Resultado da pesquisa (6)

Termo utilizado na pesquisa immunization

#1 - Pathogenic potential of Brucella ovis field isolates with different genotypic profile and protection provided by the vaccine strain B. ovis ΔabcBA against B. ovis field isolates in mice

Abstract in English:

Brucella ovis causes economic and reproductive losses in sheep herds. The goal of this study was to characterize infection with B. ovis field isolates in a murine model, and to evaluate protection induced by the candidate vaccine strain B. ovis ΔabcBA in mice challenged with these field isolates. B. ovis field strains were able to colonize and cause lesions in the liver and spleen of infected mice. After an initial screening, two strains were selected for further characterization (B. ovis 94 AV and B. ovis 266 L). Both strains had in vitro growth kinetics that was similar to that of the reference strain B. ovis ATCC 25840. Vaccination with B. ovis ΔabcBA encapsulated with 1% alginate was protective against the challenge with field strains, with the following protection indexes: 0.751, 1.736, and 2.746, for mice challenged with B. ovis ATCC25840, B. ovis 94 AV, and B. ovis 266 L, respectively. In conclusion, these results demonstrated that B. ovis field strains were capable of infecting and inducing lesions in experimentally infected mice. The attenuated vaccine strain B. ovis ΔabcBA induced protection in mice challenged with different B. ovis field isolates, resulting in higher protection indexes against more pathogenic strains.

Abstract in Portuguese:

Brucella ovis é responsável por perdas econômicas e reprodutivas em rebanhos ovinos. O objetivo deste trabalho foi caracterizar a infecção com as cepas isoladas de campo de B. ovis em modelo murino e avaliar a eficiência vacinal da mutante B. ovis ΔabcAB para proteção contra desafio com as cepas isoladas de campo. Foram utilizadas sete cepas isoladas de campo foram capazes de colonizar e provocar lesões no fígado e no baço de camundongos após sete dias pós-infecção. Após triagem, duas cepas foram selecionadas para a melhor caracterização (B. ovis 94 AV and B. ovis 266L). Ambas apresentaram crescimento em placa de cultivo semelhante ao da cepa de referência B. ovis ATCC 25840. A vacinação com a cepa de Brucella ovis ΔabcBA encapsulada com alginato a 1% foi capaz de proteger camundongos desafiados com as cepas isoladas de campo, com os seguintes índices de proteção: 0,751, 1,736 e 2,746, para camundongos desafiados com B. ovis ATCC 25840, B. ovis 94 AV e B. ovis 266 L, respectivamente. Estes resultados demonstraram que as cepas isoladas de campo de B. ovis são capazes de infectar e induzir lesão em camundongos experimentalmente infectados. O uso da cepa mutante atenuada B. ovis ΔabcBA para vacinação de fêmeas C57BL/6 desafiados com diferentes cepas de B. ovis induziu proteção nos camundongos desafiados com diferentes cepas de B. ovis. Deste modo, mostrando-se eficiente na proteção das cepas de campo de B. ovis.


#2 - Bovine anaplasmosis control through immunization with Anaplasma centrale

Abstract in English:

Bovine anaplasmosis is a major cause of production losses and deaths in Rio Grande do Sul cattle herds. Anaplasma sp. is the main causative agent of cattle disease. It causes hyperthermia, anemia, prostration, abortions and reduces milk production in affected animals. In order to control this hemoparasite on a dairy farm located in the municipality of Eldorado do Sul in Rio Grande do Sul, where the disease incidence was high, 471 animals were immunized with Anaplasma centrale in the search for cross-protectiv immunity for Anaplasma marginale. The property anaplasmosis incidence, which usually was above 30%, became 5% after the immunization. However, abortions were observed resulting from innoculaition, especially in animals that had less than 90 days of pregnancy. The global number of deaths on the farm dropped considerably given that the main cause of death was the bovine anaplasmosis. 15% of animals inoculated with A. centrale showed clinical symptoms of the disease between 15 and 30 days after immunization and had to be treated with oxytetracycline. The amount of money spent with anaplasmosis treatment decay 85% after the immunization, which caused significant economic impact on the property.

Abstract in Portuguese:

A anaplasmose bovina é uma das principais causas de perdas produtivas e mortes no Rio Grande do Sul em rebanhos bovinos. O Anaplasma marginale é o principal agente causador da enfermidade e provoca hipertermia, anemia, prostração, abortos e perdas produtivas nos bovinos acometidos. Tendo em vista o controle deste hemoparasita em uma propriedade leiteira localizada no município de Eldorado do Sul no Rio Grande do Sul, na qual a incidência da doença era alta, 471 animais foram imunizados com Anaplasma centrale na busca de desenvolvimento cruzado para Anaplasma marginale. No experimento foi verificado que a incidência que normalmente era acima de 30% na propriedade passou para níveis inferiores a 5%. No entanto, foram verificados abortos decorrentes da imunização, principalmente nos animais que possuíam menos de 90 dias de prenhes. Já o número de mortes globais na fazenda caiu consideravelmente tendo em vista que a principal causa de morte era a anaplasmose bovina. Dos animais inoculados com A. centrale em torno de 15% apresentaram sintomatologia clínica da enfermidade e precisaram ser tratados com oxitetraciclina no período entre 15 e 30 dias após a imunização. O custo com tratamento empregado na propriedade posterior à imunização caiu em torno de 85% o que provocou impacto significativo economicamente na propriedade.


#3 - Kinetics of epsilon antitoxin antibodies in different strategies for active immunization of lambs against enterotoxaemia, 33(8):979-982

Abstract in English:

ABSTRACT.- Costa H.F., Babboni S.D., Rodrigues C.F.C., Padovani C.R., Dutra I.S., Paulan S.C. & Modolo J.R. 2013. Kinetics of epsilon antitoxin antibodies in different strategies for active immunization of lambs against enterotoxaemia. Pesquisa Veterinária Brasileira 33(8):979-982. Departamento de Higiene Veterinária e Saúde Pública, Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade Estadual Paulista, Distrito de Rubião Júnior s/n, Cx. Postal 524, Botucatu, SP 18618-970, Brazil. E-mail: jrmodolo@fmvz.unesp.br Enterotoxaemia, a common disease that affects domestic small ruminants, is mainly caused by the epsilon toxin of Clostridium perfringens type D. The present study tested four distinct immunization protocols to evaluate humoral response in lambs, a progeny of non-vaccinated sheep during gestation. Twenty-four lambs were randomly allocated into four groups according to age (7, 15, 30 and 45 days), receiving the first dose of epsilon toxoid commercial vaccine against clostridiosis with booster after 30 days post vaccination. Indirect ELISA was performed after the first vaccine dose and booster to evaluate the immune response of the lambs. Results showed that for the four protocols tested all lambs presented serum title considered protective (≥0.2UI/ml epsilon antitoxin antibodies) and also showed that the anticipation of primovaccination of lambs against enterotoxaemia conferred serum title considered protective allowing the optimization of mass vaccination of lambs.

Abstract in Portuguese:

RESUMO.- Costa H.F., Babboni S.D., Rodrigues C.F.C., Padovani C.R., Dutra I.S., Paulan S.C. & Modolo J.R. 2013. Kinetics of epsilon antitoxin antibodies in different strategies for active immunization of lambs against enterotoxaemia. [Cinética dos anticorpos antitoxina epsilon em diferentes estratégias de imunização ativa em cordeiros contra a enterotoxemia.] Pesquisa Veterinária Brasileira 33(8):979-982. Departamento de Higiene Veterinária e Saúde Pública, Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade Estadual Paulista, Distrito de Rubião Júnior s/n, Cx. Postal 524, Botucatu, SP 18618-970, Brazil. E-mail: jrmodolo@fmvz.unesp.br Enterotoxemia, uma das mais comuns enfermidades que acomete os pequenos ruminantes domésticos, é causada principalmente pela toxina épsilon de Clostridium perfringens tipo D. O presente estudo avaliou a resposta humoral conferida por quatro protocolos distintos de primovacinação na progênie de ovelhas não vacinadas durante a gestação. Vinte e quatro cordeiros foram aleatoriamente divididos em quatro grupos de acordo com a idade (dias) que receberam a primeira dose da vacina comercial contra clostridiose contendo toxóide epsilon na sua formulação. Todos os cordeiros foram vacinados aos 7, 15, 30 ou 45 dias de idade e receberam um reforço da dose 30 dias após a vacinação. A avaliação sorológica dos cordeiros pelo teste de ELISA indireto foi realizada por ocasião da administração da primeira dose da vacina. Os resultados elucidaram não haver comprometimento da resposta imune de cordeiros vacinados tanto aos 7, 15, 30 ou 45 dias de idade associada ao reforço da dose 30 dias após, demonstrando assim que a antecipação da primeira vacinação conferiu proteção aos cordeiros contra a enterotoxemia, permitindo otimizar o planejamento da vacinação em massa dos cordeiros.


#4 - Use of an Escherichia coli J5 vaccine on immunization of dairy cows against mastitis caused by E. coli, 33(3):291-298

Abstract in English:

ABSTRACT.- Molina L.R., Gentilini M.B., Carvalho A.U., Facury Filho E.J., Moreira G.H.F.A., Moreira L.P.V. & Gonçalves R.L. 2013. [Use of an Escherichia coli J5 vaccine on immunization of dairy cows against mastitis caused by E. coli.] Utilização da vacina Escherichia coli J5 na imunização de vacas leiteiras contra mastites causadas por E. coli. Pesquisa Veterinária Brasileira 33(3):291-298. Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinárias, Escola de Veterinária, Universidade Federal de Minas Gerais, Av. Antonio Carlos 6627, Cx. Postal 567, Campus Pampulha, Belo Horizonte, MG 30123-970, Brazil. E-mail: lmolina@vet.ufmg.br We evaluated the use of Escherichia coli J5 vaccine immunization in dairy cows for the prevention and control of mastitis caused by E. coli. Were analyzed the prevalence of postpartum intramammary infections (IMM), occurrence and severity of clinical cases of mastitis in the first 100 days of lactation, influence on somatic cell count (SCC) and milk production. The experimental group consisted of 187 animals that were divided into two groups, vaccinated and unvaccinated cows. Immunizations occurred 60 days before calving, 30 days before calving and the first week postpartum. On the day of drying and seven days after birth, samples were collected for microbiological diagnosis of mastitis pathogens. The occurrence of clinical cases was verified by testing during the milking and data was recorded related to the intensity and duration. Samples were collected monthly starting at day ten of lactation to evaluate the CCS. Milk production was recorded monthly for the first 100 days of lactation. It was found in the vaccinated group reduction in the prevalence of E. coli in the postpartum period, the occurrence of clinical cases of E. coli in the first 100 days of lactation as well the intensity of these clinical cases. There were no statistically significant differences in CCS, however vaccinated cows had higher milk production, compared to unvaccinated cows. Vaccination with E. coli J5 was effective in reducing the prevalence of intramammary infections (IMM) at calving, occurrence and intensity of clinical cases and an increase in milk production in the first 100 days of lactation.

Abstract in Portuguese:

RESUMO.- Molina L.R., Gentilini M.B., Carvalho A.U., Facury Filho E.J., Moreira G.H.F.A., Moreira L.P.V. & Gonçalves R.L. 2013. [Use of an Escherichia coli J5 vaccine on immunization of dairy cows against mastitis caused by E. coli.] Utilização da vacina Escherichia coli J5 na imunização de vacas leiteiras contra mastites causadas por E. coli. Pesquisa Veterinária Brasileira 33(3):291-298. Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinárias, Escola de Veterinária, Universidade Federal de Minas Gerais, Av. Antonio Carlos 6627, Cx. Postal 567, Campus Pampulha, Belo Horizonte, MG 30123-970, Brazil. E-mail: lmolina@vet.ufmg.br Avaliou-se a utilização da vacina Escherichia coli J5, na imunização de vacas leiteiras, para prevenção e controle da mastite causada por E. coli através da análise da prevalência das infecções intramamárias (IMM) no pós-parto, ocorrência e intensidade dos casos clínicos de mastite nos primeiros 100 dias de lactação, influência na contagem de células somáticas (CCS) e produção de leite. O grupo experimental foi composto de 187 animais, divididos em 2 grupos, vacas vacinadas e não vacinadas. As imunizações ocorreram 60 dias antes do parto, 30 dias antes do parto e na primeira semana pós-parto. No dia da secagem e sete dias após o parto foram coletadas amostras para diagnóstico microbiológico dos patógenos causadores de mastite. A ocorrência de casos clínicos foi verificada pelo teste da caneca durante as ordenhas sendo registrados os dados relacionados à intensidade. Amostras foram coletadas mensalmente, a partir do décimo dia de lactação, para avaliação da CCS. A produção de leite foi registrada mensalmente nos primeiros 100 dias de lactação. Verificou-se no grupo vacinado, redução na prevalência de E. coli no pós-parto, na ocorrência de casos clínicos por E.coli nos primeiros 100 dias de lactação bem como na intensidade destes casos clínicos. Não foram observadas diferenças estatísticas significativas na CCS, entretanto vacas vacinadas apresentaram maior produção de leite, comparadas às vacas não vacinadas. A vacinação com E. coli J5 foi eficaz em reduzir a prevalência de infecções intramamárias (IMM) ao parto, ocorrência e intensidade dos casos clínicos e aumento na produção de leite nos primeiros 100 dias de lactação.


#5 - Genital immunization of heifers with a glycoprotein E-deleted, recombinant bovine herpesvirus 1 strain confers protection upon challenge with a virulent isolate, 30(1):42-50

Abstract in English:

ABSTRACT.- Weiss M., Vogel F.S.F., Martins M., Weiblen R., Roehe P.M., Franco A.C. & Flores E.F. 2010. Genital immunization of heifers with a glycoprotein E-deleted, recombinant bovine herpesvirus 1 strain confers protection upon challenge with a virulent isolate. Pesquisa Veterinária Brasileira 30(1):42-50. Departamento de Medicina Veterinária Preventiva, Universidade Federal de Santa Maria, 97105-900 Santa Maria, RS, Brazil. E-mail: eduardofurtadoflores@gmail.com Venereal infection of seronegative heifers and cows with bovine herpesvirus type 1.2 (BoHV-1.2) frequently results in vulvovaginitis and transient infertility. Parenteral immunization with inactivated or modified live BoHV-1 vaccines often fails in conferring protection upon genital challenge. We herein report an evaluation of the immune response and protection conferred by genital vaccination of heifers with a glycoprotein E-deleted recombinant virus (SV265gE-). A group of six seronegative heifers was vaccinated with SV265gE- (0,2mL containing 106.9TCID50) in the vulva submucosa (group IV); four heifers were vaccinated intramuscularly (group IM, 1mL containing 107.6TCID50) and four heifers remained as non-vaccinated controls. Heifers vaccinated IV developed mild, transient local edema and hyperemia and shed low amounts of virus for a few days after vaccination, yet a sentinel heifer maintained in close contact did not seroconvert. Attempts to reactivate the vaccine virus in two IV vaccinated heifers by intravenous administration of dexamethasone (0.5mg/kg) at day 70 pv failed since no virus shedding, recrudescence of genital signs or seroconversion were observed. At day 70 pv, all vaccinated and control heifers were challenged by genital inoculation of a highly virulent BoHV-1.2 isolate (SV-56/90, 107.1TCID50/animal). After challenge, virus shedding was detected in genital secretions of control animals for 8.2 days (8-9); in the IM group for 6.2 days (4-8 days) and during 5.2 days (5-6 days) in the IV group. Control non-vaccinated heifers developed moderate (2/4) or severe (2/4) vulvovaginitis lasting 9 to 13 days (x: 10.7 days). The disease was characterized by vulvar edema, vulvo-vestibular congestion, vesicles progressing to coalescence and erosions, fibrino-necrotic plaques and fibrinopurulent exudate. IM vaccinated heifers developed mild (1/3) or moderate (3/4) genital lesions, lasting 10 to 12 days (x: 10.7 days); and IV vaccinated heifers developed mild and transient vulvovaginitis (3/4) or mild to moderate genital lesions (1/4). In the IV group, the clinical signs lasted 4 to 8 days (x: 5.5 days). Clinical examination of the animals after challenge revealed that vaccination by both routes conferred some degree of protection, yet IV vaccination was clearly more effective in reducing the severity and duration of clinical disease. Furthermore, IV vaccination reduced the period of virus shedding in comparison with both groups. Taken together, these results demonstrate that SV265gE- is sufficiently attenuated upon IV vaccination in a low-titer dosis, is not readily reactivated after corticosteroid treatment and lastly, and more importantly, confers local protection upon challenge with a high titer of a virulent heterologous BoHV-1 isolate. Therefore, the use of this recombinant for genital immunization may be considered for prevention of BoHV-1-associated genital disease in the field.

Abstract in Portuguese:

RESUMO.- Weiss M., Vogel F.S.F., Martins M., Weiblen R., Roehe P.M., Franco A.C. & Flores E.F. 2010. Genital immunization of heifers with a glycoprotein E-deleted, recombinant bovine herpesvirus 1 strain confers protection upon challenge with a virulent isolate. [Imunização genital de bezerras com uma cepa recombinante do herpesvírus bovino tipo 1 defectiva na glicoproteína E confere proteção frente a desafio com um isolado virulento.] Pesquisa Veterinária Brasileira 30(1):42-50. Departamento de Medicina Veterinária Preventiva, Universidade Federal de Santa Maria, 97105-900 Santa Maria, RS, Brazil. E-mail: eduardofurtadoflores@gmail.com A infecção genital de novilhas ou vacas soronegativas pelo herpesvírus bovino tipo 1.2 (BoHV-1.2) pode resultar em vulvovaginite e infertilidade temporária. As vacinas atenuadas ou inativadas administradas pela via parenteral freqüentemente conferem proteção incompleta frente a desafio pela via genital. Este estudo relata uma avaliação da resposta imunológica e proteção conferida pela vacinação genital de bezerras soronegativas com uma cepa recombinante do BoHV-1 defectiva na glicoproteína E (SV265gE-). Um grupo de seis bezerras foi vacinado com a cepa SV265gE- (0,2mL contendo 106,9TCID50) na submucosa da vulva (grupo IV); quatro bezerras foram vacinadas pela via intramuscular (IM; dose 107,6TCID50) e quatro bezerras permaneceram como controles não-vacinadas. As bezerras vacinadas pela via IV apresentaram edema e hiperemia leve e transitório na vulva e excretaram vírus em títulos baixos por alguns dias após a vacinação, porém uma bezerra soronegativa mantida em contato não soroconverteu. Administração de dexametasona pela via intravenosa no dia 70pv (0,5mg/kg) em duas bezerras vacinadas pela via IV não resultou em excreção viral, recrudescência clínica ou soroconversão. No dia 70pv, as bezerras vacinadas e as controle foram desafiadas pela inoculação genital da cepa de BoHV-1.2 altamente virulenta SV-56/90 (107.1TCID50/animal). Após o desafio, excreção viral nas secreções genitais das bezerras controle foi detectada por 8,2 dias (8-9); no grupo IM durante 6,2 dias (4-8 dias) e durante 5,2 dias (5-6) nas bezerras do grupo IN. As bezerras do grupo controle desenvolveram vulvo-vaginite moderada (2/4) a severa (2/4) que duraram entre 9 e 13 dias (x: 10,7 dias). A doença se caracterizou por edema vulvar, congestão vulvo-vestibular, formação de vesículas/pústulas que coalesceram, erosões, placas fibrino-necróticas e exsudato fibrino-purulento. As bezerras do grupo IM desenvolveram lesões genitais leves (1/3) a moderadas (3/4), com duração de 10 a 12 dias (x: 10,7 dias). No grupo IV, as bezerras desenvolveram vulvovaginite leve e transitória (3/4) ou lesões moderadas (1/4), com duração de 4 a 8 dias (x: 5,5 dias). O exame clínico desses animais após o desafio demonstrou que a vacinação, independentemente da via de administração, conferiu proteção e que, a vacinação IV mostrou-se mais efetiva na redução da severidade e duração da doença clínica. A vacinação IV também determinou uma redução significativa no período de excreção viral após desafio, em comparação com os grupos controle e IM. Esses resultados demonstram que a cepa SV265gE- administrada pela via IV confere proteção satisfatória frente a desafio local com um isolado heterólogo de BoHV-1 altamente virulento. Além disso, a cepa vacinal é atenuada para vacinação IV em baixos títulos e não é reativada facilmente após administração de dexametasona. Assim, a utilização da cepa recombinante para imunização genital pode se constituir em alternativa para prevenir a infecção e doença reprodutiva associada com o BoHV-1.


#6 - Progresses in immunization against Anaplasma marginale, 23(4):139-148

Abstract in English:

ABSTRACT.- Araújo ER., Madruga C.R., Soares e.o. & Kessler R.H. 2003. [Progresses in immunization against Anaplasma marginale] Progressos na imunização contra Anaplasma marginale. Pesquisa Veterinária Brasileira23(3):139-148. Embrapa Gado de Corte, Cx. Postal 154, Campo Grande, MS 79002-970, Brazil. E-mail: flabio@cnpgc.embrapa.br The current immunization against anaplasmosis in cattle is derived from the blood of infected animais, as live or dead organisms. Nevertheless, efforts have been made to develop a new generation of vaccines. Toe outer membrane of Anaplasma marginale induces a protective immune response against challenge with homologous isolates and a partially protective response against heterologous challenge. ln this membrane, six major surface proteins (MSPs) have been identified, which · have been targeted for the development of immunogens against anaplasmosis. From those proteins, MSP1 a and MSP2 have shown the greatest potential as immunogens, protecting cattle against challenge with virulent homologous and heterologous isolates of A. marginale, despite the size polymorphism of the former protein and the variability of the gene that encodes the latter protein. Another alternative of immunogen is the in vitro culture of A. marginale. lnactivated organisms originating from Dermacentor variabilis IDE8 cell culture were tested as immunogen. Cattle immunized with cell culture-derived A. marginale had a significantly lower reduction in the packed cell volume after challenge exposure and did not display clinical anaplasmosis. Besides the protection afforded by this type of immunogen, cell culture derived organisms are free from bovine cells and pathogens, what is a major advantage as compared with traditional immunization procedures.

Abstract in Portuguese:

RESUMO.- Araújo ER., Madruga C.R., Soares e.o. & Kessler R.H. 2003. [Progresses in immunization against Anaplasma marginale] Progressos na imunização contra Anaplasma marginale. Pesquisa Veterinária Brasileira23(3):139-148. Embrapa Gado de Corte, Cx. Postal 154, Campo Grande, MS 79002-970, Brazil. E-mail: flabio@cnpgc.embrapa.br Até o presente momento, as imunizações contra anaplasmose em rebanhos bovinos utilizam organismos vivos ou mortos. No entanto, esforços têm sido realizados nos últimos anos com o objetivo de desenvolver uma nova geração de vacinas. A membrana externa de Anaplasma marginale é capaz de induzir reposta imune protetora contra desafio homólogo e parcialmente protetora contra desafio heterólogo. Nela foram identificadas seis proteínas principais de superfície (MSPs), as quais têm sido alvo de estudos para o desenvolvimento de imunógenos contra a anaplasmose. Destas proteínas, MSPla e MSP2 têm demonstrado maior potencial como imunógenos, protegendo os animais contra desafio com isolados virulentos homólogos e heterólogos de A margina/e, apesar do polimorfismo de tamanho da primeira proteína e variabilidade do gene que codifica a segunda. Uma outra alternativa para a imunização contra A. margina/e é o cultivo in vitro dessa riquétsia. Organismos inativados provenientes de cultivo em células IDE8 de Dermacentor variabilis foram testados como imunógeno. Os animais apresentaram uma significativa diferença na redução do volume globular após desafio e não apresentaram sinais clínicos de anaplasmose. Além da proteção conferida por este tipo de imunógeno, os organismos provenientes de cultura de células de carrapato são livres de células. e patógenos de bovinos, o que é uma vantagem significativa quando comparado aos processos tradicionais de imunização.


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