Resultado da pesquisa (24)

Termo utilizado na pesquisa ultrasound

#1 - Ultrasonographic, macroscopic and histological characterization of the proximal insertion of the suspensory ligament in Crioulo horses

Abstract in English:

Although ultrasound (US) is a routine diagnostic modality, it still presents limitations for the diagnosis of lesions such as those in the proximal insertion of the suspensory ligament (PISL) because of its composition, which includes muscle fibers and adipose tissue interspersed with the ligament fibers. The objective of the present study was to describe the ultrasonographic, macroscopic and histological aspects of the PISL of thoracic limbs (TL) and pelvic limbs (PL) in Crioulo horses (CH). We selected 34 specimens of TL (right and left) and 10 specimens of PL of horses with a mean age of 5.7 years, from a private clinic or sent to the Department of Veterinary Pathology of UFSM, which died from different causes. The animals had no previous history of lameness in selected limbs associated with PISL injuries. The 34 specimens of PISL of TL were divided into CH (n=25) and Thoroughbred horses (TBH) (n=9), which composed the control group, and 11 specimens of PISL of PL were divided into CH (n=8) and TBH (n=3), which also served as control. The US examination was performed in the PISL using a Sonosite Edge device, 5-10 MHz linear transducer, with cross-sectional and longitudinal palmaromedial and palmarolateral images of the proximal surface of metacarpus III, II and IV (MCIII/MCII/MCIV). In PL, the evaluation was performed four centimeters below the chestnut in the plantaromedial aspect of metatarsus III and II (MTIII/MTII). PISL lobulated shape and size were compared with those of the contralateral limb, as well as the regularity of the palmar bone surface of MC III, II and IV. Subsequently, dissection of the PISL lobes was performed, as well as its macroscopic evaluation, which preceded the histological processing of the samples. In specimens of the CH breed, PISL showed echogenicity varying from peripheral dorsal hyperechogenic zones that merge into echogenic and hypoechogenic zones, where lobulation occurs. In the samples from the TBH group, PISL was also lobulated, but with differences in the echogenicity pattern such as diffuse hypoechogenicity and echogenicity. Macroscopically, CH samples presented a large amount of adipose tissue that corresponds to the dorsal peripheral zone of PISL, which ends in the connective tissue that delimits the ligamentous lobes. On a macroscopic cross-section of PISL, muscle fibers in red are mixed with white ligament fibers in the center of the ligament. This macroscopic finding was not observed in TBH samples, in which muscle fibers overlap ligament fibers throughout the ligament extension and a small amount of fat is present in the dorsal periphery of the ligament. PISL of PL had a triangular shape with echogenicity characteristics very similar to those observed in TL. In ultrasonographic, macroscopic and histological evaluation, PISL samples of TL and PL in CH showed a larger amount of peripheral dorsal adipose tissue, as well as a larger number of merged ligament and muscle fibers compared with those in TBH.

Abstract in Portuguese:

Embora uma modalidade diagnóstica rotineira, a ultrassonografia ainda possui algumas limitações para o diagnóstico de lesões como as que afetam a inserção proximal do ligamento suspensório (IPLS). Uma dessas limitações é relacionada à composição desse ligamento que inclui fibras musculares e tecido adiposo intercalados entre as fibras ligamentares. O objetivo do presente trabalho foi descrever os aspectos ultrassonográficos (US), macroscópicos e histológicos da IPLS de membros torácicos (MT) e membros pélvicos (MP) de equinos da raça crioulo (CC). Foram selecionados 34 espécimes de MT (direito e esquerdo) e 10 espécimes de MP de equinos com idade média de 5,7 anos, que vieram a óbito por diferentes causas, oriundos de uma clínica privada ou destinados ao Laboratório de Patologia Veterinária da UFSM. Não havia histórico prévio de claudicações nos membros selecionados que pudessem estar relacionadas a lesões da IPLS. Os 34 espécimes da IPLS MT foram divididos pela raça CC (n=25) e Puro Sangue Inglês (PSI) (n=9), o qual serviu como grupo controle e, 11 espécimes da IPLS do MP divididos em raça CC (n=8) e PSI (n=3) também como grupo controle. O exame US foi realizado na IPLS com um aparelho Sonosite Edge, transdutor linear de 5-10 MHz, com imagens transversais e longitudinais palmaromedial e palmarolateral da face proximal do metacarpiano (MC) III, II e IV. No MP a avaliação foi realizada quatro centímetros abaixo da castanha no aspecto plantaromedial do metatarsiano III e II (MTIII / MTII). Foram também observadas à forma lobulada da IPLS e o tamanho em comparação ao membro contralateral, bem como a regularidade da superfície óssea palmar do MC III, II, IV. Posteriormente foi realizada a dissecação dos lobos IPLS, bem como a avaliação macroscópica dos mesmos que antecedeu o processamento das amostras para histologia. Em espécimes CC, a IPLS possui uma ecogenicidade que varia de zonas periféricas dorsais hiperecogênicas que se mesclam a zonas ecogênicas e hipoecogênicas onde ocorre a sua lobulação. Nas amostras do grupo PSI, a IPLS também é lobulada, mas com diferenças no padrão de ecogenicidade como, hipoecogenicidade e ecogenicidade difusas. Macroscopicamente, as amostras CC apresentaram uma grande quantidade de tecido adiposo que corresponde à zona periférica dorsal da IPLS, a qual termina no tecido conjuntivo que delimita os lobos ligamentares. Em uma secção transversal macroscópica da IPLS as fibras musculares em vermelho se mesclam as fibras ligamentares brancas no centro do ligamento. Este achado macroscópico não foi observado na raça PSI, onde as fibras musculares intercalam as fibras ligamentares em toda a extensão do ligamento e pequenas quantidades de gordura estão presentes na periferia dorsal do mesmo. A IPLS no MP possui um formato triangular com características de ecogenicidade muito similares as citadas no MT. Na avaliação US, macroscópica e histológica as amostras da IPLS em MT e MP de equinos na raça CC demonstraram uma maior quantidade de tecido adiposo dorsal periférico bem como, uma maior quantidade de fibras musculares e ligamentares mescladas em comparação às amostras PSI.


#2 - BI-RADS classification and gray level histogram of malignant mammary tumors in bitches, 38(10):1942-1948

Abstract in English:

ABSTRACT.- Oliveira D.M.N.M., Costa F.S. & Wischral A. 2018. BI-RADS classification and gray level histogram of malignant mammary tumors in bitches. [Classificação BI-RADS e histograma dos níveis de cinza de tumores mamários malignos em cadelas.] Pesquisa Veterinária Brasileira 38(10):1942-1948. Departamento de Medicina Veterinária, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Rua Dom Manoel de Medeiros s/n, Dois Irmãos, Recife, PE 52171-900, Brazil. E-mail: deboramnavarro@gmail.com Mammary tumor is the most frequent among the tumors that affect canine females, with relevant importance in veterinary medicine. The objective of this study was to determine the image characteristics of mammary tumors in female dogs, and compare different ultrasonographic techniques for neoplastic evaluation. During the experiment, 30 bitches with presence of nodular lesion in the mammary gland were used. Initially females were submitted to clinical and laboratory evaluations, and subsequent to the ultrasound examination of the tumor mass, as well as abdominal ultrasound and thoracic x-ray for the metastasis investigation. Quantitative analysis by histogram of the gray levels and categorization of the tumor masses by the BI-RADS system were performed. Later, the bitches were submitted to surgical resection of the tumors, where samples of the neoplastic tissue were collected for histopathological analysis. Carcinoma in mixed tumor showed a higher rate (33.3%), and the malignancy degree of epidermal tumors were classified in grade 1 (n=9), grade 2 (n=12) and grade 3 (n=3). Malignancy degree showed positive correlation with BI-RADS (r=0.55; P<0.05) and with the parameter echotexture - histogram base width (r=0.42, P<0.05). BI-RADS graduation also showed a positive correlation with the echotexture parameters (standard deviation of average echogenicity r=0.66, P<0.05 and base width r=0.55, P<0.05). It was concluded that the BI-RADS method in combination with the echotexture of tumors, can be used to evaluate mammary tumors in dogs and establish the planning of treatment.

Abstract in Portuguese:

RESUMO.- Oliveira D.M.N.M., Costa F.S. & Wischral A. 2018. BI-RADS classification and gray level histogram of malignant mammary tumors in bitches. [Classificação BI-RADS e histograma dos níveis de cinza de tumores mamários malignos em cadelas.] Pesquisa Veterinária Brasileira 38(10):1942-1948. Departamento de Medicina Veterinária, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Rua Dom Manoel de Medeiros s/n, Dois Irmãos, Recife, PE 52171-900, Brazil. E-mail: deboramnavarro@gmail.com Entre os tumores que acometem cadelas a neoplasia mamária é a de maior incidência, apresentando relevante importância na medicina veterinária. Este trabalho teve o objetivo de determinar as características ultrassonográficas de neoplasias mamárias em cadelas, e comparar diferentes técnicas ultrassonográficas de avaliação tumoral. Durante a realização deste experimento, foram utilizadas 30 cadelas com presença de lesão nodular em glândula mamária. Inicialmente as fêmeas foram submetidas a avaliações clínicas e laboratoriais, e subsequentemente à realização de exame ultrassonográfico da massa tumoral, assim como ultrassom abdominal e raio x torácico para a pesquisa de metástase. Foram realizadas a análise quantitativa por histograma dos níveis de cinza e categorização das massas tumorais pelo sistema BI-RADS. Posteriormente as cadelas foram submetidas à ressecção cirúrgica dos tumores, onde foram coletadas amostras do tecido neoplásico para análise histopatológica. O carcinoma em tumor misto foi o tipo tumoral de maior incidência (33.3%), e a graduação de malignidade dos tumores epiteliais foram classificadas em grau 1 (n=9), grau 2 (n=12) e grau 3 (n=3). A graduação demonstrou correlação positiva com a categorização BI-RADS (r=0,55; P<0,05) e com o parâmetro de ecotextura – largura de base do histograma (r=0,42; P<0,05). A graduação BI-RADS também demonstrou uma correlação positiva com os parâmetros de ecotextura (desvio padrão da média da ecogenicidade r=0,66; P< 0,05 e largura de base r=0,55; P<0,05). Conclui-se que o método de categorização BI-RADS, assim como os parâmetros de ecotextura dos tumores, podem ser usados para avaliação de neoplasia mamária em cadelas e assim auxiliar no planejamento de tratamento de cada caso.


#3 - Jugular thrombophlebitis in horses subjected to laparotomy for the treatment of gastrointestinal disease, 38(5):862-869

Abstract in English:

ABSTRACT.- Montanhim G.L., Toni M.C., Sousa S.S., Bonacin Y.S., Bueno G.M., Módolo T.J.C., Santana A.E. & Dias D.P.M. 2018. [Jugular thrombophlebitis in horses subjected to laparotomy for the treatment of gastrointestinal disease.] Tromboflebite jugular em equinos submetidos à laparotomia para o tratamento de afecção gastrointestinal. Pesquisa Veterinária Brasileira 38(5):862-869. Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinária, Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Universidade Estadual Paulista, Via de Acesso Prof. Paulo Donato Castellane s/n, Jaboticabal, SP 14884-900, Brazil. E-mail: dpmdias@fcav.unesp.br Coagulation abnormalities are usually associated with equine gastrointestinal disease due to the increased levels of inflammatory mediators, which promotes hemostasis and inhibit fibrinolysis, creating a hypercoagulable state. Horses underwent laparotomy to treat colic usually require a venous catheter for several days to administrate fluids and drugs during the postoperative period, and the jugular vein is the most frequent site for catheterization. Therefore, the persistent vascular trauma caused by an implanted catheter, associated with the prothrombotic environment induced by the gastrointestinal disorder, increases the risk for the development of jugular thrombophlebitis. The purpose of the present investigation was to evaluate physical and ultrassonographic features of the jugular vein cannulated with a polyurethane catheter during the postoperative period of horses underwent colic surgery. The catheter was inserted aseptically on admission and dwell time was seven days. Upon ultrasound examination, one horse developed thrombophlebitis 48 hours after surgery and the other horses showed thickened venous wall at puncture site and small clots associated to the catheter. Ultrasound monitoration showed that long-term catheterization in horses underwent colic surgery following the present protocol minimizes vascular trauma and could prevent jugular thrombophlebitis.

Abstract in Portuguese:

RESUMO.- Montanhim G.L., Toni M.C., Sousa S.S., Bonacin Y.S., Bueno G.M., Módolo T.J.C., Santana A.E. & Dias D.P.M. 2018. [Jugular thrombophlebitis in horses subjected to laparotomy for the treatment of gastrointestinal disease.] Tromboflebite jugular em equinos submetidos à laparotomia para o tratamento de afecção gastrointestinal. Pesquisa Veterinária Brasileira 38(5):862-869. Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinária, Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Universidade Estadual Paulista, Via de Acesso Prof. Paulo Donato Castellane s/n, Jaboticabal, SP 14884-900, Brazil. E-mail: dpmdias@fcav.unesp.br Afecções do trato gastrointestinal de equinos podem causar distúrbios de coagulação devido à concentração elevada de mediadores inflamatórios que estimulam a hemostasia e inibem a fibrinólise, gerando um estado de hipercoagulação. Equinos submetidos à laparotomia no tratamento da síndrome cólica permanecem com cateter venoso durante vários dias para a administração de fluidos e fármacos no período pós-operatório e, a veia jugular é o principal local para a implantação de cateteres. Assim, o trauma vascular persistente causado pelo cateter, associado ao ambiente pró-trombótico induzido pela afecção gastrointestinal, aumenta o risco para o desenvolvimento de tromboflebite jugular. Objetivou-se avaliar as características físicas e ultrassonográficas da veia jugular canulada com cateter de poliuretano durante o período pós-operatório de equinos submetidos à laparotomia. O cateter foi inserido de forma asséptica à admissão e permaneceu por sete dias. A avaliação ultrassonográfica revelou o desenvolvimento de tromboflebite em um equino, 48 após o procedimento cirúrgico. Os demais equinos demonstraram espessamento da parede vascular no local de punção e pequenos trombos junto ao cateter. A monitoração ultrassonográfica demonstrou que a cateterização prolongada em equinos submetidos à laparotomia, seguindo o protocolo proposto, minimiza a lesão vascular e pode prevenir a tromboflebite jugular.


#4 - Ultrasonography aspects, biometry and Doppler of howler monkey (Alouatta fusca) ocular bulb, 38(5):1005-1013

Abstract in English:

ABSTRACT.- Souza L.P., Merlini N.B., Bortolini Z., Muller T.R., Teixeira C.R., Luciani M.G., Souza D.S. & Vulcano L.C. 2018. [Ultrasonography aspects, biometry and Doppler of howler monkey (Alouatta fusca) ocular bulb]. Aspectos ultrassonográficos, biometria e dopplerfluxometria ocular do bugio ruivo (Alouatta fusca). Pesquisa Veterinária Brasileira 38(5):1005-1013. Centro de Ciências Agroveterinárias, Universidade do Estado de Santa Catarina, Avenida Luiz de Camões 2090, Conta Dinheiro, Lages, SC 88520-000, Brazil. E-mail: li.pasini.vet@gmail.com This study aimed to describe the sonographic features of normal ocular structures, the ocular biometry and Doppler parameters of the internal ophthalmic artery and central retinal artery of the Alouatta fusca. Twenty ocular ultrasonographic examinations were perform in ten primate species of the Alouatta fusca. Proceeded to the sonographic description of the ocular structures and later biometrics was obtained in four distances: (D1) corresponding to the anterior chamber (D2) lens thickness (D3) vitreous chamber and (D4) axial length of the eyeball. Doppler ultrasound evaluated internal ophthalmic artery and central retinal artery as for the resistivity Index (RI), pulsatility index (PI), peak systolic velocity (PSV) and end diastolic velocity (EDV). The values &#8203;&#8203;of biometrics and flowmetry underwent comparison test between genders and sonographic views, by Student t test. The anatomical sonographic description of the ocular structures and vasculature of the red howler were similar to species such as dog, cat and man. The biometric average values &#8203;&#8203;found were 2.1±0.38mm for D1, 3.7±0.30mm for D2, 10.4±0.78mm for D3 and 19.3±1.64mm for D4. The Doppler values &#8203;&#8203;of the ophthalmic artery and central retinal artery found were: PSV of 25.6cm/s and 14.6cm/s; VDF 15.8cm/s and 10.7cm/s; IR 0.7 and 0.5; IP 1.4 and 0.8.

Abstract in Portuguese:

RESUMO.- Souza L.P., Merlini N.B., Bortolini Z., Muller T.R., Teixeira C.R., Luciani M.G., Souza D.S. & Vulcano L.C. 2018. [Ultrasonography aspects, biometry and Doppler of howler monkey (Alouatta fusca) ocular bulb]. Aspectos ultrassonográficos, biometria e dopplerfluxometria ocular do bugio ruivo (Alouatta fusca). Pesquisa Veterinária Brasileira 38(5):1005-1013. Centro de Ciências Agroveterinárias, Universidade do Estado de Santa Catarina, Avenida Luiz de Camões 2090, Conta Dinheiro, Lages, SC 88520-000, Brazil. E-mail: li.pasini.vet@gmail.com Este estudo teve como objetivo geral descrever os aspectos ultrassonográficos normais das estruturas do bulbo ocular de primatas da espécie Alouatta fusca, determinando ainda os valores da biometria ocular, e os parâmetros da dopplerfluxometria ocular das artérias oftálmica interna e central da retina. Vinte exames ultrassonográficos oculares foram realizados em dez primatas da espécie Alouatta fusca clinicamente saudáveis, sem sinais de doença ocular ao exame oftalmológico. Procedeu-se a descrição ultrassonográfica das estruturas oculares e posteriormente a biometria foi obtida em quatro distâncias distintas: (D1) correspondentes à câmara anterior, (D2) espessura da lente, (D3) profundidade da câmara vítrea e (D4) comprimento axial do bulbo ocular. Na dopplerfluxometria foram avaliadas as artérias oftálmica interna e central da retina quanto ao índice de resistividade (IR), de pulsatilidade (IP), e as velocidades do pico sistólico (VPS) ediastólica final (VDF). Os valores de biometria foram submetidos a teste de comparação quanto ao gênero dos animais e cortes ultrassonográficos, utilizando o teste t de Student. O mesmo teste foi realizado para comparação dos resultados de dopplerfluxometria entre fêmeas e machos. A descrição ultrassonográfica das estruturas oculares e vascularização do bugio ruivo mostraram-se semelhantes a espécies como o cão, o gato e o homem. Os valores biométricos médios encontrados foram de 2,1±0,38 mm para D1, 3,7±0,30mm para D2, 10,4±0,78mm para D3 e 19,3±1,64mm para D4. Os valores de dopplerfluxometria da artéria oftálmica e da artéria central da retina foram respectivamente: VPS de 25,6cm/s e 14,6cm/s; VDF de 15,8cm/s e 10,7cm/s; IR de 0,7 e 0,5; IP de 1,4 e 0,8.


#5 - Abdominal B-mode and Doppler ultrasonography of chemically restrained agouti (Dasyprocta prymnolopha Wagler, 1831), 38(4):785-793

Abstract in English:

ABSTRACT.- Pessoa G.T., Sousa F.C.A., Rodrigues R.P.S., Moura L.S., Sanches M.P., Ambrósio C.E., Silva A.B.S & Alves F.R. 2018. Abdominal B-mode and Doppler ultrasonography of chemically restrained agouti (Dasyprocta prymnolopha Wagler, 1831). [Ultrassonografia abdominal em Modo B e Doppler de cutias (Dasyprocta prymnolopha Wagler, 1831) contidas quimicamente.] Pesquisa Veterinária Brasileira 38(4):785-793. Departamento de Morfofisiologia Veterinária, Universidade Federal do Piauí, Campus Universitário Ministro Petrônio Portela, Bairro Ininga, Teresina, PI 64049-550, Brazil. E-mail: flavioribeiro@ufpi.edu.br Agoutis are small-sized wild animals whose body weight can reach up to 4kg, and are found throughout Brazil. They are considered important seed dispersers, especially for big trees and there are species that rely almost exclusively on these animals for their territorial distribution. The objective of the present study was B scan and Doppler ultrasound characterization of the abdominal organs of healthy agoutis reared in captivity. Fifteen agoutis, chemically restrained, were used from the Nucleus for Wild Animal Studies and Conservation (Núcleo de Estudos e Preservação de Animais Silvestres - NEPAS), CCA-UFPI, submitted to B scan and Doppler ultrasound examination. The urinary bladder wall was hyperechogenic, thin, smooth and regular throughout its anatomic path, with 0.09±0.03cm mean thickness. The kidneys showed fine and homogeneous echotexture, preserved global echogenicity, hyperechogenic in relation to the spleen and isoechogenic or discreetly hyperechogenic in relation to the liver. The spectral Doppler trace showed systolic and diastolic peaks, wide and thread-like, with low flow resistance and a continuous and full diastolic portion that decreased gradually during the diastole (75.83±1.42cm/s, for the right kidney and 80.43±1.22cm/s, for the left kidney). The right adrenal gland was 0.61-1.18cm long and 0.17-0.32cm in diameter, while the left adrenal gland was 0.62-1.16 long with 0.14-0.25cm diameter. The agouti spleen was filiform in shape, with pointed poles and 1.02±0.18cm in diameter. The agouti liver occupied all the abdominal cavity cranial space in direct contact with the diaphragm. The intrahepatic vascular flow allowed individualization of the portal vein (PV) and hepatic vein (HV). The portal veins were distinguished from the hepatic veins mainly by their wall echogenic pattern. The pancreas was 0.51±0.1 cm thick and the pancreatic duct measured 0.12±0.02cm. The stomach was placed to the left the spleen and to the right of the proximal intestine and the transversal colon and the walls were 0.16±0.05cm thick. The abdominal aorta was 0.43±0.04cm in diameter and showed 95.2±2.16cm/s vascular flow. This study characterized agouti organs and abdominal blood vessels by B scan and Doppler ultrasound, that permitted definition of the size, shape, position, echogenicity and echotexture of the anatomic constituents and established reference values for the vascular network and blood flow in the species.

Abstract in Portuguese:

RESUMO.- Pessoa G.T., Sousa F.C.A., Rodrigues R.P.S., Moura L.S., Sanches M.P., Ambrósio C.E., Silva A.B.S & Alves F.R. 2018. Abdominal B-mode and Doppler ultrasonography of chemically restrained agouti (Dasyprocta prymnolopha Wagler, 1831). [Ultrassonografia abdominal em Modo B e Doppler de cutias (Dasyprocta prymnolopha Wagler, 1831) contidas quimicamente.] Pesquisa Veterinária Brasileira 38(4):785-793. Departamento de Morfofisiologia Veterinária, Universidade Federal do Piauí, Campus Universitário Ministro Petrônio Portela, Bairro Ininga, Teresina, PI 64049-550, Brazil. E-mail: flavioribeiro@ufpi.edu.br As cutias são animais silvestres de pequeno porte, cujo peso corpóreo pode chegar até 4kg, e existem em todo território brasileiro. São considerados importantes dispersores de sementes, especialmente para árvores de grande porte, existindo espécies que dependem quase que exclusivamente destas para sua distribuição territorial. Este trabalho teve por objetivo a caracterização ultrassonográfica modo B e Doppler dos órgãos abdominais de cutias hígidas criadas em cativeiro. Foram utilizadas 15 cutias, contidas quimicamente, oriundas do Núcleo de Estudos e Preservação de Animais Silvestres – NEPAS, CCA-UFPI, submetidas a exame ultrassonográfico em modo B e Doppler. A parede da vesícula urinária presentou-se hiperecogênica, fina, lisa e regular em todo seu trajeto anatômico, com espessura média de 0,09±0,03cm. Os rins demonstraram ecotextura fina e homogênea, ecogenicidade global preservada, hipoecogênico em relação ao baço e isoecogênico ou discretamente hipoecogênico em relação ao fígado. O traçado em Doppler espectral mostrou pico sistólico e diastólico, amplo e afilado, exibindo baixa resistência de fluxo, com uma porção diastólica contínua e cheia, que diminui gradativamente no decorrer da diástole (75,83±1,42cm/s para o rim direito e 80,43±1,22 cm/s para o esquerdo. A adrenal direita apresentou uma variação de comprimento entre 0,61 a 1,18cm e diâmetro variando entre 0,17 a 0,32cm, enquanto a adrenal esquerda evidenciou comprimento de 0,62 a 1,16 e diâmetro de 0,14 a 0,25cm. O baço das cutias mostrou formato filiforme, com polos pontiagudos e diâmetro de 1,02±0,18cm. O fígado da cutia ocupa todo o espaço cranial da cavidade abdominal, em contato direto com o diafragma. O fluxo vascular intrahepático permitiu individualizar as veias porta (VP) e veias hepáticas (VH). As veias porta foram distinguidas, particularmente pelo padrão ecogênico de suas paredes, quando comparadas com as veias hepáticas. A espessura do pâncreas foi de 0,51±0,1cm e o ducto pancreático mediu 0,12±0,02cm. O estômago relaciona-se à esquerda com o baço e a direita com o duodeno proximal e colón transverso. Sua espessura de parede mensurada foi de 0,16±0,05cm. A aorta abdominal possui diâmetro de 0,43±0,04cm e fluxo vascular de 95,2±2,16cm/s. Este estudo caracterizou os órgãos e vasos sanguíneos abdominais de cutias, por meio de ultrassonografia modo B e Doppler, o que permitiu definir o tamanho, formato, posição, ecogenicidade, ecotextura dos constituintes anatômicos, além de estabelecer valores de referência para a rede vascular e fluxo sanguíneo na espécie.


#6 - Biometric, B-mode and color Doppler ultrasound assessment of eyes in healthy dogs, 38(3):565-571

Abstract in English:

ABSTRACT.- Silva E.G., Pessoa G.T., Moura L.S., Guerra P.C., Rodrigues R.P.S., Sousa F.C.A., Ambrósio C.E & Alves F.R. 2018. Biometric, B-mode and color Doppler ultrasound assessment of eyes in healthy dogs. Pesquisa Veterinária Brasileira 38(3):565-571. Departamento de Morfofisiologia Veterinária, Universidade Federal do Piauí, Campus Universitário Ministro Petrônio Portela, Bairro Ininga, Teresina, PI 64049-550, Brazil. E-mail: flavioribeiro@ufpi.edu.br B-scan ultrasonography is an important diagnostic tool that allows characterization of internal organ anatomy and, when complemented by Doppler ultrasound, allows vascular hemodynamic assessment, increasing the diagnostic accuracy. Thus, the aim of the present study was the B-scan ultrasound characterization and measurement of the eyeball segments and assessment of the external ophthalmic artery by color and pulsed Doppler. Sixty eyeballs were assessed from 30 dogs of different breeds using an 8.5MHz microconvex transductor. First, biometry was performed by B-scan of the following segments: axial length (M1), anterior chamber depth (M2), lens thickness (M3), lens length (M4), vitreous chamber depth (M5), optical disc length (M6) and optic nerve diameter (M7). Colored Doppler identified the external ophthalmic article and pulsed Doppler assessed its flow, and the following were measured: systolic peak velocity (VPS), final diastolic velocity (VDF), resistivity index (IR) and pulse index (IP). No statistical difference was observed for the biometric values of the eye segments between the right and left eyes (p>0.05). The vitreous chamber depth (M5) was shown to be the biometric variable with greatest bilateral symmetry, varying from 0.79 to 0.87cm and 0.78 to 0.86cm for the right and left eye, respectively. The ophthalmic artery was visualized over the optic nerve towards the eyeball, with flow stained red. There was no significant statistical difference between the Doppler velocimetric values for the ophthalmic artery between the right and left eye of the animals assessed (p>0.05). The mean resistivity index (RI) showed average values equal to 0.63±0.03, bilaterally. The mean base velocity was 17.50cm/s and 18.18cm/s at the systolic peak and 6.21cm/s and 6.68cm/s at the end of the diastole, for the right and left eyes respectively. The anatomic, biometric and hemodynamic characterization using the ultrasound B-scan and the Doppler modalities permitted the ultrasonographic and Doppler velocimetric assessment of the eyeball components in dogs of different breeds, and it can be used in ophthalmic clinical routine to identify eye pathologies.

Abstract in Portuguese:

RESUMO.- Silva E.G., Pessoa G.T., Moura L.S., Guerra P.C., Rodrigues R.P.S., Sousa F.C.A., Ambrósio C.E & Alves F.R. 2018. Biometric, B-mode and color Doppler ultrasound assessment of eyes in healthy dogs. Pesquisa Veterinária Brasileira 38(3):565-571. Departamento de Morfofisiologia Veterinária, Universidade Federal do Piauí, Campus Universitário Ministro Petrônio Portela, Bairro Ininga, Teresina, PI 64049-550, Brazil. E-mail: flavioribeiro@ufpi.edu.br O exame ultrassonográfico modo-B é uma importante ferramenta diagnóstica que permite caracterizar a anatomia interna dos órgãos e, complementada pelo exame modo Doppler, possibilita realizar a avaliação hemodinâmica vascular, aumentando a acurácia diagnóstica. Desta forma, este trabalho teve como objetivo a caracterização ultrassonográfica e mensuração dos segmentos do bulbo ocular modo-B, assim como a avaliação da artéria oftálmica externa pelo Doppler colorido e pulsado. Foram avaliados 60 bulbos oculares de 30 cães de diferentes raças utilizando transdutor microconvexo de 8,5MHz. Inicialmente foi realizada biometria por meio do exame em modo-B dos seguintes seguimentos: comprimento axial (M1), profundidade da câmara anterior (M2), espessura da lente (M3), comprimento da lente (M4), profundidade da câmara vítrea (M5), comprimento do disco óptico (M6) e diâmetro do nervo óptico (M7). A artéria oftálmica externa foi identificada pelo Doppler colorido e seu fluxo foi avaliado por meio do Doppler pulsado, sendo mensurados: velocidade do pico sistólico (VPS), velocidade diastólica final (VDF), índice de resistividade (IR) e índice de pulsatilidade (IP). Não foi verificada diferença estatística para os valores biométricos dos seguimentos oculares entre os olhos direito e esquerdo (p>0,05). A profundidade da câmera vítrea (M5), mostrou-se a variável biométrica com maior simetria bilateral, variando entre 0,79 a 0,87cm e 0,78 a 0,86cm para o olho direito e esquerdo, respectivamente. A artéria oftálmica foi visibilizada sobre o nervo óptico em direção ao bulbo ocular, com fluxo marcado em vermelho. Não houve diferença estatística significativa entre os valores Dopplervelocimétricos da artéria oftálmica entre do olho direito e esquerdo dos animais avaliados (p>0.05). O índice de resistividade (IR) médio evidenciou valores médios sendo igual a 0,63±0,03, bilateralmente. A velocidade basal média foi 17,50cm/s e 18,18cm/s no pico sistólico e 6,21cm/s e 6,68cm/s no final da diástole, para os olhos direito e esquerdo, respectivamente. A caracterização anatômica, biométrica e hemodinâmica utilizando o exame ultrassonográfico modo-B e as modalidades do Doppler permitiram a avaliação ultrassonográfica e Dopplervelocimétrica dos componentes do bulbo ocular nos cães de diferentes raças, podendo ser utilizados na rotina clínica oftalmológica para identificação de patologias oculares.


#7 - Normal ultrasonographic, anatomical and histological aspects of the equine metacarpophalangeal joint, 37(10):1165-1171

Abstract in English:

ABSTRACT.- De Bastiani G., De La Corte F., Kommers G.D., Brass K.E., Pereira R., Cantarelli C. & Silva T.M. 2017. [Normal ultrasonographic, anatomical and histological aspects of the equine metacarpophalangeal joint.] Aspectos ultrassonográficos, anatômicos e histológicos normais da articulação metacarpofalangeana equina. Pesquisa Veterinária Brasileira 37(10):1165-1171. Departamento de Clínica de Grandes Animais, Universidade Federal de Santa Maria, Avenida Roraima 1000, Santa Maria, RS 97105-900, Brazil. E-mail: grasibage@hotmail.com The purpose of this study was to describe and characterize the equine metacarpophalangeal joint structures through ultrasonographic, anatomical and histological analysis. Seventy forelimb specimens were obtained from a slaughterhouse and submitted to ultrasonographic evaluation. Thirty specimens without ultrasonographic detectable lesions were selected for dissection and subsequent anatomical and histological evaluation. Criteria such as size, shape, architecture and echogenicity were observed in order to characterize normal ligaments, tendons, joint capsule and articular cartilage of the metacarpophalangeal joint.

Abstract in Portuguese:

RESUMO.- De Bastiani G., De La Corte F., Kommers G.D., Brass K.E., Pereira R., Cantarelli C. & Silva T.M. 2017. [Normal ultrasonographic, anatomical and histological aspects of the equine metacarpophalangeal joint.] Aspectos ultrassonográficos, anatômicos e histológicos normais da articulação metacarpofalangeana equina. Pesquisa Veterinária Brasileira 37(10):1165-1171. Departamento de Clínica de Grandes Animais, Universidade Federal de Santa Maria, Avenida Roraima 1000, Santa Maria, RS 97105-900, Brazil. E-mail: grasibage@hotmail.com O objetivo deste estudo foi descrever e caracterizar as estruturas que compõem a articulação metacarpofalangena equina por meio de análise ultrassonográfica, anatômica e histológica. Membros torácicos equinos (=70), obtidos em instalações frigoríficas, foram submetidos a exame ultrassonográfico post mortem. Destes, 30 membros apresentaram imagens ultrassonográficas consideradas sem alterações. Posteriormente foi realizada a dissecação dos mesmos e o estudo anátomo-histológico. Critérios como tamanho, forma, arquitetura e ecogenicidade foram observados a fim de caracterizar as imagens ultrassonográficas, anatômicas e histológicas normais das estruturas ligamentares, tendíneas, capsulares e cartilaginosas da articulação metacarpofalangeana equina.


#8 - Uterine vasculature of pregnant mares of donkey and stallion through the Doppler ultrasonography spectral mode, 37(8):877-882

Abstract in English:

ABSTRACT.- Lemos S.G.C., Campos D.G., Ferreira C.S.C., Balaro M.F.A., Cunha L.E.R., Pinna A.E. & Brandão F.Z. 2017. [Uterine vasculature of pregnant mares of donkey and stallion through the Doppler ultrasonography spectral mode.] Vascularização uterina de éguas prenhes de jumento e de garanhão monitoradas por ultrassonografia Doppler. Pesquisa Veterinária Brasileira 37(8):877-882. Faculdade de Veterinária, Universidade Federal Fluminense, Rua Vital Brazil Filho 64, Vital Brazil, Niterói, RJ 24230-340, Brazil. E-mail: binagaiacl@gmail.com This study aimed to evaluate and describe the ultrasonographic findings of uterus of pregnant mares of different ages, mated by either ass or stallion, using the spectral Doppler ultrasonography, aiming to characterize the resistance (RI) and pulsatility (PI) Doppler indices up to 154 days of pregnancy. A total of 20 mares in reproductive age of non-defined breed were used. The evaluations were performed in uterine arteries. There was no interaction between RI and PI values obtained in uterine horns (that initiated or not the pregnancy) with time of pregnancy (P>0.05), thus, data were discussed separately. There were no differences between RI and PI evaluations when compared to the uterine horns that initiated or not the pregnancy (P>0.05). A time effect was observed (P<0.05) on PI, when D70 presented lower averages than D0, D7, D14 and D21. There was no time effect (P>0.05) on RI. Pregnant mares mated by asses presented higher uterine vascularization in non-pregnant horn than pregnant mares mated by stallions. With the exception of RI in non-pregnant horn, there was a female age effect on the side of pregnancy (P<0.05), where aged mares in both – pregnant and non-pregnant horns – showed higher PI and RI, so less vascularized. It is possible to conclude that the uterine vascularization did not present any difference between uterine horns. There is an increase in the uterine vascularization on the 70th day of pregnancy. Pregnant mares mated by assess presented higher uterine vascularization when compared to those mated by stallions. Mares aging over 15 years old presented lower uterine vascularization, when compared to those younger.

Abstract in Portuguese:

RESUMO.- Lemos S.G.C., Campos D.G., Ferreira C.S.C., Balaro M.F.A., Cunha L.E.R., Pinna A.E. & Brandão F.Z. 2017. [Uterine vasculature of pregnant mares of donkey and stallion through the Doppler ultrasonography spectral mode.] Vascularização uterina de éguas prenhes de jumento e de garanhão monitoradas por ultrassonografia Doppler. Pesquisa Veterinária Brasileira 37(8):877-882. Faculdade de Veterinária, Universidade Federal Fluminense, Rua Vital Brazil Filho 64, Vital Brazil, Niterói, RJ 24230-340, Brazil. E-mail: binagaiacl@gmail.com Este estudo teve como objetivo analisar e descrever os achados ultrassonográficos do útero de éguas gestantes de diferentes idades, de jumento e garanhão, utilizando a técnica de ultrassonografia Doppler Espectral, visando caracterizar os índices de resistência (RI) e pulsatilidade (PI) até 154 dias de gestação. Foram utilizadas 20 éguas em idade reprodutiva, sem raça definida. As avaliações foram realizadas nas artérias uterinas. Não foi constatada interação entre os valores de RI e PI obtidos nos cornos uterinos (que iniciaram ou não a gestação) com o tempo da gestação (P>0,05), desta forma os dados foram discutidos separadamente. Não foram encontradas diferenças entre as avaliações de RI e PI quando comparado os cornos que iniciaram ou não a gestação (P>0,05). Verificou-se efeito de tempo (P<0,05) sobre o PI, onde no D70 foi constatada a menor média quando comparado aos tempos D0, D7, D14 e D21. Não f oi encontrado efeito de tempo sobre o RI (P>0,05). As éguas gestantes de jumento apresentaram maior vascularização uterina no corno não gestante, que as éguas gestantes do garanhão. Com exceção do RI no lado não gravídico, foi verificado efeito de idade da fêmea sobre o lado da gestação (P<0,05), onde as éguas idosas, tanto no corno que iniciou a gestação e o contralateral, tiveram PI e RI mais altos, ou seja, menos vascularizados. Concluiu-se que a vascularização uterina não apresentou diferença entre os cornos uterinos. Há um aumento da vascularização uterina no 70º dia de gestação. Éguas gestantes de jumentos apresentaram maior vascularização uterina, quando comparada às éguas gestantes de garanhões. Éguas com idade acima de 15 anos apresentaram menor vascularização uterina, quando comparadas com idade inferior a 15 anos.


#9 - Evaluation of ultrasonic transmission of Copaifera duckei Dwyer herbal gel, 7(5):516-520

Abstract in English:

ABSTRACT.- Marinho D.F., Oliveira E.C.P., Araújo J.A.S., Pinto I.F., Lima H.S., Moraes W.P., Ambrósio C.E. & Morini A.C. 2017. [Evaluation of ultrasonic transmission of Copaifera duckei Dwyer herbal gel.] Avaliação da transmissibilidade ultrassônica do gel fitoterápico de Copaifera duckei Dwyer. Pesquisa Veterinária Brasileira 37(5):516-520. Programa de Pós-Graduação em Biociências, Universidade Federal do Oeste do Pará, Rua Vera Paz s/n, Bairro Salé, Santarém, PA 68040-480, Brazil. E-mail: dalianemarinho@yahoo.com.br This study aimed to evaluate the potential of transmissibility of an herbal gel of Copaifera duckei Dwyer at a concentration of 10%. The research was registered with the Brazilian Biodiversity System. The gel of Copaifera duckei 10% was guidelined by the Brazilian Pharmacopoeia and tested on an Ultrasound device (US) operated in the range of 1 MHz. The control groups were selected distilled water and hydro alcoholic gel. The analysis was qualitatively and quantitatively using the model proposed in the literature. The US was scheduled to current modes pulsed/continuous and tested in the intensities (0.2/0.4/0.6/0.8/1.0W/cm2) in 1mim/cm2. The data received statistical treatment by BioEstat software 5.3 and was admitted to a significance level of &#8805;0.05. In continuous mode and intensity of 0.2W/cm2 gel was considered “good transmitter” at the intensity of 0.4W/cm2 and 0.6W/cm2 a “moderate Transmitter” and the intensity of 0.8W/cm2 and 1.0W/cm2 a “poor transmitter”. It was concluded that the 10% gel C. duckei US did not attenuate US waves in any form or intensity tested; it can thus be used for this treatment being considered a good or moderate transmitter according to the intensity of US.

Abstract in Portuguese:

RESUMO.- Marinho D.F., Oliveira E.C.P., Araújo J.A.S., Pinto I.F., Lima H.S., Moraes W.P., Ambrósio C.E. & Morini A.C. 2017. [Evaluation of ultrasonic transmission of Copaifera duckei Dwyer herbal gel.] Avaliação da transmissibilidade ultrassônica do gel fitoterápico de Copaifera duckei Dwyer. Pesquisa Veterinária Brasileira 37(5):516-520. Programa de Pós-Graduação em Biociências, Universidade Federal do Oeste do Pará, Rua Vera Paz s/n, Bairro Salé, Santarém, PA 68040-480, Brazil. E-mail: dalianemarinho@yahoo.com.br Esse estudo teve por objetivo avaliar o potencial de transmissibilidade ultrassônica de um gel fitoterápico de copaíba da espécie Copaifera duckei Dwyer na concentração de 10%. A pesquisa foi registrada junto ao Sistema Brasileiro de Biodiversidade. O gel fitoterápico de Copaifera duckei 10% foi manipulado de acordo diretrizes da Farmacopéia Brasileira e testado em um aparelho de Ultrassom (US) operado na faixa de 1 MHz. Como grupos controle foram selecionados a água destilada e o gel hidroalcoólico. A análise ocorreu de forma qualitativa e quantitativa através do modelo proposto na literatura. O US foi programado para modos de corrente pulsado/contínuo e testados nas intensidades (0,2/0,4/0,6/0,8/1,0W/cm2), em 1mim/cm2. Os dados receberam tratamento estatístico pelo software BioEstat 5.3 e foi admitido um nível de significância de &#8805;0,05. No modo contínuo e na intensidade de 0.2W/cm2 o gel foi considerado “Bom transmissor”, na intensidade de 0.4 W/cm2 e 0.6W/cm2 um “Transmissor moderado” e nas intensidades de 0.8W/cm2 e 1.0W/cm2 um “Transmissor pobre”. Concluiu-se que o gel de C. duckei 10% não atenuou as ondas de US em nenhum modo ou intensidade testado. E pode assim ser adicionado a esse para tratamentos sendo considerado transmissor bom ou moderado de acordo com a intensidade do US.


#10 - Ultrasound features of liver, gallbladder kidneys, urinary bladder and jejunum in young and adult rabbits, 37(4):415-423

Abstract in English:

ABSTRACT.- Silva K.G., Nascimento L.V., Tasqueti U.I., Andrade C., Froes T.R. & Sotomaior C.S. 2017. [Ultrasound features of liver, gallbladder kidneys, urinary bladder and jejunum in young and adult rabbits.] Características ultrassonográficas de fígado, vesicular biliar, rins, vesicular urinária e jejuno em coelhos jovens e adultos. Pesquisa Veterinária Brasileira 37(4):415-423. Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal, Pontifícia Universidade Católica do Paraná, BR-376 Km 14, São José dos Pinhais, PR 83010-500, Brazil. E-mail: cristina.sotomaior@pucpr.br This study described characteristics and measurements of the liver, gallbladder, kidney, urinary bladder and jejunum of young and adults New Zealand White (NZW) rabbits. The young rabbits’s group was composed of 39 rabbits of both sexes (20 males and 19 females), weaned at 30-31 days of age, and the evaluations carried out at 35, 56 and 77 days of age. The adults group was composed of 23 females and 15 males, with more than 6 months of age, and one ultrasonographic evaluation per animal. The exam consisted in the evaluation of liver, gallbladder, right and left kidneys, jejunum and urinary bladder. All the animals were weighed before the evaluations. The average weight increased (p<0.05) from 35 days to adults. Both in adult and in young rabbits, the liver presented predominantly isoechogenic in relation of right kidney and with homogeneous texture. The gallbladder had an elongated ovoid shape, ranging for pear-shaped to almond, with anechogenic content, not being visible in 2.6% of young rabbits and 26.3% of adults. The length and width were 1.06 and 0.39; 1.44 and 0.53; 1.41 and 0.58; 1.57 and 0.67cm, respectively at 35, 56, 77 days and adults. For young and adults rabbits, the gallbladder and the left and right kidneys were positively correlated (p<0.05) with weight. The kidneys had an ellipse shape with smooth surface, increasing (p>0.05) from 35 days to adulthood. There was a positive correlation (p<0.05) between the right and left kidney volumes. The description of urinary bladder more frequently (86%) observed was anechogenic content, with small free echogenic structure within the lumen, both in young and in adult rabbits. There was no difference (p>0.05) in the thickness of the layers of the jejunum among ages, with the mean of 0.23cm for all animals. With the results, the first Brazilian ultrasonographic data for liver, gallbladder, kidney, jejunum and urinary bladder were defined to NZW rabbits in 35, 56 and 77days of life, as well as adults.

Abstract in Portuguese:

RESUMO.- Silva K.G., Nascimento L.V., Tasqueti U.I., Andrade C., Froes T.R. & Sotomaior C.S. 2017. [Ultrasound features of liver, gallbladder kidneys, urinary bladder and jejunum in young and adult rabbits.] Características ultrassonográficas de fígado, vesicular biliar, rins, vesicular urinária e jejuno em coelhos jovens e adultos. Pesquisa Veterinária Brasileira 37(4):415-423. Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal, Pontifícia Universidade Católica do Paraná, BR-376 Km 14, São José dos Pinhais, PR 83010-500, Brazil. E-mail: cristina.sotomaior@pucpr.br O presente trabalho descreveu características e comparou mensurações do fígado, vesícula biliar, rins, vesícula urinária e jejuno de coelhos da raça Nova Zelândia Branco (NZB) jovens e adultos. O grupo dos jovens foi composto por 39 coelhos de ambos os sexos (20 machos e 19 fêmeas), desmamados aos 30-31 dias de idade, sendo as avaliações realizadas aos 35, 56 e 77 dias de idade. O grupo dos adultos foi composto por 23 fêmeas e 15 machos, com idade superior a 6 meses, sendo realizada uma avaliação ultrassonográfica por animal. O exame consistiu na avaliação do fígado, vesícula biliar, rins direito e esquerdo, jejuno e vesícula urinária. Todos os animais foram pesados antes dos exames. O peso médio dos animais aumentou (p<0,05) dos 35 dias até a idade adulta. Tanto nos adultos quanto nos jovens, o fígado apresentou-se predominantemente isoecogênico ao rim direito e com textura homogênea. A vesícula biliar apresentou-se em formato ovoide alongado, variando de piriforme à amendoado, com conteúdo anecogênico, não sendo visível em 2,6% dos coelhos jovens e em 26,3% dos adultos. O comprimento e a largura da vesícula biliar nas idades de 35, 56, 77 dias e adultos foram: 1,06 e 0,39; 1,44 e 0,53; 1,41 e 0,58; 1,57 e 0,67cm, respectivamente. Considerando jovens e adultos, as mensurações da vesícula biliar e dos rins esquerdo e direito apresentaram correlação positiva (p<0,05) com o peso. Os rins apresentaram-se no formato de elipse e com superfície regular, com aumento (p<0,05) dos 35 dias à idade adulta. Houve correlação positiva (p<0,05) entre os volumes renais direito e esquerdo. A descrição da vesícula urinária mais encontrada (86%) foi a com conteúdo anecogênico, com pequenas estruturas ecogênicas livres no lúmen, tanto em jovens quanto em adultos. Não houve diferença (p>0,05) da espessura das camadas do jejuno entre as idades, apresentando média de 0,23 cm para todos os animais. Estes são os primeiros dados brasileiros de características ultrassonográficas de fígado, vesícula biliar, rins, jejuno e vesícula urinária para coelhos NZB de 35, 56 e 77 dias de vida e adultos.


Colégio Brasileiro de Patologia Animal SciELO Brasil CAPES CNPQ UNB UFRRJ CFMV