Resultado da pesquisa (9)

Termo utilizado na pesquisa protection

#1 - Pathogenic potential of Brucella ovis field isolates with different genotypic profile and protection provided by the vaccine strain B. ovis ΔabcBA against B. ovis field isolates in mice

Abstract in English:

Brucella ovis causes economic and reproductive losses in sheep herds. The goal of this study was to characterize infection with B. ovis field isolates in a murine model, and to evaluate protection induced by the candidate vaccine strain B. ovis ΔabcBA in mice challenged with these field isolates. B. ovis field strains were able to colonize and cause lesions in the liver and spleen of infected mice. After an initial screening, two strains were selected for further characterization (B. ovis 94 AV and B. ovis 266 L). Both strains had in vitro growth kinetics that was similar to that of the reference strain B. ovis ATCC 25840. Vaccination with B. ovis ΔabcBA encapsulated with 1% alginate was protective against the challenge with field strains, with the following protection indexes: 0.751, 1.736, and 2.746, for mice challenged with B. ovis ATCC25840, B. ovis 94 AV, and B. ovis 266 L, respectively. In conclusion, these results demonstrated that B. ovis field strains were capable of infecting and inducing lesions in experimentally infected mice. The attenuated vaccine strain B. ovis ΔabcBA induced protection in mice challenged with different B. ovis field isolates, resulting in higher protection indexes against more pathogenic strains.

Abstract in Portuguese:

Brucella ovis é responsável por perdas econômicas e reprodutivas em rebanhos ovinos. O objetivo deste trabalho foi caracterizar a infecção com as cepas isoladas de campo de B. ovis em modelo murino e avaliar a eficiência vacinal da mutante B. ovis ΔabcAB para proteção contra desafio com as cepas isoladas de campo. Foram utilizadas sete cepas isoladas de campo foram capazes de colonizar e provocar lesões no fígado e no baço de camundongos após sete dias pós-infecção. Após triagem, duas cepas foram selecionadas para a melhor caracterização (B. ovis 94 AV and B. ovis 266L). Ambas apresentaram crescimento em placa de cultivo semelhante ao da cepa de referência B. ovis ATCC 25840. A vacinação com a cepa de Brucella ovis ΔabcBA encapsulada com alginato a 1% foi capaz de proteger camundongos desafiados com as cepas isoladas de campo, com os seguintes índices de proteção: 0,751, 1,736 e 2,746, para camundongos desafiados com B. ovis ATCC 25840, B. ovis 94 AV e B. ovis 266 L, respectivamente. Estes resultados demonstraram que as cepas isoladas de campo de B. ovis são capazes de infectar e induzir lesão em camundongos experimentalmente infectados. O uso da cepa mutante atenuada B. ovis ΔabcBA para vacinação de fêmeas C57BL/6 desafiados com diferentes cepas de B. ovis induziu proteção nos camundongos desafiados com diferentes cepas de B. ovis. Deste modo, mostrando-se eficiente na proteção das cepas de campo de B. ovis.


#2 - Hepatoprotective and antineoplastic potencial of red propolis produced by the bees Apis mellifera in the semiarid of Rio Grande do Norte, Brazil

Abstract in English:

The objective of this study was to evaluate the hepatoprotective effect of the honey bee Apis mellifera ethanolic extract of the red propolis, obtained in four municipalities of the Rio Grande do Norte semi-arid region, through an in vitro evaluation of the antineoplastic potential in human hepatic carcinoma (HepG2) and normal cell lines (L929), and from the comet assay in hepatic cell lines (ZF-L hepatocytes) to evaluate the genoprotective potential of the extract. The hepatoprotective effect was also evaluated in vivo by the induction of chronic experimental hepatic lesions in rodents (Rattus norvegicus Berkenhout, 1769), Wistar line, by intraperitoneal administration of thioacetamide (TAA) at the dose of 0.2g/kg. The animals were distributed in the following experimental groups: G1 (control), G2 (treated with 500mg/kg ethanolic extract of propolis), G3 (treated with 500mg/kg of ethanolic extract and TAA) and G4 (treated with TAA). All rats were submitted to serum biochemical, macroscopic, histological and stereological biochemical exams of the liver. It was verified the genoprotective effect of red propolis since the mean damages promoted to DNA in cells tested with the extract were significantly lower than the mean of the positive control damage (hydrogen peroxide). The red propolis extract did not present cytotoxic activity to the tumor cells of human liver cancer, as well as to normal ones. The absence of cytotoxicity in normal cells may indicate safety in the use of the propolis extract. The results of the serum biochemical evaluation showed that the serum levels of the aminotransferase enzymes (AST) did not differ significantly between G1, G2 and G3 when compared to each other. G4 showed significant increase in levels compared to the other groups, indicating that the administration of the extract did not cause liver toxicity, as well as exerted hepatoprotective effect against the hepatic damage induced by TAA. The G3 and G4 animals developed cirrhosis, but in G3 the livers were characterized by the presence of small regenerative nodules and level with the surface of the organ, whereas in G4 the livers showed large regenerative nodules. The livers of the G1 and G2 animals presented normal histological appearance, whereas the livers of the G3 animals showed regenerative nodules surrounded by thin septa of connective tissue, and in G4 the regenerative nodules were surrounded by thick septa fibrous connective tissue. The analysis of the hepatic tissues by means of stereology showed that there was no statistical difference between the percentage of hepatocytes, sinusoids, and collagens in G1 and G2. In G3 the percentage of hepatocytes, sinusoids, and collagen did not differ significantly from the other groups. It was concluded that the ethanolic extract of the red propolis exerted a hepatoprotective effect, because it promoted in vitro reduction of the damage to the DNA of liver cells, antineoplastic activity in human hepatocellular carcinoma cell line (HepG2) and did not exert cytotoxic effect in normal cells or was able to reduce liver enzyme activity and the severity of cirrhosis induced by TAA in vivo.

Abstract in Portuguese:

Este estudo objetivou avaliar o efeito hepatoprotetor do extrato etanólico da própolis vermelha da abelha Apis mellifera, obtido em quatro municípios do semiárido do Rio Grande do Norte, mediante avaliação in vitro do potencial antineoplásico em linhagens de células de carcinoma hepático humano (HepG2) e em linhagens de células normais (L929), além do ensaio cometa em linhagens de células hepáticas (hepatócitos ZF L) para avaliar o potencial genoprotetor do extrato. O efeito hepatoprotetor também foi avaliado in vivo através da indução de lesões hepática experimental crônica em roedores da espécie Rattus norvegicus (Berkenhout, 1769), linhagem Wistar, pela administração intraperitoneal de tioacetamida (TAA) na dose de 0,2g/kg. Os animais foram distribuídos nos seguintes grupos experimentais: G1 (controle), G2 (tratados com 500mg/kg de extrato etanólico da própolis), G3 (tratados com 500mg/kg de extrato etanólico e TAA) e G4 (tratados com TAA). Todos os ratos foram submetidos aos exames bioquímico sérico, anatomopatológico macroscópico, histológico e esteriológico do fígado. Foi constatado o efeito genoprotetor da própolis vermelha uma vez que as médias dos danos promovidos ao DNA em células testadas com o extrato foram significativamente inferiores à média dos danos do controle positivo (peróxido de hidrogênio). O extrato da própolis vermelha não apresentou atividade citotóxica para células tumorais de câncer de fígado humano, bem como para normais. A ausência de citotoxicidade em células normais, tal como constatado, pode indicar segurança no uso do extrato da própolis. Os resultados da avaliação bioquímica sérica demonstraram que os níveis séricos das enzimas aminotransferase (AST) não diferiram significativamente entre G1, G2 e G3, quando comparadas entre si. No G4 houve aumento significativo dos níveis em relação aos demais grupos, indicando que a administração do extrato não causou toxicidade hepática, bem como exerceu efeito hepatoprotetor frente ao dano hepático induzido pela TAA. Os animais dos G3 e G4 desenvolveram cirrose, porém no G3 os fígados caracterizaram-se pela presença de pequenos nódulos regenerativos e nivelados com a superfície do órgão, enquanto que no G4 os fígados apresentaram grandes nódulos regenerativos. Os fígados dos animais G1 e G2 apresentaram aspecto histológico normal, enquanto que os fígados dos animais do G3 apresentaram nódulos regenerativos circundados por finos septos de tecido conjuntivo, e nos do G4 os nódulos regenerativos foram circundados por espessos septos de tecido conjuntivo fibroso. A análise dos tecidos hepáticos por meio de estereologia mostrou que não houve diferença estatística entre o percentual de hepatócitos, sinusoides e colágenos nos G1 e G2. No G3 o percentual de hepatócitos, sinusoides e colágeno não diferiu significativamente dos demais grupos. Concluiu-se que o extrato etanólico da própolis vermelha exerceu efeito genoprotetor, por promover in vitro redução do dano ao DNA de células hepáticas, atividade antineoplásica em linhagem celular de carcinoma hepatocelular humano (HepG2) e não exerceu efeito citotóxico em células normais ou efeito hepatoprotetor in vivo com diminuição da gravidade da cirrose induzida por TAA.


#3 - Brazilian avian metapneumovirus subtypes A and B: experimental infection of broilers and evaluation of vaccine efficacy, 32(12):1257-1262

Abstract in English:

ABSTRACT.- Santos M.B., Martini M.C., Ferreira H.L., Silva L.H.A., Fellipe P.A., Spilki F.R. & Arns C.W. 2012. Brazilian avian metapneumovirus subtypes A and B: experimental infection of broilers and evaluation of vaccine efficacy. Pesquisa Veterinária Brasileira 32(12):1257-1262. Laboratório de Virologia, Instituto de Biologia, Universidade Estadual de Campinas, Rua Monteiro Lobato s/n, Cx. Postal 6109, Campinas, SP 13083-970, Brazil. E-mail: arns@unicamp.br Avian metapneumovirus (aMPV) is a respiratory pathogen associated with the swollen head syndrome (SHS) in chickens. In Brazil, live aMPV vaccines are currently used, but subtypes A and, mainly subtype B (aMPV/A and aMPV/B) are still circulating. This study was conducted to characterize two Brazilian aMPV isolates (A and B subtypes) of chicken origin. A challenge trial to explore the replication ability of the Brazilian subtypes A and B in chickens was performed. Subsequently, virological protection provided from an aMPV/B vaccine against the same isolates was analyzed. Upon challenge experiment, it was shown by virus isolation and real time PCR that aMPV/B could be detected longer and in higher amounts than aMPV/A. For the protection study, 18 one-day-old chicks were vaccinated and challenged at 21 days of age. Using virus isolation and real time PCR, no aMPV/A was detected in the vaccinated chickens, whereas one vaccinated chicken challenged with the aMPV/B isolate was positive. The results showed that aMPV/B vaccine provided a complete heterologous virological protection, although homologous protection was not complete in one chicken. Although only one aMPV/B positive chicken was detected after homologous vaccination, replication in vaccinated animals might allow the emergence of escape mutants.

Abstract in Portuguese:

RESUMO.- Santos M.B., Martini M.C., Ferreira H.L., Silva L.H.A., Fellipe P.A., Spilki F.R. & Arns C.W. 2012. Brazilian avian metapneumovirus subtypes A and B: experimental infection of broilers and evaluation of vaccine efficacy. Pesquisa Veterinária Brasileira 32(12):1257-1262. Laboratório de Virologia, Instituto de Biologia, Universidade Estadual de Campinas, Rua Monteiro Lobato s/n, Cx. Postal 6109, Campinas, SP 13083-970, Brazil. E-mail: arns@unicamp.br O Metapneumovírus aviário (aMPV) é um patógeno respiratório associado à síndrome da cabeça inchada (SHS) em galinhas. Apesar de vacinas vivas contra o aMPV serem utilizadas no Brasil, os subtipos A e B (aMPV/A e aMPV/B) são ainda encontrados no país, com predominância do subtipo B. Este estudo foi conduzido com o intuito de estudar dois isolados brasileiros de aMPV (subtipos A e B) isolados de frango. Para isto, um desafio experimental em frangos foi conduzido com o intuito de explorar a capacidade de replicação dos subtipos A e B Brasileiros. Posteriormente, a protecção virológica conferida por uma vacina do subtipo B em pintos foi realizada com os mesmos isolados. Após o desafio experimental demonstrou-se, por isolamento viral e PCR em tempo real, que o isolado do subtipo B replicou por maior período de tempo e em quantidades maiores, em comparação com o subtipo A. Para o estudo de proteção, 18 pintos de um dia de idade foram vacinados e desafiados aos 21 dias. Usando isolamento viral e PCR em tempo real, em nenhuma ave vacinada e desafiada com aMPV/A foi detectado o vírus, ao passo que uma ave vacinada e desafiada com o aMPV/B foi positiva. Os resultados mostraram que a vacina do subtipo B forneceu protecção heteróloga completa, embora a protecção homóloga não tenha sido conferida em uma ave. Apesar de o aMPV/B ter sido detectado em apenas um frango após vacinação homóloga, a replicação viral em aves vacinadas pode resultar em emergência de mutantes de escape.


#4 - Experimental vaccine produced in tissue culture confers partial protection against contagious ecthyma in sheep, 32(1):11-16

Abstract in English:

ABSTRACT.- Schmidt C., Cargnelutti J.F., Martins M., Weiblen R. & Flores E.F. 2012. [Experimental vaccine produced in tissue culture confers partial protection against contagious ecthyma in sheep.] Vacina experimental produzida em cultivo celular confere proteção parcial contra o ectima contagioso em ovinos. Pesquisa Veterinária Brasileira 32(1):11-16. Setor de Virologia, Departamento de Medicina Veterinária Preventiva, Centro de Ciências Rurais, Universidade Federal de Santa Maria, Av. Roraima 1000, Camobi, Santa Maria, RS 97105-900, Brazil. E-mail: eduardofurtadoflores@gmail.com Contagious ecthyma, also known as orf, is a debilitating disease of sheep and goats caused by the parapoxvirus, orf virus (ORFV). Vaccination has been used with relative success to reduce the losses caused by the disease, yet the current vaccines contain virulent virus, are empirically produced through skin scarification of live lambs, and present questionable efficacy. Therefore, the present study aimed at developing and testing an experimental ORFV vaccine produced in tissue culture. The ORFV strain IA-82 was submitted to 21 passages in BHK-21 cells and then used to immunize lambs (n=30) through skin scarification of the internal face of the hind limb. Vaccination produced localized pustules and scabs lesions in 16 out of 30 animals, indicating an adequate replication of the vaccine virus. Ninety days after vaccination, vaccinated (n=16) and control lambs (n=16) were inoculated with a virulent ORFV strain (106,9TCID50/ml) in the labial commissure. Vaccinated and control lambs developed typical orf lesions, characterized by hyperemia, vesicles, pustules and scab formation. Nonetheless, vaccinated animals developed milder lesions compared to controls and the clinical scores were significantly lower (p<0.05) between days 10 and 22 post-challenge. In addition, the mean duration of clinical disease was significantly reduced in vaccinated animals (p<0.05). Furthermore, vaccinated animals excreted much less virus (p<0.05) and for a significantly shorter period of time than did the controls (13 days versus 22 days, p<0.001). These results demonstrate partial protection by the experimental vaccine and, upon improvement of immunization and protection indices, are promising towards the use of tissue culture-based ORFV vaccines.

Abstract in Portuguese:

RESUMO.- Schmidt C., Cargnelutti J.F., Martins M., Weiblen R. & Flores E.F. 2012. [Experimental vaccine produced in tissue culture confers partial protection against contagious ecthyma in sheep.] Vacina experimental produzida em cultivo celular confere proteção parcial contra o ectima contagioso em ovinos. Pesquisa Veterinária Brasileira 32(1):11-16. Setor de Virologia, Departamento de Medicina Veterinária Preventiva, Centro de Ciências Rurais, Universidade Federal de Santa Maria, Av. Roraima 1000, Camobi, Santa Maria, RS 97105-900, Brazil. E-mail: eduardofurtadoflores@gmail.com O ectima contagioso (também conhecido como orf), é uma doença debilitante de ovinos e caprinos causada pelo vírus do orf (ORFV). A vacinação tem sido usada com relativo sucesso no controle da doença. No entanto, as vacinas atuais contêm amostras virulentas do agente, são produzidas por escarificação cutânea de animais, e apresentam eficácia questionável. Assim, o presente trabalho teve como objetivo produzir e testar a eficácia de uma vacina experimental produzida em cultivo celular. A cepa IA-82 do ORFV foi submetida a 21 passagens em cultivo de células BHK-21 e usada para vacinar ovinos jovens (n=30), por escarificação cutânea na face interna da coxa. A vacinação produziu pústulas e crostas em 16 dos 30 ovinos vacinados, indicando imunização adequada. Noventa dias após a vacinação, ovinos vacinados (n=16) e controles (n=16) foram inoculados com uma cepa virulenta do ORFV (106,9DICC50/mL) após escarificação na comissura labial. Todos os animais desenvolveram lesões típicas de ectima, incluindo hiperemia, vesículas, pústulas e crostas. No entanto, os animais vacinados desenvolveram lesões mais leves e passageiras do que os controles, e os escores clínicos foram estatisticamente diferentes (p<0,05) entre os dias 10 e 22 pós-desafio. Além disso, o tempo de duração da doença foi significativamente inferior (p<0,05) nos animais vacinados. Os animais vacinados também excretaram menor quantidade de vírus (p<0,05) e por um período significativamente mais curto do que os controles (13 dias versus 22 dias, p<0,001). Esses resultados demonstram a proteção parcial conferida pela vacina experimental e, dependendo da melhoria dos índices de imunização e proteção, são promissores no sentido da utilização de vacinas contra o ORFV produzidas em cultivo celular.


#5 - Genital immunization of heifers with a glycoprotein E-deleted, recombinant bovine herpesvirus 1 strain confers protection upon challenge with a virulent isolate, 30(1):42-50

Abstract in English:

ABSTRACT.- Weiss M., Vogel F.S.F., Martins M., Weiblen R., Roehe P.M., Franco A.C. & Flores E.F. 2010. Genital immunization of heifers with a glycoprotein E-deleted, recombinant bovine herpesvirus 1 strain confers protection upon challenge with a virulent isolate. Pesquisa Veterinária Brasileira 30(1):42-50. Departamento de Medicina Veterinária Preventiva, Universidade Federal de Santa Maria, 97105-900 Santa Maria, RS, Brazil. E-mail: eduardofurtadoflores@gmail.com Venereal infection of seronegative heifers and cows with bovine herpesvirus type 1.2 (BoHV-1.2) frequently results in vulvovaginitis and transient infertility. Parenteral immunization with inactivated or modified live BoHV-1 vaccines often fails in conferring protection upon genital challenge. We herein report an evaluation of the immune response and protection conferred by genital vaccination of heifers with a glycoprotein E-deleted recombinant virus (SV265gE-). A group of six seronegative heifers was vaccinated with SV265gE- (0,2mL containing 106.9TCID50) in the vulva submucosa (group IV); four heifers were vaccinated intramuscularly (group IM, 1mL containing 107.6TCID50) and four heifers remained as non-vaccinated controls. Heifers vaccinated IV developed mild, transient local edema and hyperemia and shed low amounts of virus for a few days after vaccination, yet a sentinel heifer maintained in close contact did not seroconvert. Attempts to reactivate the vaccine virus in two IV vaccinated heifers by intravenous administration of dexamethasone (0.5mg/kg) at day 70 pv failed since no virus shedding, recrudescence of genital signs or seroconversion were observed. At day 70 pv, all vaccinated and control heifers were challenged by genital inoculation of a highly virulent BoHV-1.2 isolate (SV-56/90, 107.1TCID50/animal). After challenge, virus shedding was detected in genital secretions of control animals for 8.2 days (8-9); in the IM group for 6.2 days (4-8 days) and during 5.2 days (5-6 days) in the IV group. Control non-vaccinated heifers developed moderate (2/4) or severe (2/4) vulvovaginitis lasting 9 to 13 days (x: 10.7 days). The disease was characterized by vulvar edema, vulvo-vestibular congestion, vesicles progressing to coalescence and erosions, fibrino-necrotic plaques and fibrinopurulent exudate. IM vaccinated heifers developed mild (1/3) or moderate (3/4) genital lesions, lasting 10 to 12 days (x: 10.7 days); and IV vaccinated heifers developed mild and transient vulvovaginitis (3/4) or mild to moderate genital lesions (1/4). In the IV group, the clinical signs lasted 4 to 8 days (x: 5.5 days). Clinical examination of the animals after challenge revealed that vaccination by both routes conferred some degree of protection, yet IV vaccination was clearly more effective in reducing the severity and duration of clinical disease. Furthermore, IV vaccination reduced the period of virus shedding in comparison with both groups. Taken together, these results demonstrate that SV265gE- is sufficiently attenuated upon IV vaccination in a low-titer dosis, is not readily reactivated after corticosteroid treatment and lastly, and more importantly, confers local protection upon challenge with a high titer of a virulent heterologous BoHV-1 isolate. Therefore, the use of this recombinant for genital immunization may be considered for prevention of BoHV-1-associated genital disease in the field.

Abstract in Portuguese:

RESUMO.- Weiss M., Vogel F.S.F., Martins M., Weiblen R., Roehe P.M., Franco A.C. & Flores E.F. 2010. Genital immunization of heifers with a glycoprotein E-deleted, recombinant bovine herpesvirus 1 strain confers protection upon challenge with a virulent isolate. [Imunização genital de bezerras com uma cepa recombinante do herpesvírus bovino tipo 1 defectiva na glicoproteína E confere proteção frente a desafio com um isolado virulento.] Pesquisa Veterinária Brasileira 30(1):42-50. Departamento de Medicina Veterinária Preventiva, Universidade Federal de Santa Maria, 97105-900 Santa Maria, RS, Brazil. E-mail: eduardofurtadoflores@gmail.com A infecção genital de novilhas ou vacas soronegativas pelo herpesvírus bovino tipo 1.2 (BoHV-1.2) pode resultar em vulvovaginite e infertilidade temporária. As vacinas atenuadas ou inativadas administradas pela via parenteral freqüentemente conferem proteção incompleta frente a desafio pela via genital. Este estudo relata uma avaliação da resposta imunológica e proteção conferida pela vacinação genital de bezerras soronegativas com uma cepa recombinante do BoHV-1 defectiva na glicoproteína E (SV265gE-). Um grupo de seis bezerras foi vacinado com a cepa SV265gE- (0,2mL contendo 106,9TCID50) na submucosa da vulva (grupo IV); quatro bezerras foram vacinadas pela via intramuscular (IM; dose 107,6TCID50) e quatro bezerras permaneceram como controles não-vacinadas. As bezerras vacinadas pela via IV apresentaram edema e hiperemia leve e transitório na vulva e excretaram vírus em títulos baixos por alguns dias após a vacinação, porém uma bezerra soronegativa mantida em contato não soroconverteu. Administração de dexametasona pela via intravenosa no dia 70pv (0,5mg/kg) em duas bezerras vacinadas pela via IV não resultou em excreção viral, recrudescência clínica ou soroconversão. No dia 70pv, as bezerras vacinadas e as controle foram desafiadas pela inoculação genital da cepa de BoHV-1.2 altamente virulenta SV-56/90 (107.1TCID50/animal). Após o desafio, excreção viral nas secreções genitais das bezerras controle foi detectada por 8,2 dias (8-9); no grupo IM durante 6,2 dias (4-8 dias) e durante 5,2 dias (5-6) nas bezerras do grupo IN. As bezerras do grupo controle desenvolveram vulvo-vaginite moderada (2/4) a severa (2/4) que duraram entre 9 e 13 dias (x: 10,7 dias). A doença se caracterizou por edema vulvar, congestão vulvo-vestibular, formação de vesículas/pústulas que coalesceram, erosões, placas fibrino-necróticas e exsudato fibrino-purulento. As bezerras do grupo IM desenvolveram lesões genitais leves (1/3) a moderadas (3/4), com duração de 10 a 12 dias (x: 10,7 dias). No grupo IV, as bezerras desenvolveram vulvovaginite leve e transitória (3/4) ou lesões moderadas (1/4), com duração de 4 a 8 dias (x: 5,5 dias). O exame clínico desses animais após o desafio demonstrou que a vacinação, independentemente da via de administração, conferiu proteção e que, a vacinação IV mostrou-se mais efetiva na redução da severidade e duração da doença clínica. A vacinação IV também determinou uma redução significativa no período de excreção viral após desafio, em comparação com os grupos controle e IM. Esses resultados demonstram que a cepa SV265gE- administrada pela via IV confere proteção satisfatória frente a desafio local com um isolado heterólogo de BoHV-1 altamente virulento. Além disso, a cepa vacinal é atenuada para vacinação IV em baixos títulos e não é reativada facilmente após administração de dexametasona. Assim, a utilização da cepa recombinante para imunização genital pode se constituir em alternativa para prevenir a infecção e doença reprodutiva associada com o BoHV-1.


#6 - Proteção fetal contra o vírus da diarréia viral bovina (BVDV) em vacas prenhes previamente imunizadas com uma vacina experimental atenuada, p.461-470

Abstract in English:

ABSTRACT.- Arenhart S., Silva L.F., Henzel A., Ferreira R., Weiblen R. & Flores E.F. 2008. [Fetal protection against bovine viral diarrhea virus (BVDV) in pregnant cows previously immunized with an experimental attenuated vaccine.] Proteção fetal contra o vírus da diarréia viral bovina (BVDV) em vacas prenhes previamente imunizadas com uma vacina experimental atenuada. Pesquisa Veterinária Brasileira 28(10):461-470. Departamento de Medicina Veterinária, Centro de Ciências Rurais, Universidade Federal de Santa Maria, 97105-900, Santa Maria, RS, Brazil. E-mail: flores@ccr.ufsm.br This paper reports the antibody response and fetal protection in pregnant cows conferred by an experimental vaccine containing two attenuated strains of bovine viral diarrhea virus (BVDV-1 and BVDV-2). Cows (n=19) were vaccinated twice, with a 34-days-interval, with the experimental vaccine and together with non-vaccinated controls (n=18), were mated and challenged between days 60 and 90 of gestation by intranasal inoculation of four heterologous BVDV-1 and BVDV-2 isolates. The antibody response was evaluated by serum-neutralization tests performed at different intervals after vaccination (days 34, 78 and 138 post-vaccination [pv]). Fetal protection was monitored by ultrassonographic and clinical examination of the dams and fetuses during the rest of gestation; and through virological and serological examination of pre-colostral blood obtained from aborted and/or recently born fetuses/calves. At the day of challenge (day 138 pv), all vaccinated cows had neutralizing antibodies in high titers against BVDV-1 (1,280- ³10,240), and with one exception (titer 20), presented moderate to high titers to BVDV-2 (80-1,280). At the end of the monitoring, only three out of 18 control cows (16.6%) delivered healthy, virus-free calves. Fifteen non-vaccinated cows (83.3%) presented signs of fetal infection and/or had reproductive losses. Seven of these cows (38.8%) delivered virus-positive calves; five were healthy and survived (27.7%); two were premature or weak and lasted three and 15 days, respectively. The other eight cows (44.4%) aborted between day 30 post-challenge and the parturition; or delivered premature or stillbirth calves. In contrast, 17 out of 19 (89.4%) vaccinated cows delivery virus-free, healthy calves. One vaccinated cow aborted around day 130 post-challenge, yet this fetus could not be examined for the presence of virus. Another cow delivered a virus-positive calf (5.2%). In summary, the experimental vaccine induced adequate antibody titers in most animals and the immunological response induced by vaccination was able to prevent fetal infection and reproductive losses upon challenge with a pool of heterologous BVDV isolates. Hence, this experimental vaccine may be an attractive alternative for the prevention of reproductive losses associated with BVDV infection.

Abstract in Portuguese:

ABSTRACT.- Arenhart S., Silva L.F., Henzel A., Ferreira R., Weiblen R. & Flores E.F. 2008. [Fetal protection against bovine viral diarrhea virus (BVDV) in pregnant cows previously immunized with an experimental attenuated vaccine.] Proteção fetal contra o vírus da diarréia viral bovina (BVDV) em vacas prenhes previamente imunizadas com uma vacina experimental atenuada. Pesquisa Veterinária Brasileira 28(10):461-470. Departamento de Medicina Veterinária, Centro de Ciências Rurais, Universidade Federal de Santa Maria, 97105-900, Santa Maria, RS, Brazil. E-mail: flores@ccr.ufsm.br This paper reports the antibody response and fetal protection in pregnant cows conferred by an experimental vaccine containing two attenuated strains of bovine viral diarrhea virus (BVDV-1 and BVDV-2). Cows (n=19) were vaccinated twice, with a 34-days-interval, with the experimental vaccine and together with non-vaccinated controls (n=18), were mated and challenged between days 60 and 90 of gestation by intranasal inoculation of four heterologous BVDV-1 and BVDV-2 isolates. The antibody response was evaluated by serum-neutralization tests performed at different intervals after vaccination (days 34, 78 and 138 post-vaccination [pv]). Fetal protection was monitored by ultrassonographic and clinical examination of the dams and fetuses during the rest of gestation; and through virological and serological examination of pre-colostral blood obtained from aborted and/or recently born fetuses/calves. At the day of challenge (day 138 pv), all vaccinated cows had neutralizing antibodies in high titers against BVDV-1 (1,280- ³10,240), and with one exception (titer 20), presented moderate to high titers to BVDV-2 (80-1,280). At the end of the monitoring, only three out of 18 control cows (16.6%) delivered healthy, virus-free calves. Fifteen non-vaccinated cows (83.3%) presented signs of fetal infection and/or had reproductive losses. Seven of these cows (38.8%) delivered virus-positive calves; five were healthy and survived (27.7%); two were premature or weak and lasted three and 15 days, respectively. The other eight cows (44.4%) aborted between day 30 post-challenge and the parturition; or delivered premature or stillbirth calves. In contrast, 17 out of 19 (89.4%) vaccinated cows delivery virus-free, healthy calves. One vaccinated cow aborted around day 130 post-challenge, yet this fetus could not be examined for the presence of virus. Another cow delivered a virus-positive calf (5.2%). In summary, the experimental vaccine induced adequate antibody titers in most animals and the immunological response induced by vaccination was able to prevent fetal infection and reproductive losses upon challenge with a pool of heterologous BVDV isolates. Hence, this experimental vaccine may be an attractive alternative for the prevention of reproductive losses associated with BVDV infection.


#7 - A Brazilian glycoprotein E-negative bovine herpesvirus type 1.2a (BHV-1.2a) mutant is attenuated for cattle and induces protection against wild-type virus challenge, 22(4):135-140

Abstract in English:

ABSTRACT.- Franco A.C., Spilki F.R., Esteves P.A., Lima M., Weiblen R., Flores E.F., Rijsewijk F.A.M. & Roehe P.M. 2002. A Brazilian glycoprotein E-negative bovine herpesvirus type 1.2a (BHV-1.2a) mutant is attenuated for cattle and induces protection against wild-type virus challenge. Pesquisa Veterinária Brasileira 22(4):135-140. [Um mutante gE-negativo de herpesvírus bovino tipo 1.2a é atenuado para bovinos e induz proteção frente ao desafio com vírus de campo.] Centro de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor, Fepagro-Saúde Animal, Cx. Postal 2076, Porto Alegre, RS 90001-970, Brazil. E-mail: proehe@ufrgs.br The authors previously reported the construction of a glycoprotein E-deleted (gE·) mutante of bovine herpesvirus type 1.2a (BHV-1.2a). This mutant, 265gE·, was designed as a vacinal strain for differential vaccines, allowing the distinction between vaccinated and naturally infected cattle. In order to determine the safety and efficacy of this candidate vaccine virus, a group of calves was inoculated with 265gE·. The virus was detected in secretions of inoculated calves to lower titres and for a shorter period than the parental virus inoculated in control calves. Twenty one days after inoculation, the calves were challenged with the wild type parental virus. Only mild signs of infection were detected on vaccinated calves, whereas nonvaccinated controls displayed intense rhinotracheitis and shed virus for longer and to higher titres than vaccinated calves. Six months after vaccination, both vaccinated and control groups were subjected to reactivation of potentially latent virus. The mutant 265gE· could not be reactivated from vaccinated calves. The clinical signs observed, following the reactivation of the parental virus, were again much milder on vaccinated than on non-vaccinated calves. Moreover, parental vírus shedding was considerably reduced on vaccinated calves at reactivation. In view of its attenuation, immunogenicity and protective effect upon challenge and reactivation with a virulent BHV-1, the mutant 265gE· was shown to be suitable for use as a BHV-1 differential vaccine vírus.

Abstract in Portuguese:

RESUMO.- Franco A.C., Spilki F.R., Esteves P.A., Lima M., Weiblen R., Flores E.F., Rijsewijk F.A.M. & Roehe P.M. 2002. A Brazilian glycoprotein E-negative bovine herpesvirus type 1.2a (BHV-1.2a) mutant is attenuated for cattle and induces protection against wild-type virus challenge. Pesquisa Veterinária Brasileira 22(4):135-140. [Um mutante gE-negativo de herpesvírus bovino tipo 1.2a é atenuado para bovinos e induz proteção frente ao desafio com vírus de campo.] Centro de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor, Fepagro-Saúde Animal, Cx. Postal 2076, Porto Alegre, RS 90001-970, Brazil. E-mail: proehe@ufrgs.br Em estudo prévio os autores reportaram a construção de um mutante do Vírus da Rinotraqueíte Infecciosa Bovina (IBR) ou Herpesvírus Bovino tipo 1.2a (BHV-1.2a), do qual foi deletado o gene que codifica a glicoproteina E. Esse mutante (265gE-) foi construído a partir de uma amostra autóctone do vírus, tendo como objetivo seu uso como amostra vacinai em vacinas diferenciais, capazes de permitir a diferenciação entre animais vacinados e infectados com vírus de campo. Para determinar a atenuação e eficácia do 265gE· como imunógeno, bezerros foram inoculados por via intranasal com 106,9 DICC50 do mesmo. O vírus foi detectado em secreções dos animais inoculados em títulos mais baixos e por um período mais curto do que a amostra virulenta parental, inoculada em animais controle. Vinte e um dias após, os animais inoculados com o vírus mutante foram desafiados com a amostra parental, apresentando somente sinais leves de infecção. Os animais controle apresentaram intensa rinotraqueíte e excretaram vírus em títulos mais elevados e por mais tempo do que os vacinados. Seis meses após a vacinação, foi examinada a capacidade de reativação da infecção nos bezerros, através da administração de corticosteróides. O mutante 265gE- não foi reativado dos animais vàcinados. Os sinais clínicos consequentes à reativação do vírus parental foram muito atenuados nos animais vacinados, em comparação com os não vacinados. Além disso, a excreção de vírus de campo foi consideravelmente reduzida nestes últimos. Em vista de sua atenuação, imunogenicidade e efeito protetivo frente ao desafio com uma amostra virulenta de BHV-1 e subseqüente reativação, o mutante 265gE- demonstrou apresentar grande potencial para ser utilizado como vírus vacinai em vacinas diferenciais contra o BHV-1.


#8 - Fetal protection against challenge with bovine viral diarrhea vírus (BVDV) in pregnant ewes immunized with two strains experimentally attenuated, 22(2):64-72

Abstract in English:

ABSTRACT.- Brum M.C.S., Weiblen R., Flores E.F, Tobias F.L., Pituco E.M. & Winkelmann E.R. 2002. [Fetal protection against challenge with bovine viral diarrhea vírus (BVDV) in pregnant ewes immunized with two strains experimentally attenuated.] Proteção fetal frente a desafio com o vírus da Diarréia Viral Bovina (BVDV) em ovelhas prenhes imunizadas com duas amostras de vírus atenuadas experimentalmente. Pesquisa Veterinária Brasileira 22(2):64-72. Depto Medicina Veterinária Preventiva, Centro de Ciências Rurais, Universidade Federal de Santa Maria (DMVP/CCR/UFSM), Santa Maria, RS 97105-900, Brazil. E-mail: flores@ccr.ufsm.br Two isolates of bovine viral diarrhea virus (BVDV) submitted to multiple passages in tissue culture associated with ultraviolet irradiation were evaluated as vaccine virus candidates. The attenuation of the modified viruses was assessed in calves and in pregnant ewes. Intramuscular inoculation of the viruses in four seronegative calves produced only a mil d and transient rise in body temperature, followed by the production of high titers of neutralizing antibodies. The viruses were not detected in nasal secretions or in the blood following inoculation. However, intramuscular inoculation of these viruses in four pregnant ewes resulted in transplacental transmission and infection of ali fetuses. To assess fetal protection conferred by immunization, pregnant ewes immunized twice with the modified viruses were subsequently challenged by intranasal inoculation of BVDV-1 (SV-126.8, n=6) or BVDV-2 (SV-260, n=5). At the day of challenge (134 days after the second immunization), ali ewes had high titers of neutralizing antibodies (256 to >4096) to the vaccine viruses and variable titers (8 to >4096) to Brazilian BVDV-1 and BVDV-2 field isolates. Fifteen days after challenge, the ewes were euthanized and fetal tissues were examined for infectivity. Ali fetuses from non-vaccinated, challenged ewes (n=4) were infected. In contrast, none of the fetuses from the immunized dams (n = 11) were positive for virus, indicating that the immunological response induced by immunization with the vaccine candidate viruses was capable of preventing fetal infection. These results indicate that it is possible to achieve fetal protection to BVDV by induction of a strong immunological response using modified live vaccines.

Abstract in Portuguese:

RESUMO.- Brum M.C.S., Weiblen R., Flores E.F, Tobias F.L., Pituco E.M. & Winkelmann E.R. 2002. [Fetal protection against challenge with bovine viral diarrhea vírus (BVDV) in pregnant ewes immunized with two strains experimentally attenuated.] Proteção fetal frente a desafio com o vírus da Diarréia Viral Bovina (BVDV) em ovelhas prenhes imunizadas com duas amostras de vírus atenuadas experimentalmente. Pesquisa Veterinária Brasileira 22(2):64-72. Depto Medicina Veterinária Preventiva, Centro de Ciências Rurais, Universidade Federal de Santa Maria (DMVP/CCR/UFSM), Santa Maria, RS 97105-900, Brazil. E-mail: flores@ccr.ufsm.br Duas amostras do vírus da Diarréia Viral Bovina (BVDV) submetidas a múltiplas passagens em cultivo celular e exposição à radiação ultravioleta (UV) a cada passagem foram avaliadas como candidatos a vírus vacinais. As amostras foram testadas quanto à sua atenuação para bezerros e fetos ovinos, reatividade antigênica contra isolados de campo, e capacidade de induzir proteção fetal em ovelhas prenhes. Inoculação intramuscular (IM) dos vírus modificados em quatro bezerros produziu apenas uma elevação discreta e passageira da temperatura corporal, seguida de produção de altos títulos de anticorpos neutralizantes. O vírus não foi detectado em secreções nasais ou sangue nos dias seguintes à inoculação. Porém, a inoculação IM desses vírus em quatro ovelhas prenhes foi seguida de transmissão transplacentária e infecção em todos os fetos. Para os testes de proteção fetal, ovelhas prenhes previamente imunizadas com duas doses vacinais, foram inoculadas por via intranasal com amostras de BVDV-1 (SV-126.8, n=6) ou BVDV-2 (SV-260, n=5). No dia do desafio (134 dias após a segunda dose), todos os animais apresentavam altos títulos de anticorpos neutralizantes (256 a >4096) contra os vírus vacinais; além de títulos variados (8 a >4096) contra várias isolados brasileiros de BVDV-1 e BVDV-2. Quinze dias após o desafio, as ovelhas foram sacrificadas e os tecidos fetais foram examinados para a presença de vírus. Todos os fetos das ovelhas controle não-vacinadas apresentaram-se (n=4) positivos para os vírus utilizados no desafio. Em contraste, nenhum feto das ovelhas imunizadas (n = 11) foi positivo para vírus, indicando que a resposta imunológica induzida pela vacinação com os vírus modificados foi capaz de prevenir a infecção fetal. Estes resultados indicam que é possível obter-se forte resposta imunológica e proteção fetal contra o BVDV com o uso de vacinas vivas modificadas.


#9 - Levels of immunoprotection induced in goats against Corynebacterium pseudotuberculosis using several types of vaccines

Abstract in English:

In order to evaluate the immune response of goats against Corynebacterium pseudotuberculosis, 23 groups, comprising 196 animals, were immunized with several antigenic preparations obtained from the bacteriae, at different time intervals, and using various kinds of adjuvants. The results indicated that the rate of immunoprotection in the immunized animals challenged after 120 days was below 60%. The animals challenged between 8 and 10 months showed protection levels ranging from 44.5 to 22.3%. The lowest rate of incidence of the disease appeared in the anima1s challenged between 30 and 60 days after the last immunization.

Abstract in Portuguese:

Com o objetivo de observar a imunoproteção desenvolvida em caprinos contra Corynebacterium pseudotuberculosis esses animais foram submetidos a diferentes esquemas de imunização, sendo utilizados inóculos de diferentes preparados antigênicos desta bactéria em intervalos de tempo variados e com diversos adjuvantes. Os resultados revelaram que o percentual de imunoproteção nos animais imunizados e desafiados 180 dias após estava abaixo de 60%. Já os animais desafiados dez meses após a primeira inoculação apresentaram níveis de imunoproteção entre 44,5 e 22,3%. O menor índice da doença foi observado nos animais desafiados entre 30 e 60 dias após a última inoculação do preparado antigênico.


Colégio Brasileiro de Patologia Animal SciELO Brasil CAPES CNPQ UNB UFRRJ CFMV