Resultado da pesquisa (159)

Termo utilizado na pesquisa anatomy

#1 - Systematization, distribution, and territories of the caudal cerebral artery on the surface of the brain in nutria (Myocastor coypus)

Abstract in English:

The nutria (Myocastor coypus) is a medium-sized, semi-aquatic rodent valued by the skin and meat industry. This study aimed to describe and systematize the caudal cerebral artery on the brain surface in nutria, establishing a standard model and its main variations in this species. The thirty animals used were euthanized according to animal welfare rules. The vessels were filled with latex stained with red pigment and the samples were fixed in formaldehyde. In nutria, the brain was vascularized by the vertebral basilar system. The terminal branches of the basilar artery originated the rostral cerebellar, caudal cerebral, rostral choroidal and middle cerebral arteries, and its terminal branch, the rostral cerebral artery. The terminal branch of the basilar artery projected the caudal cerebral artery, which is usually a single medium-caliber vessel, into the transverse fissure of the brain. The caudal cerebral artery was presented as a single (66.7% of the cases to the right and 76.7% to the left) and double vessel (33.3% of the cases to the right and 23.3% to the left). It originated the rostral mesencephalic artery, the proximal component, and the caudal inter-hemispheric artery. The terminal branches of the rostral and caudal tectal mesencephalic arteries formed a typical anastomotic network. The caudal inter-hemispheric artery emitted central branches, the caudal choroidal artery, hemispherical occipital arteries, rostral tectal mesencephalic branches and distal components, and anastomosed “in osculum” with the terminal branches of the rostral inter-hemispheric artery. The caudal choroidal artery anastomosed with the rostral choroidal artery, where it branched out on the thalamic mass, vascularizing all diencephalic structures and the hippocampus. The caudal cerebral artery and its terminal branches anastomosed with the terminal branches of the rostral and middle cerebral arteries in a restricted region of the caudal pole of the cerebral hemisphere. The vascularization area of the caudal cerebral artery and its central branches in the paleopallial of the piriform lobe is extremely restricted, caudomedially.

Abstract in Portuguese:

A nutria (Myocastor coypus) é um roedor semi-aquático de tamanho mediano, apreciado na indústria de peles e carne. Este trabalho tem por objetivo descrever e sistematizar a artéria cerebral caudal na superfície do cérebro em nutria, estabelecendo um modelo padrão e suas principais variações e territórios nesta espécie. Os trinta animais utilizados foram eutanasiados segundo as regras de bem-estar animal, os vasos foram preenchidos com látex, corado em vermelho e as peças foram fixadas em formoldeído. O cérebro foi vascularizado exclusivamente pelo sistema vértebro-basilar. Os ramos terminais da artéria basilar originaram as artérias cerebelar rostral, cerebral caudal, corióidea rostral, cerebral média e seu ramo terminal, a artéria cerebral rostral. O ramo terminal da artéria basilar lançou a artéria cerebral caudal, um vaso normalmente único, de médio calibre, para o interior da fissura transversa do cérebro. A artéria cerebral caudal foi um vaso único em 66,7% à direita e em 76,7% à esquerda e mostrou-se dupla em 33,3% à direita e em 23,3% à esquerda. Ela lançou a artéria tectal mesencefálica rostral, componente proximal e a artéria inter-hemisférica caudal. Os ramos terminais das artérias tectais mesencefálicas, rostral e caudal, formavam uma rede anastomótica típica. A artéria inter-hemisférica caudal lançou ramos centrais, a artéria corióidea caudal, as artérias hemisféricas occipitais, os ramos tectais mesencefálicos rostrais, componentes distais e anastomosou-se “em ósculo” com o ramo terminal da artéria inter-hemisférica rostral. A artéria corióidea caudal anastomosava-se com a artéria corióidea rostral, onde ramificavam-se sobre a massa talâmica, vascularizando todas as estruturas do diencéfalo e hipocampo. A artéria cerebral caudal com seus ramos terminais apresenta anastomoses com os ramos terminais das artérias cerebrais rostral e média em uma região restrita do pólo caudal do hemisfério cerebral. A área de vascularização da artéria cerebral caudal com seus ramos centrais no páleo-palio do lobo piriforme é extremamente restrita, caudo-medialmente ao mesmo.


#2 - Age-related changes of the cerebral ventricles of healthy domestic cats, 38(10):1935-1941

Abstract in English:

ABSTRACT.- Babicsak V.R., Klein A.V., Tsunemi M.H. & Vulcano L.C. 2018. Age-related changes of the cerebral ventricles of healthy domestic cats. [Alterações senis dos ventrículos cerebrais de gatos domésticos hígidos.] Pesquisa Veterinária Brasileira 38(10):1935-1941. Departamento de Reprodução Animal e Radiologia Veterinária, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade Estadual Paulista, Campus de Botucatu, Rua Prof. Doutor Walter Mauricio Correa s/n, Botucatu, SP 18618-681, Brazil. E-mail: viviam.babicsak@gmail.com This study aimed to determine age-related changes of the cerebral ventricles of healthy non‑brachycephalic domestic cats by the acquisition of brain MRI images of 12 adult (1 to 6 years), 11 mature (7 to11 years) and 10 geriatric (12 years or more) cats. Our hypothesis is that the cerebral ventricular system of cats expands with increasing age. The possibility of the evidence of the olfactory bulb cavities and temporal horns of the lateral ventricles were evaluated in this study. Volumes of the olfactory bulb cavities, lateral ventricles (including the temporal horns), third ventricle, mesencephalic aqueduct and fourth ventricle were measured and corrected for the intracranial volume. Significant differences were found between the adult and mature groups in relation to the geriatric one for the variable related to the evidence of the temporal ventricular horns, which were most frequently visualized in geriatric cats. Percentage of the right lateral and third ventricles volume by intracranial volume were significantly higher in geriatric cats compared to the adults. The results of this study demonstrate that ventricular dilation tends to occur with advancing age in cats, as well as the increase in the frequency of the temporal ventricular horn evidence, as had been indicated in the hypothesis of the study.

Abstract in Portuguese:

RESUMO.- Babicsak V.R., Klein A.V., Tsunemi M.H. & Vulcano L.C. 2018. Age-related changes of the cerebral ventricles of healthy domestic cats. [Alterações senis dos ventrículos cerebrais de gatos domésticos hígidos.] Pesquisa Veterinária Brasileira 38(10):1935-1941. Departamento de Reprodução Animal e Radiologia Veterinária, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade Estadual Paulista, Campus de Botucatu, Rua Prof. Doutor Walter Mauricio Correa s/n, Botucatu, SP 18618-681, Brazil. E-mail: viviam.babicsak@gmail.com O estudo objetivou a determinação das alterações senis dos ventrículos cerebrais de gatos domésticos hígidos não braquicefálicos pela aquisição de imagens encefálicas de 12 indivíduos adultos (1 a 6 anos), 11 maduros (7 a 11 anos) e 10 geriátricos (12 anos de idade ou mais) por ressonância magnética. Nossa hipótese é de que o sistema ventricular dos gatos se expande com o avanço da idade. A possibilidade de evidenciação das cavidades do bulbo olfatório e dos cornos temporais dos ventrículos laterais foi avaliada nesse estudo. Os volumes das cavidades do bulbo olfatório, ventrículos laterais (incluindo os cornos temporais), terceiro ventrículo, aqueduto mesencefálico e quarto ventrículo foram mensurados e corrigidos de acordo com o volume intracraniano. Diferenças significativas foram encontradas entre os grupos dos adultos e maduros em relação aos geriátricos para a variável referente à evidenciação dos cornos temporais, que foram visualizados de forma mais frequente nos gatos geriátricos. A porcentagem do volume do ventrículo lateral direito e do terceiro ventrículo em relação ao volume intracraniano foi significativamente maior nos animais geriátricos em comparação aos adultos. Os resultados desse estudo demonstram que a dilatação ventricular tende a ocorrer com o avanço da idade nos gatos, assim como o aumento na frequência da evidenciação dos cornos temporais, como havia sido indicado na hipótese do estudo.


#3 - Morphology of the paca vomeronasal organ (Cuniculus paca Linnaeus, 1766), 38(10):1999-2005

Abstract in English:

ABSTRACT.- Figueiredo M.C.S., Leal L.M., Oliveira F.S., Martins L.L., Garcia Filho S.P., Machado M.R.F. & Sasahara T.H.C. 2018. [Morphology of the paca vomeronasal organ (Cuniculus paca Linnaeus, 1766).] Morfologia do órgão vomeronasal da paca (Cuniculus paca Linnaeus, 1766). Pesquisa Veterinária Brasileira 38(10):1999-2005. Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Universidade Estadual Paulista, Via de acesso Prof. Paulo Donato Castellane s/n, SP 14884‑900, Jaboticabal, Brazil. E-mail: tsasahara@gmail.com The vomeronasal organ is a chemical receptor capable of detecting pheromones and for this reason is involved in reproductive, social and defense behaviors. The breeding of pacas has been highlighted in ​​commercialization of meat and for conservation and research purposes, as an experimental model. Regarding the necessity of detailing the morphology of the secondary olfactory system, the vomeronasal system, the macroscopic anatomy, microscopic anatomy and topography of the vomeronasal organ (OVN) was described. Five adult pacas, from the wild animal Sector at FCAV, Unesp, Jaboticabal, SP were used. After the euthanasia, it was perfused 10% formaldehyde solution by ascendent aorta. The OVN was dissected for topographic and anatomical descriptions. Then, it was included in plastic paraffin. Five micrometres sections were collected and stained with hematoxylin and eosin. The OVN is located on the floor of the nasal cavity in both sides of the base of nasal septum and it was related to the vomer, palatine process of the premaxilar and maxilar bones. In rostral aspect, it has a communication with the oral cavity and with the incisive papilla. It is a paired organ with irregular surface. In transversal section is slight elliptical with brownish colour similar to a sponge full of blood vessels. By light microscopy, it was observed the vomeronasal cartilage. The organ is covered with non-sensorial and neurossensorial epithelia.

Abstract in Portuguese:

RESUMO.- Figueiredo M.C.S., Leal L.M., Oliveira F.S., Martins L.L., Garcia Filho S.P., Machado M.R.F. & Sasahara T.H.C. 2018. [Morphology of the paca vomeronasal organ (Cuniculus paca Linnaeus, 1766).] Morfologia do órgão vomeronasal da paca (Cuniculus paca Linnaeus, 1766). Pesquisa Veterinária Brasileira 38(10):1999-2005. Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Universidade Estadual Paulista, Via de acesso Prof. Paulo Donato Castellane s/n, SP 14884‑900, Jaboticabal, Brazil. E-mail: tsasahara@gmail.com O órgão vomeronasal é um receptor químico capaz de detectar feromônios e por essa razão está envolvido nos comportamentos reprodutivos, sociais e de defesa. A reprodução de pacas tem se destacado na área de comercialização de carne e para fins conservacionistas e de pesquisa, como modelo experimental. Diante da necessidade do detalhamento da morfologia do sistema olfatório secundário, o sistema vomeronasal, foi descrita a anatomia macroscópica, anatomia microscópica e topografia do órgão vomeronasal (OVN) da paca (Cuniculus paca). Foram utilizadas cinco pacas adultas do Setor de Animais Silvestres da FCAV, UNESP, Jaboticabal-SP. Após a eutanásia dos animais, a solução fixadora de formaldeído 10% em tampão fosfato de sódio (PBS) foi perfundida sistemicamente (via aorta ascendente). Mediante dissecação, o OVN foi localizado e individualizado para a descrição topográfica e anatômica. Posteriormente, foi isolado e incluído em parafina plástica. Cortes de cinco micrômetros foram corados com Hematoxilina-Eosina. O OVN encontra-se no assoalho da cavidade nasal em ambos os lados da base do septo nasal e está relacionado com o osso vômer, processos palatinos dos ossos pré-maxilar e maxilar. Rostralmente, comunica-se com a cavidade oral estabelecendo relação com a papila incisiva. É um órgão par com superfície irregular, levemente elíptico em secção transversal, apresentando coloração amarronzada repleta de vasos sanguíneos. À microscopia de luz, notou-se presença da cartilagem vomeronasal. O órgão é revestido por um epitélio não sensorial e neurossensorial.


#4 - Brain parenchymal changes during normal aging in domestic cats

Abstract in English:

This study aimed to identify changes related to brain parenchyma as advancing age in healthy domestic cats. Our hypothesis is that cats suffer cerebral and cerebellar atrophy and show focal changes in signal intensity of the brain parenchyma in accordance with the progression of age. Twelve adult (1 to 6 years), eleven mature (7 to11 years) and ten geriatric non-brachycephalic cats (12 years or more of age) underwent brain magnetic resonance imaging (MRI). There were no changes in signal intensity and contrast uptake in brain parenchyma of the cats. Geriatric animals showed significantly lower average thickness of the interthalamic adhesion and percentage of the cerebral parenchyma volume in relation to intracranial volume than those found in the adult group. No significant differences were found between groups for cerebral volume, cerebellar volume and percentage of cerebellar volume in relation to intracranial volume. The results of this study indicate that atrophy of the cerebral parenchyma, including the interthalamic adhesion, occurs with age in domestic cats, confirming the hypothesis of the study. However, the results did not corroborate the hypothesis that cats show cerebellar atrophy and focal changes in signal intensity of the brain parenchyma with advancing age.

Abstract in Portuguese:

Este estudo objetivou a identificação de alterações no parênquima cerebral relacionadas ao avanço da idade em gatos domésticos saudáveis. Nossa hipótese é de que os gatos sofrem atrofia cerebral e cerebelar, além de alterações focais na intensidade do sinal do parênquima cerebral, de acordo com a progressão da idade. Doze gatos não braquicéfalos adultos (1 a 6 anos), onze maduros (7 a 11 anos) e dez geriátricos (12 anos ou mais) foram submetidos à ressonância magnética encefálica. Não foram observadas alterações na intensidade do sinal e na captação de contraste do parênquima encefálico nos gatos. Os animais geriátricos apresentaram médias da espessura da adesão intertalâmica e porcentagem do volume do parênquima cerebral, em relação ao volume intracraniano, significativamente menores a aquelas encontradas no grupo dos adultos. Não foram encontradas diferenças significativas entre os grupos para volume cerebral, volume cerebelar e porcentagem de volume cerebelar em relação ao volume intracraniano. Os resultados deste estudo indicam que a atrofia do parênquima cerebral, incluindo a adesão intertalâmica, ocorre com o avanço da idade em gatos domésticos, confirmando a hipótese do estudo. No entanto, os resultados não corroboraram a hipótese de que os gatos apresentam atrofia cerebelar e alterações focais na intensidade do sinal do parênquima encefálico com a progressão da idade.


#5 - Radiographic measurements related with the cardiac size in young female Bergamasca sheep, 37(12):1526-1530

Abstract in English:

ABSTRACT.- Babicsak V.R., Alves L.S., Tsunemi M.H. & Vulcano L.C. 2017. Radiographic measurements related with the cardiac size in young female Bergamasca sheep. Pesquisa Veterinária Brasileira 37(12):1526-1530. Departamento de Reprodução Animal e Radiologia Veterinária, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade Estadual Paulista, Campus de Botucatu, Rua Prof. Doutor Walter Mauricio Correa s/n, Botucatu, SP 18618-681, Brazil. E-mail: viviam.babicsak@gmail.com In thoracic radiographic examination, routinely used in cases which cardiac evaluation is indicated, quantitative assessment of the heart is a useful role to be used in combination with subjective analysis. Numerous studies about objective assessment of the cardiac size have been performed in several species, including sheep; however, there is scarce information regarding cardiac parameters of young Bergamasca sheep. Therefore, the purpose of this study was to determine the average results and suggest the range of expected normal values for parameters related to the heart size of young female Bergamasca sheep by radiographic evaluation. Fifteen healty 8 months-old female Bergamasca sheep (mean weight: 41.13±4.71kg) were submitted to right lateral recumbency thoracic radiography. The length of the fourth and third to fifth thoracic vertebrae, cardiac height and width, vertebral heart size, cardiophrenic contact, caudal vena cava height, aorta caliber and tracheal angle were measured and the mean results found were, respectively: 2.46±0.11cm (95% CI 2.41-2.52), 7.53±0.30cm (95% CI 7.38-7.68), 13.83±0.57cm, (95% CI 13.54-14.12), 8.99±0.37cm (8.80-9.17), 8.99±0.27 vertebrae (95% 8.85-9.13), 4.55±0.70cm (95% CI 4.19-4.90), 1.88±0.19cm (95% CI 1.79-1.97), 2.05±0.11cm (95% CI 2.00-2.11) and 14.36±2.73° (95% CI 12.98-15.75). Cardiac height and width and the sum of these parameters were compared to the length of third to fifth thoracic vertebrae, resulting in the respective mean values: 1.84±0.08 (95% IC 1.80-1.88), 1.20±0.05 (1.17-1.22) and 3.04±0.11 (95% IC 2.98-3.09). Ratios of cardiophrenic contact to cardiac height and caudal vena cava height to length of fourth thoracic vertebra were also evaluated and the mean values obtained were 0.33±0.05 (95% IC 0.30-0.35) and 0.76±0.08 (95% IC 0.72-0.81), respectively. Authors suggest that the values available in this study may be used as reference for normal heart size in young female Bergamasca sheep and as basis for further studies.

Abstract in Portuguese:

RESUMO.- Babicsak V.R., Alves L.S., Tsunemi M.H. & Vulcano L.C. 2017. Radiographic measurements related with the cardiac size in young female Bergamasca sheep. [Mensurações radiográficas relacionadas às dimensões cardíacas em borregas Bergamácia.] Pesquisa Veterinária Brasileira 37(12):1526-1530. Departamento de Reprodução Animal e Radiologia Veterinária, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade Estadual Paulista, Campus de Botucatu, Rua Prof. Doutor Walter Mauricio Correa s/n, Botucatu, SP 18618-681, Brazil. E-mail: viviam.babicsak@gmail.com No exame radiográfico torácico, rotineiramente utilizado em casos em que a avaliação cardíaca é indicada, a análise quantitativa do coração é um recurso útil a ser usado em combinação com a avaliação subjetiva. Diversos estudos relacionados à análise objetiva do tamanho cardíaco têm sido realizados em várias espécies, incluindo ovinos; no entanto, há pouca informação sobre os parâmetros cardíacos de ovinos jovens da raça Bergamácia. Dessa forma, o objetivo deste estudo foi determinar as médias e sugerir o intervalo de valores esperados para os parâmetros relacionados ao tamanho cardíaco de borregas Bergamácia por meio da avaliação radiográfica. Quinze borregas Bergamácia de 8 meses de idade (média de peso: 41,13±4,71kg) foram submetidas à radiografia torácica em decúbito lateral direito. O comprimento do quarto e da terceira a quinta vértebras torácicas, a altura e a largura cardíaca, o tamanho do coração em relação à unidade de vértebra torácica, o contato cardiofrênico, a altura da veia cava caudal, o calibre da aorta e o ângulo traqueal foram mensurados, sendo encontrados os seguintes valores médios, respectivamente: 2,46±0,11cm (95% IC 2,41-2,52), 7,53±0,30cm (95% IC 7,38-7,68), 13,83±0,57cm, (95% IC 13,54-14,12), 8,99±0,37cm (95% IC 8,80-9,17), 8,99±0,27 vértebras (95% IC 8,85-9,13), 4,55±0,70cm (95% IC 4,19-4,90), 1,88±0,19cm (95% IC 1,79-1,97), 2,05±0,11cm (95% IC 2,00-2,11) e 14,36±2,73° (95% IC 12,98-15,75). A altura e a largura cardíaca e a soma desses parâmetros foram comparados com o comprimento da terceira a quinta vértebras torácicas, resultando nos respectivos valores médios: 1,84±0,08 (95% IC 1,80-1,88), 1,20±0,05 (1,17-1,22) e 3,04±0,11 (95% IC 2,98-3,09). Também foram avaliadas as relações entre o contato cardiofrênico e a altura cardíaca e entre a altura da veia cava caudal e o comprimento da quarta vértebra torácica, sendo determinados os valores médios de 0,33±0,05 (95% IC 0,30-0,35) e 0,76±0,08 (95% IC 0,72-0,81), respectivamente. Os autores sugerem que os valores disponíveis no presente estudo podem ser utilizados como referência na avaliação das dimensões cardíacas de borregas Bergamácia e como base para estudos futuros.


#6 - Origin of brachial plexus nerves for common marmoset (Callithrix jacchus Linnaeus, 1758), 37(11):1341-1344

Abstract in English:

ABSTRACT.- Falcão B.M.R., Santos J.R.S., De La Salles A.Y.F., Carreiro A.N., Diniz J.A.R.A., Dias R.F.F., Menezes D.J.A. & Medeiros G.X. 2017. [Origin of brachial plexus nerves for common marmoset (Callithrix jacchus Linnaeus, 1758).] Origem dos nervos do plexo braquial de sagui-de-tufos-brancos (Callithrix jacchus Linnaeus, 1758). Pesquisa Veterinária Brasileira 37(11):1341-1344. Programa de Graduação em Medicina Veterinária, Universidade Federal de Campina Grande, Av. Universi­tária, Cx. Postal 64, Santa Cecília, Patos, PB 58708-110, Brazil. E-mail: mdanayres@gmail.com The common marmoset (Callithrix jacchus) is a small primate that inhabits shrub forests of the Caatinga and the Atlantic Forest in Brazilian Northeast. This species of marmoset is very common and easy to adaptation in captivity, aspect that encourages illegal capture of these animals that are victims of mistreatments, causing injuries. The lack of knowledge in anatomy in marmosets and other wildlife hinders the safe application of clinical, surgical and therapeutic procedures. The brachial plexus has been described in some species of animals, but so far, there is no description for common marmoset (Callithrix jacchus). To study the brachial plexus of these animals were dissected ten corpses of common marmosets (Callithrix jacchus) adults, being five males and five females. In all animals, the brachial plexus was originated from spinal nerves C5, C6, C7, C8 and T1, with few variations in origin and the contributions of the nerves in both antimeres, forming three trunks: the cranial (C5 and C6), medium (C7) and caudal (C8 and T1).

Abstract in Portuguese:

RESUMO.- Falcão B.M.R., Santos J.R.S., De La Salles A.Y.F., Carreiro A.N., Diniz J.A.R.A., Dias R.F.F., Menezes D.J.A. & Medeiros G.X. 2017. [Origin of brachial plexus nerves for common marmoset (Callithrix jacchus Linnaeus, 1758).] Origem dos nervos do plexo braquial de sagui-de-tufos-brancos (Callithrix jacchus Linnaeus, 1758). Pesquisa Veterinária Brasileira 37(11):1341-1344. Programa de Graduação em Medicina Veterinária, Universidade Federal de Campina Grande, Av. Universi­tária, Cx. Postal 64, Santa Cecília, Patos, PB 58708-110, Brazil. E-mail: mdanayres@gmail.com O sagui-de-tufos-brancos (Callithrix jacchus) é um pequeno primata que habita florestas arbustivas da Caatinga e a Mata Atlântica do Nordeste brasileiro. Essa espécie de sagui é muito comum e de fácil adaptação ao cativeiro, aspecto que estimula a captura clandestina desses animais, os quais são vítimas de maus tratos que causam lesões. A falta de conhecimento da anatomia de saguis e outros animais silvestres dificulta a aplicação segura de procedimentos clínicos, cirúrgicos e terapêuticos. O plexo braquial tem sido descrito em algumas espécies animais, porém até o momento não existia descrição em saguis-de-tufos-brancos (Callithrix jacchus). Para estudar o plexo branquial desses animais foram dissecados dez cadáveres de saguis-de-tufos-brancos (Callithrix jacchus) adultos sendo cinco machos e cinco fêmeas. Em todos os animais o plexo braquial originou- se dos nervos espinhais C5, C6, C7, C8 e T1, com poucas variações na origem e nas contribuições dos nervos, em ambos os antímeros, formando três troncos: cranial (C5 e C6), médio (C7) e caudal (C8 e T1).


#7 - Anatomy description of cervical region and hyoid apparatus in living giant anteaters Myrmecophaga tridactyla Linnaeus, 1758, 37(11):1345-1351

Abstract in English:

ABSTRACT.- Borges N.C., Nardotto J.R.B., Oliveira R.S.L., Rüncos L.H.E., Ribeiro R.G. & Bogoevich A.M. 2017. Anatomy description of cervical region and hyoid apparatus in living giant anteaters Myrmecophaga tridactyla Linnaeus, 1758. Pesquisa Veterinária Brasileira 37(11):1345-1351. Setor de Diagnóstico por Imagem, Escola de Veterinária e Zootecnia, Universidade Federal de Goiás, Campus Samambaia, Cx. Postal 131, Goiânia, GO 74001-970, Brazil. E-mail: naidaborges@yahoo.com.br The giant anteater has specific anatomical adaptations resulting from its ant and termite feeding habits. The unique arrangement of its hyoid apparatus is essential for the ingestion of food. However, its description in the literature is based on fragments and fossils, making it difficult to determine existing anatomical details in live animals. Imaging techniques, which enable the topographical anatomy of animals to be examined noninvasively, provide essential information for the diagnosis and prognosis of diseases. The aim of this study is to describe the bone contours in the hyoid apparatus of the giant anteater by means of radiographic and tomographic images. Giant anteaters of varying ages from the Wild Animal Screening Center (CETAS-GO) were used, seven for X-ray exams and two adults for CT exams. The hyoid elements in all the animals were evaluated using the two imaging techniques, and were visualized in the cervical region of C2 to C6, which comprises three paired bones (stylohyoid, epihyoid, ceratohyoid) and one unpaired bone (basihyoid). The presence of air in the oropharynx enabled the assessment of soft tissue structures in this region, such as the epiglottis and the soft palate. CT axial sections are of limited usefulness for evaluating the hyoid bones, but enable assessments of the basihyoid bone and its characteristic V-shape. Thus, to analyze the hyoid region in anteaters based on radiographic and tomographic images, one must keep in mind that the stylohyoid, epihyoid and ceratohyoid bones are situated ventrally to the C2 to C5 vertebrae and that the basihyoid at the level of C5-C6 demarcates the transition between the nasopharynx and the trachea. The nasopharynx and oropharynx extend from C1 to C5, and the trachea begins at the level of C6

Abstract in Portuguese:

RESUMO.- Borges N.C., Nardotto J.R.B., Oliveira R.S.L., Rüncos L.H.E., Ribeiro R.G. & Bogoevich A.M. 2017. Anatomy description of cervical region and hyoid apparatus in living giant anteaters Myrmecophaga tridactyla Linnaeus, 1758. [Descrição anatômica da região cervical e aparato hioide em espécimes vivos de tamanduá-bandeira, Mymercophaga tridactyla Linnaeus, 1758.] Pesquisa Veterinária Brasileira 37(11):1345-1351. Setor de Diagnóstico por Imagem, Escola de Veterinária e Zootecnia, Universidade Federal de Goiás, Campus Samambaia, Cx. Postal 131, Goiânia, GO 74001-970, Brazil. E-mail: naidaborges@yahoo.com.br O Tamanduá-Bandeira possui adaptações anatômicas específicas, devido aos hábitos alimentares de ingestão de formigas e cupins. O arranjo singular do aparato hioide dos tamanduás é fundamental para a ingestão de alimentos. Sua descrição na literatura é baseada em peças e fósseis, o que dificulta a determinação de detalhes anatômicos existentes em animais vivos. As técnicas de imagem permitem a avaliação da anatomia topográfica dos animais, de maneira não invasiva, e o conhecimento desta é fundamental para o diagnóstico e prognóstico de afecções. O objetivo desse trabalho foi descrever o contorno ósseo do aparato hioide do tamanduá-bandeira, por meio de imagens radiográficas e tomográficas. Foram utilizados tamanduás-bandeiras provenientes do Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS-GO), sendo sete, de variadas idades, para os exames radiográficos e dois adultos para os tomográficos. Os elementos hioideos foram avaliados em todos os animais por meio de ambas as técnicas de imagem, sendo visibilizados na região cervical, de C2 até C6, composto por três elementos pares (estiloioide, epioide, ceratioide) e um elemento ímpar (basitireoide). A presença de ar na orofaringe permitiu a avaliação das estruturas de tecidos moles desta região, como a epiglote e o palato mole. Os cortes tomográficos axiais têm importância limitada na avaliação dos hioides, mas permitem a avaliação do basitireoide e de seu formato característico (V-bone). Desta forma, para avaliar a região hioidea por meio dos exames radiográficos e tomográficos em tamanduás-bandeira, deve-se considerar que os ossos estiloioide, epioide e ceratioide localizam-se ventral às vértebras C2 até C5 e o basitireoide, em C5-C6, delimita a transição entre a nasofaringe e a traqueia. A orofaringe e a nasofaringe estendem-se de C1 a C5, e a traqueia inicia-se a partir de C6.


#8 - Variation in irrigation of the sinoatrial node in dogs of different breeds, 37(11):1352-1356

Abstract in English:

ABSTRACT.- Favaron P.O., Borghesi J., Agopian R.G., Miglino M.A. & Borelli V. 2017. [Variation in irrigation of the sinoatrial node in dogs of different breeds.] Variação nos tipos de irrigação do nodo sinoatrial em cães de diferentes raças. Pesquisa Veterinária Brasileira 37(11):1352-1356. Setor de Anatomia dos Domésticos e Silvestres, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade de São Paulo, Rua Professor Orlando Marques de Paiva 87, Butantã, São Paulo, SP 05508-270, Brazil. E-mail: phelipe.favaron@yahoo.com.br Considering the anatomical and electrophysiological heterogeneity of the sinoatrial node for generation and propagation of the action potential, as well as the particularities relating to the origin of blood nutrition, this study aimed to analyze the behavior of arteries involved in irrigation of the sinoatrial node in dogs performing a descriptive and comparative analysis between different breeds, with emphasis in the origin, pathway and branching of vessels, as well as the presence of anastomoses. Totally, 240 hearts were fixed in solution of formalin 10% and subjected to Spalteholz diaphanization. The vascularization of the sinoatrial node occurs by the right circumflex branch or left circumflex branch, showing several particularities according to the breed. Thus, predominantly in the studied breeds, the blood supply of the sinoatrial node depends exclusively (63.6%) or from anastomosis of the right coronary artery. There is also participation of right atrial proximal branch and right atrial intermediary branch. Less often (15.4%) the blood supply occurs exclusively from the left atrial proximal branch, which is a branch of the circumflex branch of the left coronary artery. In summary, our results related to the origin of the sinoatrial node blood nutrition and the branching of vessels involved on that represents a fundamental knowledge for the development and improvement of surgery in dogs, as well as for pathology and experimental research.

Abstract in Portuguese:

RESUMO.- Favaron P.O., Borghesi J., Agopian R.G., Miglino M.A. & Borelli V. 2017. [Variation in irrigation of the sinoatrial node in dogs of different breeds.] Variação nos tipos de irrigação do nodo sinoatrial em cães de diferentes raças. Pesquisa Veterinária Brasileira 37(11):1352-1356. Setor de Anatomia dos Domésticos e Silvestres, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade de São Paulo, Rua Professor Orlando Marques de Paiva 87, Butantã, São Paulo, SP 05508-270, Brazil. E-mail: phelipe.favaron@yahoo.com.br Considerando a heterogeneidade anatômica e eletrofisiológica do nodo sinoatrial para a geração e propagação do potencial de ação, bem como as particularidades relacionadas a origem da sua irrigação sanguínea, este trabalho teve como objetivo analisar o comportamento das artérias envolvidas na irrigação do nodo sinoatrial em cães realizando uma análise descritiva e comparativa entre diferentes raças estudadas, detalhando a origem, o percurso e a ramescência dos vasos, assim como a eventual ocorrência de anastomoses. Ao todo analisamos resultados obtidos em 240 corações, os quais foram fixados em solução de formalina 10% e submetidos a diafanização de Spalteholz. A irrigação deste ocorre mediante colaterais oriundos do ramo circunflexo direito ou ramo circunflexo esquerdo, mostrando particularidades diferentes para cada raça. Assim, predominantemente, nas raças ora estudadas a irrigação arterial do nodo sinoatrial depende exclusivamente (63,6%), ou de anastomoses de colaterais da artéria coronária direita, havendo também participação dos ramo proximal atrial direito e intermédio atrial direito. Menos frequentemente (15,4%) o suprimento sanguíneo ocorre exclusivamente por conta do ramo proximal atrial esquerdo, oriundo do ramo circunflexo da artéria coronária esquerda. Os dados aqui apresentados sobre a origem da irrigação sanguínea do nodo sinoatrial e a ramescência dos vasos envolvidos nesta tarefa representam conhecimento fundamental para o desenvolvimento da clínica-cirúrgica em cães, da patologia e trabalhos de natureza experimental.


#9 - Morphology and topography of the spleen of paca (Cuniculus paca Linnaeus, 1766), 37(10):1177-1180

Abstract in English:

ABSTRACT.- Ribeiro I.F., Leal L.M., De Oliveira F.S., Simões L.S., Moraes P.C., Miglino M.A., Machado M.R.F. & Sasahara T.H.C. 2017. [Morphology and topography of the spleen of paca (Cuniculus paca Linnaeus, 1766).] Morfologia e topografia do baço da paca (Cuniculus paca Linnaeus, 1766). Pesquisa Veterinária Brasileira 37(10):1177-1180. Departamento de Morfologia e Fisiologia Animal, Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Universidade Estadual Paulista, Via de Acesso Prof. Paulo Donato Castellane s/n, Jaboticabal, SP 14884-900, Brazil. E-mail: tsasahara@gmail.com Paca is a large rodent, distributed in part of the Brazilian territory and in Latin America, whose importance is related to the crescent commercial production of exotic meat and in scientific research as a promising experimental model. The morphology and topography of the spleen of paca (Cuniculus paca) is described. Five adult pacas, male and female, were fixed with formaldehyde 10% and stored in 30% saline solution for preservation. The spleen of paca has the anatomical position related to stomach, liver, left kidney, pancreas and greater omentum. The spleenis irregular, longer than larger, with reddish-dark color and smooth texture. Related to the histological description, the spleen has capsule of dense connective tissue that emitted trabeculae projecting into the parenchyma. The capsule and trabeculae has smooth muscle fibers. The parenchyma is composed by the white and red pulp, the latter composed with sinusoids and splenic cords.

Abstract in Portuguese:

RESUMO.- Ribeiro I.F., Leal L.M., De Oliveira F.S., Simões L.S., Moraes P.C., Miglino M.A., Machado M.R.F. & Sasahara T.H.C. 2017. [Morphology and topography of the spleen of paca (Cuniculus paca Linnaeus, 1766).] Morfologia e topografia do baço da paca (Cuniculus paca Linnaeus, 1766). Pesquisa Veterinária Brasileira 37(10):1177-1180. Departamento de Morfologia e Fisiologia Animal, Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Universidade Estadual Paulista, Via de Acesso Prof. Paulo Donato Castellane s/n, Jaboticabal, SP 14884-900, Brazil. E-mail: tsasahara@gmail.com A paca é um grande roedor, presente em parte do território brasileiro e na América Latina, cuja importância está na crescente produção comercial de carne exótica e na pesquisa científica como um promissor modelo experimental. Assim, este trabalho objetivou-se descrever a morfologia e a topografia do baço da paca (Cuniculus paca). Foram utilizadas cinco pacas adultas, machos e fêmeas, fixadas em formaldeído a 10% e armazenados em solução salina a 30% para sua conservação. Na paca, o baço tem sua localização relacionada ao estômago, ao fígado, ao rim esquerdo, ao pâncreas e ao omento maior. Possui forma irregular, sendo mais longo do que largo, possui coloração avermelhada-escura e textura lisa. Quanto à descrição histológica, apresenta cápsula de tecido conjuntivo denso que emitiu trabéculas que se projetam no parênquima. A cápsula e as trabéculas apresentam fibras musculares lisas. O parênquima è composto pela polpa branca e polpa vermelha, esta última formada por seios e cordões esplênicos.


#10 - Microscopic anatomy and ultrastructure of paca stifle (Cuniculus paca Linnaeus, 1766), 37(9):995-1001

Abstract in English:

ABSTRACT.- Silva A., Martins L.L., Garcia-Filho S.P., Oliveira F.S., Sasahara T.H.C., Tosta C.R.N., Moraes P.C. & Machado M.R.F. 2017. [Microscopic anatomy and ultrastructure of paca stifle (Cuniculus paca Linnaeus, 1766).] Anatomia microscópica e ultraestrutura do joelho da paca (Cuniculus paca Linnaeus, 1766). Pesquisa Veterinária Brasileira 37(9):995-1001. Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Universidade Estadual Paulista, Universidade Estadual Paulista, Via de Acesso Prof. Paulo Donato Castellane s/n, Jaboticabal, SP 14884-900, Brazil. E-mail: tsasahara@gmail.com Paca (Cuniculus paca), one of the largest rodent of the Brazilian fauna, has characteristics inherent to the species that can contribute as a new experimental animal; so, considering that there is a growing search for experimental models suitable for orthopedic and surgical research, it was analyzed and described in detail the microscopic and ultrastructural anatomy of the stifle in this rodent. The collateral ligaments are composed of bundles of collagen fibers arranged in parallel and in wavy path. Fibroblasts formed parallel rows to the collagen fibers; concerning the collateral ligaments, they presented imperceptible cytoplasm at light microscopy, but at ultrastructure analysis they presented several cytoplasmic processes. At the microscopic level, the stifle of paca resembles the domestic animals, rodents and lagomorphs.

Abstract in Portuguese:

RESUMO.- Silva A., Martins L.L., Garcia-Filho S.P., Oliveira F.S., Sasahara T.H.C., Tosta C.R.N., Moraes P.C. & Machado M.R.F. 2017. [Microscopic anatomy and ultrastructure of paca stifle (Cuniculus paca Linnaeus, 1766).] Anatomia microscópica e ultraestrutura do joelho da paca (Cuniculus paca Linnaeus, 1766). Pesquisa Veterinária Brasileira 37(9):995-1001. Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Universidade Estadual Paulista, Universidade Estadual Paulista, Via de Acesso Prof. Paulo Donato Castellane s/n, Jaboticabal, SP 14884-900, Brazil. E-mail: tsasahara@gmail.com A paca (Cuniculus paca), um dos maiores roedores da fauna brasileira, possui características inerentes à sua espécie que podem contribuir como uma nova opção de animal experimental; assim, considerando-se que há crescente busca por modelos experimentais apropriados para ortopedia e pesquisas cirúrgicas, foram analisados e descritos em detalhes a anatomia microscópica e ultraestrutural do joelho desse roedor. Os ligamentos colaterais são constituídos por feixes de fibras colágenas arranjadas paralelamente e com trajeto ondulado. Os fibroblastos formavam fileiras paralelas às fibras colágenas; quanto aos ligamentos colaterais, estes apresentaram citoplasma imperceptível à avaliação por microscopia de luz, entretanto, em análise ultraestrutural verificou-se vários prolongamentos citoplasmáticos. Microscopicamente, as estruturas presentes no joelho da paca assemelham-se às dos animais domésticos, roedores e lagomorfos.


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