation (ID) is a central player in the pathophysiology of equine metabolic syndrome (EMS), which is associated with generalized and/or regional obesity. The objective of this experiment was to characterize the alterations in the hormonal profile in horses exposed to a hypercaloric diet. A total of nine Mangalarga Marchador adult horses with initial body condition score (BCS) of 2.9±1/9 (mean±SD) were submitted to a high calorie grain-rich diet for 5 months. The data was collected before the start of the experiment and every 15 days until the end of the experiment and glucose and insulin concentrations were measured in the plasma. Proxies G:I, RISQI, HOMA-IR and MIRG were calculated. The low‑dose oral glucose tolerance test (OGTT) was performed and the total area under the glucose (GTA) and insulin (ITA) curves at three different timepoints (before inducing obesity, after 90 days and after 150 days) was used. Analysis of variance of the results was performed considering the time effects and the means were compared with repeated measures by the Tukey’s test (P≤0.05). The ID was observed during the first 90 days of the experiment and was characterized as a decompensated ID, showing an increase of basal glucose and insulin plasma levels, changes in all proxies and a significant increase in GTA (P<0.001) and ITA (P<0.05). However, a clear compensation of the ID was evident after 150 days of experiment, which was supported by data from the insulin secretory response of β cells of the pancreas that showed an increase in insulin plasma levels, after fasting or exposure to gastric glucose, with a concomitant decrease in fasting glucose and fructosamine levels, and a decrease of GTA and marked increase of ITA (P<0.0001) in the dynamic test. These findings confirm the occurrence of hyperinsulinemia associated with insulin deregulation in Mangalarga Marchador horses exposed to hypercaloric diets.

Abstract in Portuguese:

A desregulação insulínica (DI) é o ponto central dos mecanismos fisiopatológicos da síndrome metabólica equina (SME), que é associada à obesidade generalizada e/ou regional. O objetivo deste experimento foi caracterizar as alterações no perfil hormonal em equinos submetidos à dieta hipercalórica. Foram utilizados nove equinos Mangalarga Marchador adultos com escore corporal (EC) médio (±DP) inicial de 2,9±1 (escala de 1-9) submetidos à dieta hipercalórica atingindo um EC de 8,3±1 após cinco meses. Os dados foram coletados antes do início do experimento e com o intervalo de 15 dias até o final do experimento, os valores plasmáticos foram obtidos para mensuração das concentrações de glicose e insulina. Foram calculados os proxies G:I, RISQI, HOMA-IR e o MIRG. Foi realizado o teste de baixa dose de glicose oral (TBDGO) utilizando a área total sob a curva de glicose (ATG) e insulina (ATI) em três momentos, antes da indução a obesidade, após 90 e 150 dias. Os resultados foram submetidos à análise de variância considerando-se os efeitos de tempo e as médias comparadas com medidas repetidas pelo teste de Tukey, com o valor P≤0,05. A DI foi observada nos primeiros 90 dias de experimento, se caracterizando como um quadro de DI descompensada, apresentando um aumento dos níveis plasmáticos basais de glicose e insulina, pelas alterações em todos os proxies e com um aumento significativo da ATG (P<0,001) e ATI (P<0,05). Contudo, ficou evidente uma compensação do quadro de DI após 150 dias de experimento, sendo demonstrado pelos dados da resposta secretória insulínica das células β do pâncreas, que se manifestaram pelo aumento dos níveis plasmáticos de insulina pós-jejum ou exposição à glicose gástrica com concomitante redução nos níveis de glicose e frutosamina pós-jejum e pela redução da ATG e pela marcada elevação de ATI (P<0,0001) no teste dinâmico. Tais achados comprovam a ocorrência de hiperinsulinemia associada à desregulação insulínica em equinos Mangalarga Marchador expostos a dietas à dieta hipercalórica.


#2 - Glucose and insulin curve in pregnant mares and its relationship with clinical and biometric features of newborn foals

Abstract in English:

The aim of the present study was to describe the dynamics of glucose and insulin curves in pregnant mares, and to evaluate the curves according to body condition score, identifying the presence of insulin resistance and correlating these values with the weight, height and clinical changes of the neonates. For this, pregnant mares were evaluated and then grouped according to body condition score during the gestation length until lactation. GrM corresponds to mares with moderate body score (BCS 5-6); GrOv were mares with overweight body score (BCS 7) and GrOb were obese mares (BCS 8-9). A two-step oral sugar test (OST) was used to determine the data. Cortisol analysis was performed with 300-320 days of gestation, at foaling and after parturition. For evaluation of the neonate, a general clinical examination and, weight and height measurements were performed. The results showed hyperglycemia in response to OST with normal insulin values at foaling with a subsequent fall in both values at lactation disregarding group division. Baseline glucose was decreased in GrM compared to GrOv and GrOb with 70-100 days of gestation and with 130-160 days of gestation. With 270-300 days of gestation and post-partum GrOb had increased baseline glucose than GrM. After OST, glucose at foaling day in GrOb presented increased values than GrM. Baseline insulin values did not differ between groups. Post OST insulin levels were higher in GrOb than GrM and GrOv at parturition. No difference in cortisol between moments was identified. GrOb and GrOv maintained increased concentrations after foaling while GrM had a decrease. No correlation was found between maternal glucose and insulin values with foal weight and height, however, a lower ratio between neonatal weight and mare’s weight in GrOb and GrOv was identified in relation to the GrM. At foaling, mares presented glucose dysregulation, with obese and overweight mares presenting a greater response to OST.

Abstract in Portuguese:

O objetivo do presente estudo foi descrever a dinâmica das curvas de glicose e insulina em éguas gestantes e avaliar as curvas de acordo com o escore de condição corporal, identificando a presença de resistência insulínica e correlacionando esses valores com o peso, altura e alterações clínicas dos neonatos. Para isso, as éguas prenhes foram avaliadas em conjunto e agrupadas de acordo com o escore de condição corporal durante a gestação até o pós-parto. GrM pertenciam éguas com escore corporal moderado (EC 5-6); GrOv, grupo de éguas com escore corporal acima do peso (EC 7) e GrOb, grupo de éguas obesas (EC 8-9). O teste de glicose oral em duas etapas (OST) foi usado para determinar os dados. A análise do cortisol também foi realizada nos 300-320 dias de gestação, no dia do parto e após o parto. Para avaliação do neonato, foram realizados exame clínico geral e medidas de peso e altura. Os resultados mostraram hiperglicemia em resposta ao OST com valores normais de insulina no momento parto, com uma queda subsequente em ambas as variáveis na lactação, desconsiderando a divisão do grupo. A glicemia basal diminuiu no GrM em comparação com GrOv e GrOb com 70-100 dias de gestação e com 130 160 dias de gestação. Com 270-300 dias de gestação e no pós-parto, o GrOb apresentou aumento na glicemia basal em relação ao GrM. Após OST, a glicose no dia do parto no GrOb apresentou valores aumentados em relação ao GrM. Os valores basais de insulina não diferiram entre os grupos. Após OST níveis de insulina foram maiores no GrOb do que GrM e GrOv no momento do parto. Não houve diferença nos valores de cortisol entre os momentos. O GrOb e GrOv mantiveram cortisol aumentado após o parto enquanto o GrM diminuiu. Não foi encontrada correlação entre os valores de glicemia e insulina materna com o peso e a altura do potro, entretanto, foi identificada uma relação menor entre o peso neonatal e o peso da égua no GrOb e GrOv em relação ao GrM. No parto, as éguas apresentaram desregulação da glicose, sendo que as éguas obesas e com sobrepeso apresentaram uma resposta maior ao OST.


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